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27 de maio de 2012

96 - ALEX entrevista LASZLO JOSEF MATRAI

O entrevistado de hoje é um amigo de Taubaté-SP.
Mas ele nasceu em Ribeirão Pires-SP, em 1961.
Ele é filho de imigrantes húngaros, funcionário público municipal, casado e tem 4 filhos.
Aos 9 anos de idade sentiu as primeiras manifestações da mediunidade.
Aos 18 anos ele participou do primeiro curso de educação mediúnica.
Ele participou de cursos ministrados pela USE-Sto André, USE-SP, FEESP e FEB.
Foi aluno e depois dirigente do curso Aprendizes do Evangelho, na AEE.
Recentemente estudou e aprofundou-se também em conhecimentos de Umbanda.
Seu lema é "Busque conhecer bem antes de falar a respeito de alguém ou de algo".
Pela Lúmen Editora ele publicou o livro "Ratinhos Brancos".
O nosso entrevistado chama-se Laszlo Josef Matrai.

Laszlo Josef Matrai
ALEX - Olá Laszlo, tudo bem? É um prazer entrevistá-lo meu amigo! 

LASZLO - O prazer é meu e quero agradecer essa oportunidade que me foi oferecida por você.

ALEX - Conte para nós como foi o seu primeiro contato com o Espiritismo.

LASZLO - Meu primeiro contato com o espiritismo ocorreu por intermédio de meu padrinho que me conduziu a uma casa espírita, nos moldes da famosa "mesa branca", isso quando eu contava com nove anos de idade.

Nessa época, a mediunidade em mim se expressou ostensivamente através da incorporação mecânica, fato que se deu pela primeira vez na casa de meus padrinhos, quando lá passava eu alguns dias em férias.

Nessa ocasião, um espírito que jamais soube a identidade, manifestou-se algumas vezes, sempre à noite e com muitas pessoas em volta, pois a casa de meus padrinhos era bem frequentada por muitos de seus amigos, eu ficava totalmente inconsciente, vindo a despertar altas horas da madrugada com todos despedindo-se de mim, esse detalhe é a única lembrança que retenho na memória desta época e do ocorrido.

Essa entidade não se furtava a dar esclarecimentos diversos e aconselhamentos a todos os que o questionavam, nos mais diversos assuntos.

Eu tomei plena consciência desses fatos apenas muitos anos depois, quando em conversação com uma prima, esta relatou-os a mim, e depois tive a confirmação dos mesmos, feita por diversas outras pessoas.

ALEX - Aos 18 anos você fez um curso de educação mediúnica no Centro Espírita Maria Amélia? Que casa linda!

LASZLO - Foi no Centro Espírita Maria Amélia, em São Bernardo do Campo, uma casa que infelizmente não visito há mais de 25 anos, mas que foi preponderante na minha educação mediúnica.

Lembro-me que passei por algumas entrevistas e finalmente fui convidado a participar de um grupo de estudos e trabalhos avançados de assistência espiritual a desencarnados. Já nessa época eu possuía uma tal base doutrinária que facilitou meu ingresso nesse grupo.

Lá permaneci por alguns anos participando do socorro espiritual, em que muitos espíritos, especialmente os que desencarnaram em virtude do consumo de tóxicos ou álcool, eram assistidos, tratados através do choque anímico via incorporação e orientados por um "doutrinador" encarnado.

Coloquei a palavra "doutrinador" entre aspas, pois já naquela época eu percebia que não era o objetivo daquele trabalho, doutrinar espírito algum de molde a "convertê-lo" ao espiritismo, mas sim orientá-lo quanto a sua situação e as possibilidades de que ele disporia dali para frente no sentido de resgate de sí mesmo.

ALEX - Muito lindo isso! E eu soube que você sempre leu muito os livros de Kardec, desde os 9 anos de idade. Fale um pouco á respeito desta nova geração de espíritas que acabam esquecendo os livros de Kardec.


LASZLO - Talvez devêssemos considerar que o esquecimento na verdade possa não ser dessa nova geração, mas sim dos que a orienta...

ALEX - Concordo...

LASZLO - Quando iniciei ativamente no Espiritismo, qualquer um que almejasse ingressar no quadro de colaboradores de uma casa espírita, cumprindo seja que papel fosse, desde um médium, um orientador, um doutrinador, passista e principalmente os atendentes, tinha que preencher um requisito básico, conhecer a doutrina espírita através da participação do estudo sistemático das obras da codificação. A exigência, ou condição ‘sine qua non’ era do estudo de no mínimo duas obras básicas, "O Livro dos Espíritos" e o "Livro dos Médiuns", cuja comprovação se dava por meio de uma sabatinagem. Além disso era rogado ao espírita, candidato a trabalhador, que procedesse ao "Estudo do Evangelho no Lar", essa última condição ficava por conta da palavra do espírita.

Percebo hoje, que apesar de se falar muito da necessidade deste conhecimento, pouco se faz para se estimular sua prática.

Já assisti inclusive, palestras em casas espíritas em que o palestrante demonstrou estar não muito à par do conteúdo das obras da codificação.

Talvez devêssemos ser mais enérgicos nesses casos, exigindo, incentivando e promovendo cursos sistemáticos em nossas casas, e por enérgicos, não quero dizer grosseiros, mas firmes e incisivos!

Como exemplo do que digo, na sua pergunta anterior eu explicitei que, para que eu pudesse ingressar em um grupo de estudos e trabalhos de pronto-socorro espiritual, tive de ser sabatinado e comprovar que possuía o correto conhecimento básico da doutrina.

Outra provável causa desse abandono, é a "cultura" de que os livros da doutrina, por terem sido escrito há mais de cento e cinquenta anos atrás, são de uma leitura "pesada" e "difícil", o que não é absolutamente a verdade. Sua leitura não tem nada de muito difícil, pelo contrário, Kardec foi pedagogo e se preocupou em produzir textos de grande simplicidade, que a meu ver, o são até hoje. Baste que nos esforcemos em combater as influenciações espirituais "negativas" que buscam manter-nos na ignorância, fazendo uso da prece, da fé e da força de vontade.

Laszlo autografando seu livro juntamente das obras básicas
ALEX - E aqueles que só ficam lendo o Pentateuco e se esquecem dos outros livros do codificador?


LASZLO - Há os que se dedicam ao estudo das cinco obras básicas de nossa doutrina, e são poucos, entretanto é triste perceber que as demais obras de Kardec, são em sua maioria relegadas ao esquecimento. Raríssimos são os que se dedicaram ao estudo de toda a obra de Kardec.

Das cinco obras básicas de Kardec, na codificação, uma que considero preciosíssima e que é muito pouco estudada, é "O Céu e o Inferno", especialmente aos que se dedicam ao trabalho mediúnico, mais especificamente, o "Pronto-socorro Espiritual", em que nos reunimos em nome de Jesus, para assistir e amparar os nossos irmãos desencarnados que sofrem na erraticidade.

Esta obra é um guia precioso na compreensão das diversas condições que um espírito pode se apresentar na erraticidade.

Já a "revista Espírita" ou "Revue Spirite" no original, traz um cabedal de informações para estudo e compreensão profunda da vida espírita, que deveria ser cuidadosamente explorada pelos nossos irmãos espíritas. Ajudou-me muito em muitos aspectos de minha mediunidade e de minha compreensão das coisas. Isso sem falar em outra jóia preciosa, “Obras Póstumas”, entre outras.

ALEX - Falando em livros, fale um pouco sobre o seu "Ratinhos Brancos", que adorei e já até comentei contigo sobre o que achei dele (risos).


LASZLO - O livro é dividido em duas partes, sendo que a primeira parte é em formato de romance e a segunda passa a ser um relato da vida de alguns protagonistas da primeira parte, no plano espiritual.

O romance localiza-se temporalmente no período compreendido entre as duas guerras mundiais, inclusive, e aborda uma série de provas a que seus protagonistas são submetidos, com vistas à superação de suas paixões e instintos básicos. Geograficamente o romance limita-se entre a Áustria e a França.

Como as duas partes são intimamente interligadas, fica difícil traçar comentários sobre a segunda parte sem prejudicar as descobertas e surpresas que o leitor terá ao ler a primeira parte. Até o presente, tenho tido um excelente retorno crítico da obra, o que nos fortalece na continuidade de nosso trabalho.

ALEX - E quem seria Augustus Ciprus, você poderia revelar algo?


LASZLO - Sim, com prazer!

Augustus Ciprus, foi em sua última encarnação de provas e expiações aqui na terra, um procônsul romano, amigo íntimo do primeiro imperador de Roma, Caius Augustus César. Viveu quase no anonimato e foi perseguido em função de sua amizade com o imperador, o que culminou com sua condenação, execução e quase total proscrição dos registros históricos de Roma.

Seu verdadeiro nome não é Augustus Ciprus, este é uma alcunha que adotou para homenagear tanto o imperador Augustus, como para homenagear aquela que foi sua última encarnação de ajuste com a Lei aqui na terra, cujo ápice desta encarnação se deu na ilha de Chipre.

Sua história está sendo trazida através da psicodigitação, por um outro espírito, que se identificou como sendo Ângelo Cristófolo.

Acreditamos que este livro estará concluído no final de 2012.

ALEX - A origem do nome dele é grega e a sua é húngara, você poderia falar um pouco sobre o Laszlo pessoa?


LASZLO - Meus pais são imigrantes húngaros que vieram ao Brasil por ocasião da revolução húngara contra o regime comunista, que teve por consequência a invasão do país por parte dos russos. Segundo filho de um total de três, nasci em Ribeirão Pires, SP em 15 de setembro de 1961. Casado pela terceira vez, tenho quatro filhos, um casal fruto da primeira união e duas meninas que moram comigo, fruto da segunda união. Minha atual esposa e eu nos conhecemos na casa espírita que freqüentamos atualmente. Apesar de sermos da mesma cidade de origem, Santo André, só vimos nos conhecer aqui em Taubaté, e mesmo assim, só nos conhecemos depois de quatro anos freqüentando a mesma casa espírita! Sou funcionário público municipal, ocupando o cargo de escriturário, e dedico muito do meu tempo livre ao espiritismo, mais especificamente ao intercâmbio mediúnico.

ALEX - Como foi trabalhar na USE, FEESP, FEB e AEE? Como você enxerga cada uma delas?


LASZLO - Bem, minha participação na USE, FEESP,FEB e ALIANÇA se deu em todas as ocasiões por influencia positiva de amigos. Entretanto foi na USE – Santo André e na ALIANÇA, nesta mesma cidade e depois em Taubaté, que mais participei de atividades diversas dentro do espiritismo, que até então se limitavam quase exclusivamente ao estudo da doutrina e da participação quase insignificante em trabalhos de pronto-socorro espiritual.

Essas experiências foram para mim abençoado recurso de aprendizado, pois assim não só conheci diversas abordagens da doutrina como também aprendi a ser flexível e mais compreensivo quanto às diversas formas diferentes de se encarar e praticar o espiritismo, sem que se afaste de seu eixo doutrinário.

ALEX - Você também estudou e conheceu a belíssima Umbanda. O que você teria a nos dizer sobre isto?


LASZLO - Considero o período de três anos em que freqüentei a Umbanda, como sendo o ponto culminante do meu aprendizado como médium espírita, seguidor da codificação de Kardec, apesar de serem tão diversas em sua origem e métodos.

ALEX - Concordo contigo e tive esta experiência também, justamente 3 anos também (risos).


LASZLO - Isso porque graças a esse período em que trabalhei como médium umbandista, conquistei um grande avanço espiritual. Lá aprendi a superar uma série de preconceitos de que era portador e nem imaginava sê-lo, e eu adquiri uma flexibilidade mediúnica difícil de explicar em palavras e que foi preponderante para o trabalho de psicodigitação que exerço hoje.

Aprendi que infelizmente a visão que a maioria dos espíritas a respeito da Umbanda é um tanto quanto distorcida e que os umbandistas tem um grande valor na seara de Jesus, e tão lamentável quanto, também os umbandistas possuem suas restrições quanto aos espíritas.

Aprendi também que existem “casas” e casas umbandistas, assim como as há no espiritismo. Quando uma casa tem por divisa a prática da caridade, as entidades que trabalham na Umbanda são, não raramente, entidades muito amorosas, esclarecidas e dispostas a representar a espiritualidade superior com seu amor e dedicação, respeitando a capacidade que cada um alcançou de compreender as verdades da vida, convivendo amorosamente com as crenças e limitações de todos.

Dizem que o Espiritismo é uma espécie de “Homeopatia” e a Umbanda é um tratamento de choque. Discordo totalmente.

Aprendi que a Umbanda nos ensina a pratica da caridade e da humildade sem limites, sem julgamento, sem imposições e o Espiritismo é a ciência, ou seja o conhecimento, das coisas como elas são, dos “porquês”, ensinando-nos a importância da prática da caridade e do amor ao próximo. Bem, nem todos estão prontos ou aptos para conhecer a verdade, então que devemos fazer, impor a verdade? Ou amar indistintamente, como o Mestre nos exemplificou? Servindo! No dia em que essas duas correntes religiosas, que no plano espiritual seguem o mesmo curso, pararem de divergir e passarem a convergir em ações aqui no plano material, sem que se fundam, sem que percam suas identidades, mas trabalhando lado a lado, será um grande dia para a humanidade terrestre. “Bem avanturados os homens de boa vontade...” e “A cada um, segundo as suas obras...”. Pensem nisso!

ALEX - E o seu trabalho de psicografia, como e quando se inciou? Chegou a realizar cartas consoladoras também?


LASZLO - Em meados de 2004, iniciamos modestamente com a psicografia, ocasião em que poucas e esporádicas mensagens que não ultrapassavam cinco páginas manuscritas eram trazidas pelos nossos irmãos da espiritualidade.

Em agosto de 2009, um grande amigo que reside no plano espiritual, através da psicofonia, comunicou-nos que receberíamos um presente.

Nessa época, já vinha eu por muitos meses, sentindo-me profundamente assediado por uma enorme variedade de entidades espirituais.

Mais tarde vim a saber que tal assédio, que me preocupava, não era negativo, ocorria por eu estar sendo estudado por diversos espíritos, "candidatos" a ter-me por instrumento de psicografia. Ao que me consta, foram mais duzentos e destes, apenas uns poucos (até o presente sei de quatro espíritos) que conseguiram afinizar-se comigo, superando minhas deficiências como pessoa e como médium, aceitando-me, imperfeito que sou, por instrumento de trabalho.

Quinze dias depois do comunicado deste amigo espiritual, começamos a redação do livro "Ratinhos Brancos", que foi sendo trazido aos poucos, primeiramente por esse mesmo amigo espiritual, via psicofonia, apresentando um escopo da obra e depois, pelo próprio Augustus, já passando o trabalho a ser feito via psicodigitação, até a conclusão final da obra, que tomou seis meses para ser redigido e mais um período igual para ser revisado pelo Augustus.

ALEX - Você falou novamente do "Ratinhos Brancos", vem aí a continuação? O número dois?


LASZLO - O segundo livro, que é uma narrativa da vida espiritual, mais específicamente das primeiras experiências de Henrique e Gustavo no plano espiritual, está sendo avaliado pela Marina Ferri, se ela aprovar enviarei no começo do ano para a editora.


ALEX - E aqueles "dois ratinhos" lindos na capa de seu livro, quem são eles?


LASZLO - Quanto aos meninos da capa não sei de quem se trata, pois são contratados pela editora, aliás, "são", não, na verdade são duas fotos do mesmo menino (risos).

ALEX - Isto são revelações dos bastidores (risos). E os verdadeiros "ratinhos brancos", eles ainda tem contato com você?




LASZLO - Quanto aos verdadeiros "ratinhos", estes nos visitam periódicamente, seja na sua forma infantil ou na adulta, a qual não sei por que, conseguimos diferenciar um do outro com mais facilidade, eu talvez pela diversidade de fluidos entre eles, já a Karen, minha esposa, os diferencia pelos cabelos, já que a fisionomia é idêntica. Ah, sim, minha esposa é médium vidente.


ALEX - Que beleza! E o trabalho desenvolvido por você na Seara Espirita Nova Vida, em Taubaté, sobre a problemática da saúde física? Conte um pouco para nós sobre ele.


LASZLO - Vínhamos desenvolvendo, através da psicofonia, com um grupo reduzido de participantes, um trabalho de exposição teórica feita por um mentor médico que me acompanha há muitos anos, visando desenvolver um conjunto de ações aplicáveis em casas espíritas, cujo sentido é de desenvolver, criar e promover uma equipe multidisciplinar cujo objetivo é propiciar a nossos irmãos encarnados um tratamento nos moldes “alternativos”, mas que jamais pretendeu ser substitutivo ao convencional, mas sim paralelo.

Por ordem da espiritualidade superior, entretanto, este trabalho foi interrompido, as anotações estão todas guardadas e esperamos o momento em que nos for liberada a continuidade pelos nossos mentores. A teoria é simples, porém extensa e podemos afirmar que trata do uso consciente dos recursos individuais no sentido de recuperar a harmonia fisiopsicosomática, através de técnicas mentais diversas, que incluem a “reforma íntima”.

ALEX - Você tem novos projetos adiante?


LASZLO - Estamos na fase final do segundo livro que deverá ser apresentado à editora nas próximas semanas e outras obras estão em curso, aguardemos!

Quero ressaltar que pretendemos dispor de uma parte significativa da renda pessoal com a venda dos livros em ações de auxilio aos nossos irmãos e irmãs submetidos a duras provações, através de entidades assistenciais, e quem sabe, consigamos no futuro criar a nossa própria Instituição Beneficente Espírita, aqui em Taubaté.

ALEX - Falando em Taubaté, uma resposta breve sobre este nome: Marina Ferri!


LASZLO - Á considero um expoente do espiritismo no Brasil e cuja amizade é para mim motivo de profunda honra.

ALEX - Laszlo, foi um prazer tê-lo conosco e sou muito grato pela sua amizade e carinho de sempre quando trocamos e-mails, obrigado por você sempre confiar em minha pequena pessoa!


LASZLO - Mais uma vez, agradeço muitíssimo essa valiosa oportunidade que você me ofereceu, a todos que lerem o livro “Ratinhos Brancos” convidamos a dar sua opinião ou traçar suas críticas, seja por e-mail - laszlojm@yahoo.com.br - ou via Facebook, onde em meu perfil há uma recém criada página do livro.

Que Deus nos abençoe a todos envolvendo-nos em sua misericórdia, Que nosso Mestre Jesus nos guie as mentes e corações!

Muita Luz e Paz!

17 de abril de 2012

93 - ALEX entrevista MARCUS DE MÁRIO

Nosso entrevistado de hoje sempre lutou pela unificação espírita.
Aos 22 anos, em 1977, ele mudou para o Rio de Janeiro, onde participou da fundação da Instituição Espírita Pedro de Camargo e iniciou o seu trabalho como escritor e educador.
Ele viaja pelo Brasil todo realizando palestras, treinamentos e seminários.
Foi Assessor de Comunicação Social Espírita da USEERJ (União das Sociedades Espíritas do Estado do Rio de Janeiro).
É diretor e criador do IBEM (Instituto Brasileiro de Educação Moral) onde desenvolve vários projetos.
É intregrante do GEPE (Grupo de Estudo e Pesquisa Espírita).
Na Rádio Rio de Janeiro ele é produtor e apresentador do Programa "Destaque na Imprensa Espírita".
Junto com outros amigos do IBEM, ele organizou e foi um dos palestrantes do 1º Seminário "Novo Rumo para a Educação", realizado em Serra Negra-SP, no dia 10 de março de 2012, onde estiveram os oradores Cleide Arantes, Ronaldo Gomes e José Pacheco (da Escola da Ponte, de Portugal).
O nosso entrevistado também fez sua preleção no evento e seu nome é MARCUS de MÁRIO.

ALEX - Olá Marcus, tudo bem? Como você iniciou-se na Doutrina Espirita?

MARCUS - Iniciei ainda pequeno, no início da adolescência, pois meus pais eram espíritas e começaram a me levar para o Centro Espírita, onde tomava o passe, lia os livros e ouvia as palestras públicas. A convivência com pessoas espíritas que frequentavam nossa casa era normal, assim posso dizer que o Espiritismo entrou na minha vida já desde o nascimento, ou antes, como aprendemos com a doutrina, crescendo em mim de forma bem natural. Tudo isso ali pelo final da década de 1960, na cidade de São Paulo, frequentando a Associação Espírita Jacob, no bairro do Tatuapé.

ALEX - Qual a sua ligação com as federações espíritas?

MARCUS - Vivendo em São Paulo, onde naci, minha ligação sempre foi com a USE - União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo. Depois, com 22 anos, transferindo residência para a cidade do Rio de Janeiro, sempre trabalhei ligado ao CEERJ - Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

ALEX - Fale um pouco sobre os seus livros.

MARCUS - Tenho cinco livros publicados: É Preciso Amar (estudos do evangelho); Visão Espírita da Educação (educacional); Espiritismo e Cultura (estudos); Vida e Felicidade (auto-ajuda) e Além das Aparências (contos). Ainda este ano serão publicados: O Homem de Bem (estudo do evangelho) e Pedagogia da Sensibilidade (educacional).

ALEX - Agora nas perguntas seguintes, irei utilizar-me de temas de algumas de suas palestras, pode ser?

MARCUS - Vamos lá!

ALEX - Para ser feliz, somente vivendo o Amor?

MARCUS - Sim, com certeza. é o que aprendemos no estudo do Espiritismo e com as mensagens dos Benfeitores Espirituais. Por isso Jesus resumiu tudo no "amai-vos uns aos outros", pois Deus é amor, tudo está vivificado no amor, o maior dos sentimentos. Estamos reencarnados para continuar a aprendizagem do amor, que nos leva à auto-iluminação e à prática da caridade, deixando nossa consciência em paz, e portanto, fazendo com que alcancemos a felicidade.

ALEX - E para crescer interiormente, é necessário ter autoconhecimento?

MARCUS - É o único caminho asseverado em todas as obras da codificação espírita, e que está magistralmente estudado por Allan Kardec e os Espíritos Superiores na questão 919 de 'O Livro dos Espíritos', quando da abordagem do "conhece-te a ti mesmo". na verdade ninguém pode nos ensinar, pois o processo de aprendizagem é íntimo. Recebemos estímulos, mas somente o indivíduo pode acionar seu potencial interior, pode querer.

Marcus em palestra
ALEX - O Essencial é invisivel aos olhos?

MARCUS - Sim, pois a matéria não é essencial. A alma é essencial. Valores e virtudes são essenciais. Nada disso pode ser visto pelos olhos do corpo, ou tocado pelas mãos, ou sentido pela pele. Tomo o tema emprestado ao Pequeno Príncipe, essa obra maravilhosa de Saint-Exupéry. Ainda estamos fazendo muito a viagem exterior: comprar, ter, acumular, quando precisamos fazer a viagem interior: conhecer-se como alma imortal.

ALEX - "Provações: por que comigo?"

MARCUS - Porque ainda estamos num mundo de expiações e provas e nada acontece por acaso. Tudo está em harmonia com a lei de causa e efeito, lembrando que existem duas causas para nossas aflições: as causas atuais, por conta da nossa imprevidência, orgulho, etc; e as causas anteriores, por conta do que fizemos em existências passadas. Não adianta ficar se queixando de Deus ou seja de quem for. Precisamos reconhecer que tudo o que nos acontece tem uma causa justa, e de tudo podemos tirar valiosas lições. Lembremos o que disse Jesus: "a cada um é dado segundo suas obras".

ALEX - Como entender os transtornos mentais?

MARCUS - Como desequilíbrios da alma refletidos na atual encarnação. As causas são diversas, mas é a alma, ou Espírito, que está doente, está em desequilíbrio. Naturalmente esse desequilíbrio pode ser agravado por processos obsessivos e traumas vividos nesta existência, mas a cura, que pode levar muito tempo, só acontecerá se atingirmos a alma, por isso os chamados tratamentos espirituais, com a dinâmica do passe, da água fluidificada, do atendimento fraterno, da desobsessão e da prática da caridade são muito importantes.

ALEX - E como aplicar a pedagogia da sensibilidade?

MARCUS - Deve o educador, antes de tudo, aplicar-se a a sentir a si mesmo e o outro. Deve humanizar-se para poder humanizar. Deve educar-se para verdadeiramente educar. A Pedagogia da Sensibilidade é desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Educação Moral - IBEM, organização educacional sem fins lucrativos, do qual sou Fundador e Diretor. Recomendo a todos acessarem www.educacaomoral.org.br, para conhecer essa proposta pedagógica que visa equilibrar desenvolvimento cognito com desenvolvimento afetivo, renovando o olhar sobre a educação e as práticas pedagógicas, pois o fundamento é a aplicação do amor.

ALEX - Comente um pouco sobre "Familia, um espaço de convivência".

"Além das Aparências"
MARCUS - Tema fascinante e profundo. Sou muito requisitado para falar sobre ele, aliás já tenho um livro a ser publicado onde desenvolvo o conteúdo abordado nas palestras e seminários. Faço uma abordagem que traz a história da formação da família através dos tempos humanos, da idade primitiva até os dias atuais, pontuando sua elaboração, seus problemas, sempre através da ótica espírita, destacando ao final a chamada família ideal e como consegui-la, através desse espaço privilegiado de convivência que é a família, onde nos reencontramos, pois os laços que nos unem são eternos.

ALEX - E para melhor educar os filhos diante dos desafios do mundo?

MARCUS - Só escrevendo um livro para responder, mas ele está a caminho. Importante é ler o capítulo final de A Gênese, onde Allan Kardec trata dos sinais dos tempos e das novas gerações. E, claro, várias questyões de O Livro dos Espíritos que tratam da educação das crianças. Importante é doar amor, ter paciência, distribuir tarefas, dar responsabilidades, colocar limites, incutir a responsabilidade do cumprimento dos deveres. Em tudo, dar o próprio exemplo, pois não adianta falar, gritar, colocar de castigo, se fazemos o contrário do que exigimos dos filhos. Devem os pais manter diálogo aberto, construtivo, sabedores que trabalham a edificação moral da alma imortal, missão sagrada confiada por Deus a eles, e da qual terão de prestar contas.

ALEX - Na escola, onde existem conflitos, limites e indisciplinas. O que o professor deve fazer?

MARCUS - Deve ser o amigo dos seus educandos, o dialogador por excelência, procurando sempre dar o melhor exemplo, permitindo a participação deles no processo ensino-aprendizagem. Se tiver amor ao que faz e àqueles que estão com ele em caminho, será ponte para resolução dos conflitos naturais da conviência humana na infância e na adolescência.

Marcus de Mário na Rádio Rio de Janeiro (á direita)
ALEX - Agora um rápido Pinga-Fogo contigo:

- Educação - Amor.
- Escola - Sentimento.
- Livros - O Livro dos Espíritos.
- Chico - Exemplo.
- Kardec - Gratuidão.
- Jesus - Mestre.
- Deus - Pai.

ALEX - Marcus, grande educador, obrigado pela entrevista e parabéns pelos projetos que desenvolve, que Jesus lhe abençoe cada vez mais!

MARCUS - Agradeço a oportunidade e deixo aos leitores uma mensagem de paz e amor, lembrando que devemos, todos, nos unir, pois somos irmãos, filhos de Deus, procurando realizar todos os esforços para domar nossas más tendências e realizarmos as conquistas morais que nos levarão, mais cedo do que imaginamos, para a conquista da perfeição espiritual.


ENTREM no site www.almadolivro.com e www.marcusdemario.com.br

7 de abril de 2012

92 - ALEX entrevista ANDRÉ MAROUÇO

Ele nasceu em São Paulo, em 1970.
Ele é diretor e roteirista formado em marketing pela Universidade Paulista.
Com experiência em televisão, passou pelo SBT, Tv Cultura e Rede Globo.
Esteve à frente do projeto Mundo Maior de Cinema, que ofereceu condições a jovens cineastas de filmarem oito curtas-metragens.
Estreou em longas com "O Filme dos Espíritos" (2011), ao lado de Michel Dubret.

Nossa entrevista foi realizada em 2011, mas somente agora estamos publicando, um dia após o filme ter conquistado mais um prêmio, na qual veremos no final da entrevista.
O nosso entrevistado de hoje é André Marouço.

ALEX- Olá André tudo bem? Como você se iniciou na Doutrina Espirita?

ANDRÉ - Eu sou nascido e educado em colégio católico e ainda criança desenvolvi a mediunidade na umbanda, tendo passado ainda na adolescência pelo candomblé. Aos 16 anos de idade afastei-me por completo de religião e aos 20 estava passando por um processo delicado de recuperação após um acidente automobilístico onde minha noiva tinha se machucado bastante, nesta época eu trabalhava na TV Cultura e tinha um amigo, o Alberto de Freitas companheiro de trabalho, espírita, e ele era a pessoa que me trazia paz para aquele momento de vida. E, na casa de minha mão um livro colocado na estante perseguia-me, há anos aquele livro chamava-me, tratava-se de "Os Mensageiros" de André Luiz e Chico Xavier, a partir deste contato com o Alberto e os esclarecimentos que ele me trazia, tive coragem de abrir o livro, um novo mas conhecido mundo abriu-se para mim, procurei o Centro Espírita Nosso Lar Casas André Luiz, onde estou até hoje.

ALEX - Você conheceu pessoalmente Chico Xavier?

ANDRÉ - Eu tive esta alegria no ano 2001, fui até Uberaba e assisti uma reunião no Grupo Espírita da Prece, foi um dos momentos mais especiais de minha existência, estar no mesmo ambiente do apóstolo da mediunidade foi marcante, ao final da reunião fui até a fila de pessoas que desejavam cumprimentá-lo, ao chegar na sua frente beijei sua mão. Ele não disse nada, mas disse tudo sem proferir qualquer som. A esta altura ele já não mais psicografava, pois estava com a saúde muito debilitada, durante toda a reunião ele era amparado por seu filho Eurípedes e outros trabalhadores, mas sua presença é inesquecível.

ALEX - E quando despertou em você a vocação para ser cineasta? Você era da tv não era?

ANDRÉ - Eu nasci em um lar televisivo, meu pai, Luiz de Souza Marouço, trabalhou nos maiores canais de TV do país, desde 1967, ainda criança ele me levava aos estúdios da TV Tupi, o cinema nasceu para mim em um dia em que fui acompanhar meu pai em uma reunião sindical, ele chegou muito cedo na reunião e para passar o tempo fomos até uma sala de cinema. O filme que assistimos foi "Viagem ao Centro da Terra"eu devia ter uns quatro anos, sequer era alfabetizado sendo assim impossibilitado de ler as legendas, meu pai dormiu o tempo inteiro da sessão e, eu fiquei acordado totalmente hipnotizado pela magia do cinema, dali para diante tornei-me um cinéfilo e ansiando pelo dia que o Senhor me permitisse trabalhar na sétima arte.

ALEX - Como e quando surgiu a idéia de fazer "O Filme dos Espíritos"?

ANDRÉ - Um amigo, o Eduardo Dubal que trabalha conosco na Fundação Espírita André Luiz estava fazendo um curso de cinema na Academia Internacional de Cinema e ele trouxe-nos a informação de que, os jovens matriculados no curso ao longo do mesmo eram preparados quanto as técnicas artísticas e administrativas da indústria de cinema, porém estes jovens, naquele curso não educados quanto a importância de produzirem peças cinematográficas que dignifiquem a humanidade, assim quase sempre, seus filmes eram quase que movimentos poéticos em prol do suicídio, da sexualidade desregrada, e das drogas. Assim, iniciamos o Projeto Mundo Maior de Cinema que daria a oportunidade a jovens estudantes da sétima arte de produzirem filmes de curta-metragens, o projeto consistia em oferecer uma verba, equipamentos e recursos humanos para estes jovens filmarem seus curtas, desde que estes curtas explicassem em formato de ficção 8 capítulos de "O Livro dos Espíritos". A próxima etapa do projeto seria reunir estes curtas em uma nova trama, um novo roteiro para um novo filme, nasceu assim "O Filme dos Espíritos".

ALEX - E o que você tem a dizer sobre "O Livro dos Espíritos"?

ANDRÉ - Se Allan Kardec tivesse lançado apenas e tão somente "O Livro dos Espíritos", seu trabalho já teria sido um marco na filosofia espiritualista do planeta. Ali encontram-se os grandes enigmais existenciais humanos, a divisão sábia do livro nos traz respostas para praticamente tudo na vida. Sem dúvida alguma, reencarnaremos algumas vezes até termos capacidade intelectual e espiritual para compreender tudo o que há nas entrelinhas deste compêndio.

ALEX - Voltando á falar da Mundo Maior Filmes, o que vocês já produziram em apenas dois anos de funcionamento?

ANDRÉ - Eu atuei em audiovisual espírita como voluntários desde 2003, auxiliando a Fundação Espírita André Luiz em seus projetos de TV, em 2005 a FEAL contratou-me para planejar e dar início nas operações da TV Mundo Maior, já a Mundo Maior Filmes foi quase que uma consequência natural do trabalho de TV, ou seja, havia um núcleo de TV, era necessário criar um de cinema, assim planejamos e iniciamos esta produtora que jé tem em seu curriculum de apenas dois anos de funcionamento 8 curtas metragens e 1 longa metragem.

André Marouço
ALEX - E o que é a Mar Revolto Produções?

ANDRÉ - 'Mar Revolto Produções' é a minha produtora audiovisual, a partir de 2012 estaremos trabalhando, se o Senhor nos permitir, em um longa-metragem para cinema e uma minissérie para TV, todo o conteúdo desenvolvido por esta produtora será para projetos cinematográficos, televisivos, peças audiovisuais onde a temática espírita e espiritualista esteja presente colaborando para o Mundo de Regeneração.

ALEX - Que o Senhor permita então! Será maravilhoso! Você acredita que os filmes espíritas recentemente lançados, colaboraram para o sucesso de "O Filme dos Espíritos"?

ANDRÉ - A espiritualidade é sábia, e os espíritos superiores trabalham sempre dentro de muito profissionalismo e planejamento estratégico, nada é acaso, certamente as produções anteriores, cada uma ao seu tempo, contribuíram para o filme sucessor, e entendo que a nós produtores do audiovisual Espírita, nos cabe a produção de peças em maior quantidade e especialmente melhor qualidade, não abrindo mão em tempo algum do profissionalismo e evitando a todo e qualquer custo projetos amadores.

Nelson Xavier e Reinaldo Rodrigues em cena do filme
 ALEX - De quem foi a idéia e como o ator Nelson Xavier reagiu ao saber que não representaria o "Chico Xavier" neste filme? Foi muito interessante! Pois quando eu vi o teaser pela primeira vez, achava que ele estava representando o Chico (risos).

ANDRÉ - O Nelson é um craque, ele tem condições de interpretar a "santos" ou "demônios" com a mesma dedicação e qualidade técnica-artística. Nós nos aproximamos dele quando fizemos a Mostra Mundo Maior de Cinema, ocasião em que exibimos os 8 curta-metragens realizados pelos jovens cineastas capitaneados pelo Projeto Mundo Maior de Cinema, neste dia o Nelson foi um dos artistas que nos prestigiou com a sua presença. Ele havia acabado de filmar "Chico Xavier - o Filme" que por esta ocasião sequer havia estreado nas telas de cinema. Assim que terminamos o roteiro de "O Filme dos Espíritos" enviei para ele que apaixonou-se pelo personagem e aceitou faze-lo de pronto.

ALEX - E a Luciana Gimenez, como ela entrou no elenco? Ela é simpatizante de nossa doutrina?

Luciana Gimenez com maquiagem de mulher idosa
ANDRÉ - A Luciana desejava muito fazer cinema, um amigo o Ricardo Rihan, produtor executivo de cinema e TV, sabia desse desejo dela, e eu tinha a necessidade de uma atriz que fizesse uma participação especial no filme, ocorre que este papel era para um mulher de mais de 60 anos de idade, ou seja, seria necessária uma caracterização, expus o papel a ela que aceitou de pronto, pois teria oportunidade de despir-se do papel que comumente interpreta na RedeTV e mesmo como modelo internacional que fora, teria enfim uma chance de mostrar que tem talento para interpretar outros papéis, como por exemplo de uma mulher simples da terceira idade.

ALEX - Foi dificil gravar as externas? Fiquei imaginando a cena do viaduto!

ANDRÉ - O grau de dificuldade em todas as filmagens foi grande, especialmente em função do pouco tempo e dinheiro que dispúnhamos, porém fomos tão ajudados pela espiritualidade que todos os obstáculos foram removidos naturalmente.

ALEX - Qual a mensagem final que o filme trouxe á equipe ao término das filmagens?

ANDRÉ - Que com profissionalismo, planejamento e fé é possível realizar qualquer sonho.

ALEX - E como você está vendo o retorno (feedback) do público após as exibições dos filmes no cinema e agora em dvd?

ANDRÉ - Estamos muito emocionados com o carinho que recebemos do público, chegam as centenas os emails, mensagens no Facebook de pessoas que nos falam de suas emoções e até de suas transformações após terem tido contato com o filme. O que os espíritos superiores conseguiram tendo-nos como trabalhadores é impressionante, pois o nosso filme contou com escassos recursos, para divulgação e propaganda posso dizer que, fora um trabalho praticamente feito pelo movimento espírita, levar mais de 320 mil pessoas aos cinemas não dispondo de verba para propaganda em rádio e TV é quase um feito inédito na cinematografia brasileira.

ALEX -  Mundo Maior pretende gravar mais filmes do gênero? 

ANDRÉ - A Mundo Maior Filme é uma empresa da Fundação Espírita André Luiz, esta fundação acabou de trocar seus diretores para o triênio 2012/13/14, ou seja, caberá a estes novos diretores recém empossados definir os rumos da produtora.

ALEX - André, muito obrigado pela entrevista, que os Espiritos continuem a lhe inspirar na 7ª Arte para poder sempre nos proporcionar emoções como estas neste filme. São suas as considerações finais.

ANDRÉ - Que Jesus esteja sempre a guiar os nossos caminhos, sabemos que a divulgação da doutrina espírita por todos os meios disponíveis é uma urgência para a Regeneração da Terra, obrigado pela oportunidade e conte sempre conosco.


Marouço (á esq) ao lado de profissionais como Caio Blat, Selton Melo, Paulo José e outros...

Trofeu conquistado pelo "O Filme dos Espíritos"

Após receber o Prêmio da Mostra Internacional de Pilotos no Rio de Janeiro, "O Filme dos Espíritos", recebe um importante Prêmio no Festival Cine Sesc com o melhor roteiro de 2011. ( lembrando que foram produzidas 99 peças Cinematográficas no Brasil em 2011 e no ranking final o filme ficou em 11º Lugar ).
   
TEXTO de AGRADECIMENTO
 
 
   Em nome de toda a equipe, agradecemos ainda, a todos aqueles que participaram, que abraçaram e acreditaram nesse projeto desde os primeiros passos. Da ideia inicial, a obtenção de recursos e a realização,foi um longo caminho: o apoio do Conselho Diretor das Casas André e seus conselheiros, da Fundação Espírita André Luiz, o concurso para a escolha e premiação dos curtas metragens, a criação e realização do longa metragem, , o envolvimento dos atores e voluntários, a edição e finalização, a participação dos distribuidores, os co-produtores, os realizadores, os parceiros, os apoiadores promocionais , os produtores executivos e a justa homenagem a " O Livro dos Espíritos" no mês de aniversário de Allan Kardec e ao belo trabalho realizado pelas Casas André Luiz (agora com reconhecimento mais amplo, perante a sociedade brasileira e as comunidades espíritas fora do Brasil)



   A campanha nas Federativas e Casas espíritas, o trabalho incansável dos divulgadores espalhados pelo Brasil, da mídia espírita, da imprensa aberta, dos críticos, dos formadores de opinião, os simpatizantes que incentivaram o público e seus amigos que foram aos cinemas na estréia e na primeira semana (foi decisivo para a continuidade das exibições) e ainda levando outros para assistirem o filme nos cinemas. Depois as campanhas promocionais, o interesse do público,o fenômeno nas redes sociais, o boca a boca, o reconhecimento daqueles que votaram no filme em diversos sites, que responderam aos críticos, que participaram de todas as maneiras, compartilhando material, o combate a pirataria e finalmente nos ajudando a fazer um grande trabalho que se transformou no sucesso que o filme alcançou.

   Apesar de poucos recursos para investir na divulgação em grandes veículos de comunicação, o filme permaneceu em cartaz durante 4 meses percorrendo o Brasil. Recebeu o Prêmio Internacional da Mostra de Pilotos, ganhou destaque na 1ª Mostra de Cinema com a temática Espírita de Londres, é um dos indicados na Academia Brasileira de Cinema em 2012 e agora recebe o importante Prêmio do Festival Sesc de Melhores Filmes de 2011.


   O trabalho de todos, em conjunto com outros sucessos cinematográficos produzidos como "Bezerra de Menezes, o Diário de um Espírito", "Chico Xavier"," Nosso Lar ","As Mães de Chico Xavier", O " Filme dos Espíritos"e mais um filme espírita, aguardando confirmação para agosto " E A vida Continua" psicografado por Chico Xavier pelo espírito André Luiz.Outro lançamento que chega aos cinemas dia 13/04 é o Filme Area Q, aborda a temática espiritualista, mas contém princípios da Doutrina espírita e uma grande mensagem para um Mundo Melhor)


   O cinema Brasileiro definitivamente passa a incorporar a temática da reencarnação ( hoje somos considerados como 'forte tendência no mercado brasileiro de cinema"), o tema a vida além da vida, a reencarnação, a campanha a favor da vida, a existência e comunicação dos espíritos entre outros princípios doutrinários, ganham aos poucos o respeito na mídia,a simpatia do público em geral e o apoio incondicional dos espiritas e espiritualistas. Mas os desafios ainda são muitos.


   O mais importante será levar o homem a conhecer esses princípios, independente de suas crenças e através do entretenimento possa levar esperança, consolações, fé raciocinada , a mensagem do Amor e do Bem através da arte. Contribuindo com o processo de renovação das consciências que já deu início há muito tempo atrás , estimulando o encontro com a essência e a realidade do espirito.

   Que venha outros projetos cada vez melhores, que a Espiritualidade inspire os homens de boa vontade, encarnados e desencarnados, ajudando a concretizar esse sonho de um Mundo Melhor aqui na Terra.


   Lembrando que a nossa união fez a grande diferença até aqui, vamos continuar acreditando e apoiando esses projetos do Bem que chegam às salas de cinema, contando sempre com o apoio de todos !

   Muito Obrigada..


   Muita Paz!


   Magali Bischoff


   Mundo Maior Filmes


   Marketing & Comunicação


   Fone (11) 2283-0360 - R: 108


   www.redemundomaior.com.br


   www.ofilmedosespiritos.com.br


   Premio Sesc: http://www.youtube.com/watch?v=N9HiCP0N-Ho&feature=youtu.be

 
 

2 de março de 2012

89 - ALEX entrevista THEREZINHA OLIVEIRA

Ela nasceu em Cravinhos-SP, em 03 de outubro de 1930.
Autora de sucesso com todos os seus livros e produtos audiovisuais publicados, já tendo superado 600 mil exemplares.
Algumas de suas obras: "Espiritismo (A Doutrina e o Movimento)", "Parábolas que Jesus Contou e valem para sempre", "Na Luz do Evangelho (A Mensagem do Amor)", "Na Luz do Espiritismo (Tudo se esclarece), "Jesus, o Cristo", "Na Luz da Mediunidade (Os mortos vivem e se comunicam), "Na Luz da Reencarnação (A Vida é sempre Vida)", "Quando o Espiritismo Fala", "Quando o Evangelho Fala", "Conversando com os Espíritos na Reunião Mediúnica", "Para Ler e Reler", "Mulher e Mãe! Uma homenagem", "Ante os Problemas Humanos", "Coisas que não esqueci (Porque me ensinaram muito)", "A Eterna Mensagem (Revelações espirituais através dos tempos)", "O Evangelho é Simples Assim", "Suicídio, Um Doloroso Engano", "Chegando á Casa Espírita", etc...
Sua coleção de Cursos e Estudos são aplicados em Casas Espíritas de todo o país.
Nossa entrevistada tem mais de 50 anos de atividades ininterruptas na Seara Espírita.
Ela já presidiu o CEAK (Centro Espírita Allan Kardec) de Campinas-SP.
Também presidiu a USE-Campinas.
Oradora brilhante, já presidiu mais de 2000 palestras em todos o Brasil e Estados Unidos.
Eu á chamo carinhosamente de "Mestra" por ser uma "Professora de Espiritismo", sempre fiel ao Postulado Espírita e por estar até hoje atuante em nossa Doutrina, seu nome é Therezinha Oliveira.

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   Sempre tive uma grande admiração pela Mestra (é assim que chamo carinhosamente a professora Therezinha) e desde que comecei a fazer entrevistas para o blog, era grande a vontade de entrevistá-la. Por telefone combinamos de nos encontrar em sua cidade e ela pediu-nos que fossemos até sua casa. Voltando de Uberaba para São José dos Campos, entramos em Campinas e tivemos uma tarde maravilhosa: Ouvir Therezinha é ouvir a Sabedoria em 'pessoa'; Estar com ela é presenciar a Humildade em 'espírito'; Minha esposa, nossa filha e eu pudemos sair de lá mais preenchidos ainda do que já estávamos por estarmos voltando de Uberaba. Fechamos a nossa viagem com "chave de ouro". Em nossa conversa, que filmamos e gravamos (aqui apenas postamos a entrevista) ela nos ensinou muito. E por eu estar organizando uma obra literária sobre o nosso querido Jerônimo Mendonça, o "Gigante Deitado", ela nos presenteou com 2 fotos raríssimas dele para que as utilizemos em nosso trabalho.
   Fica aqui a nossa gratidão, carinho e respeito por esta mulher atenciosa, acolhedora e exemplar, que faz juz ao se dizer espírita, que divulga a doutrina incansavelmente, que se mantém 'antenada' com as informações, que está sempre conectada na internet respondendo as dúvidas de todos em sua página virtual...Se tivéssemos mais "Therezinhas" no mundo, ele seria melhor.
Espero que todos possam desfrutar um pouco deste espírito iluminado nestas breves linhas.

Desfrutem também de seus ensinamentos clicando sobre o link: http://ceak.org.br/therezinhaoliveira/index.php/sobre/

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Therezinha Oliveira

ALEX - Você é médium?

THEREZINHA - Não sou médium ostensiva, mas, certamente, como todas as pessoas, tenho o amparo dos bons espíritos, que me procuram influenciar e inspirar para as boas realizações. Graças a esse amparo, foram possíveis, ao longo dos anos, minhas palestras, livros e cursos.

ALEX - Desde quando conhece a Doutrina Espírita?

THEREZINHA - Tive a felicidade de conhecer a Doutrina Espírita aos 10 anos de idade, porque mamãe, já viúva, era médium e eu era a sua acompanhante.

ALEX - E como foi o seu primeiro contato com o Chico Xavier?

THEREZINHA - Numa visita que lhe fizemos, um grupo de jovens espíritas campineiros, ao redor da década de 1960. Alguns anos depois, voltamos a Uberaba e novo encontro feliz o querido médium nos proporcionou.

ALEX - Há algum caso especial ocorrido entre vocês que convém nos relatar?

THEREZINHA - Apenas o carinho com que ele nos recebeu a todos e nos animou a continuarmos servindo na seara espírita. Quem viveu aquele clima espiritual ao redor do Chico Xavier, não o esquece jamais!

ALEX - E a "dona Yvonne" como você costuma dizer (risos)...

THEREZINHA - Somente por duas vezes visitei a grande médium no Rio de Janeiro e pude ouvi-la conversando sobre a doutrina espírita. Dona Yvonne desejava muito que os espíritas brasileiros compreendessem os princípios espíritas e agissem de acordo com eles.
Sua vida e seu labor eram constante exemplo de conduta espírita.

ALEX - Você teve contato com Antusa Martins também? O que falar dela?

THEREZINHA - Somente uma vez pude visitá-la e fiquei quietinha entre os outros que ali estavam, ouvindo o que falavam e sentindo as vibrações carinhosas que perpassavam o ambiente...

ALEX - E com outros vultos do Espiritismo?

THEREZINHA - Conheci Herculano Pires; Ribeirinho Declamador; Sebastião Lasneau que era deficiente visual; Peixotinho em Campos, mas não participei dos trabalhos de materialização; em Campos conheci também uma mulher que tocava piano...não lembro seu nome agora. Conheci Deolindo Amorim; Vovô Vitorino; Ary Lex...sobre nosso livro "Estudos Espíritas do Evangelho", o Ary escreveu uma carta para falar da correção de linguagens contidas no livro, se sair uma nova edição, colocaremos a parte da carta que fala sobre o livro, mesmo meus livros não tendo prefácio e apresentação.

ALEX - E ao Paraná, você ia muito?

THEREZINHA - Não tenho mais ido ao Paraná...Saudades do Hugo Gonçalves...(neste momento o olhar de Therezinha vôou longe, como que buscando o "Paizinho" Hugo lá em Cambé) ele é excelente para causos... causos e mais causos!

ALEX - Ainda falando de vultos do Espiritismo, você conheceu Vinicius também?

THEREZINHA - Eu não conhecei o Pedro de Camargo (Vinicius), mas eu o vi uma única vez, á distância, provavelmente era o dia da pedra inaugural daquela instituição famosa, da Nancy Puhlmann di Girolamo, a "Instituição Beneficiente Nosso Lar". O meu padrasto é quem nos levou e ele falou: "Aquele lá é o Pedro de Camargo..." Aí eu vi uma "cabecinha branca" lá longe falando no meio das pessoas...Eu vi o Vinicius assim, bem de longe e somente uma vez. 

Alex conversando com Therezinha em sua casa
ALEX - Você realizou palestras pelo Brasil e exterior, há algum caso especial ocorrido nessas mais de 2000 oratórias?

THEREZINHA - Foram especiais, sempre, o acolhimento dos confrades e a assistência dos bons espíritos, em todas as oportunidades que tive de falar da doutrina espírita revivendo o evangelho. E especial é, também, observar o progresso do movimento espírita no Brasil e no mundo.

ALEX - Você foi diretora e redatora do jornal "Alavanca" onde escrevia seus artigos com o pseudônimo "Teo-Li". Fico á pensar o que seria o significado deste cognome: "Teo" de Deus? De Therezinha? o "o-Li" de Oliveira? Ou ambos nomes são para se assemelhar a um nome oriental? O que seria querida mestra?

THEREZINHA -  Inicialmente eu assinava Teoli, mas como pronunciavam acentuando a sílaba final, passei a grafar separadamente, para forçar a leitura Téo-Li. E ficou parecendo um nome oriental...

ALEX - E como você vê o número "mais de 6000 exemplares" vendidos de suas obras literárias?

THEREZINHA - Com alegria vejo os livros que pudemos escrever sendo divulgados entre os milhares de livros espíritas que estão chegando no mercado nacional e no exterior.

ALEX - E hoje? Você acha que nas obras literárias espíritas faltam um pouco de fidelidade á Kardec?

THEREZINHA - Alguns livros deixam a desejar, não estão à altura da literatura espírita, que é de conteúdo rico e se expressa em linguagem apropriada e digna. Esses livros desmerecem o bom conceito que o livro espírita granjeou até aqui, graças ao trabalho feito anteriormente pelos bons autores, encarnados ou não.
Cabe aos leitores espíritas o cuidado na seleção das obras que estão sendo oferecidas pelas editoras.

ALEX - Como foi pra você fazer aquela belíssima coleção de 7 livros? E os videos?

THEREZINHA - Essa coleção foi sendo produzida aos poucos, durante alguns anos. As aulas iam sendo elaboradas e ministradas, visando a formação de trabalhadores para a casa espírita. Os interessados no conhecimento foram aumentando e a publicação das aulas em livros foram simples e feliz conseqüência.
Quanto aos vídeos do “Iniciação ao Espiritismo”, nasceram da idéia que a amiga Ana Maria Checchinato teve, fazendo que minhas aulas fossem filmadas. Ela formou para isso uma equipe de companheiros de boa vontade, que, com o tempo, se aprimoraram nesse mister. Depois, o Oceano Vieira, da Versátil Home Vídeo, com sua competência e dedicação fez a edição de tudo, resultando no produto que tem encontrado boa aceitação no movimento espírita.  

ALEX - "Na Luz da Mediunidade", como se deve comportar o médium que quer seguir o exemplo de "Jesus, o Cristo"?

THEREZINHA - Estudando a doutrina espírita, nas obras da codificação de Allan Kardec, especialmente “O Livro dos Médiuns”, procurando seguir os ensinos morais de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” e colocando-se no serviço ao próximo dentro da casa espírita, tanto na área de assistência espiritual como na de amparo material aos carentes. Assim, manterá a sintonia com os bons espíritos e será um intermediário fiel entre o céu e a terra, abençoado por todos a quem seu labor beneficiar.

ALEX - "Suicídio, um doloroso engano"?

THEREZINHA - Sim, mas graças à sabedoria e misericórdia de Deus, o caminho da recuperação nunca se fecha para quem se enganou com essa porta falsa.

ALEX - Já que estou utilizando-me dos títulos de suas obras para elaborar as perguntas, gostaria que você comentasse sobre um opúsculo que certa vez você escreveu, intitulado "A Morte de Senna e a Questão do Destino", pois assim como eu, o Brasil todo se comoveu com seu trágico acidente e até hoje ele tem fãs pelo mundo todo!

THEREZINHA - Realmente fiz um folheto denominado “Ayrton Senna e a Questão do Destino”, para dizer que a vida e morte de Senna não foi a de um predestinado espiritualmente, como estavam pensando, na ocasião. Foi apenas alguém que gostava do automobilismo, atividade de grande risco de vida, fez dele uma profissão, auferindo lucros e vantagens por isso, mas desencarnando jovem, em um acidente. Que, continuando a viver no plano espiritual, estaria avaliando se acertou ou não na sua escolha ou se valeria mais a pena uma atividade em que ajudasse a salvar ou proteger vidas.

ALEX - O que você diria agora ao nosso leitor que está "chegando á casa espírita"?

THEREZINHA - Amigo(a), freqüente-a com assiduidade, aproveite os ensinos que nela são ministrados e a oportunidade de serviço ao próximo que ela lhe oferece, e você se livrará das horas vazias, descobrindo os tesouros do céu, de que falava Jesus, que a traça não rói, a ferrugem não corrompe e o ladrão não rouba.

Capa do Livro
ALEX - Fale um pouco sobre o seu belissimo livro "Parabolas que Jesus contou e Valem para sempre".

THEREZINHA - Com ele eu quis colocar ao alcance do leitor a beleza das figuras criadas por Jesus para nos entregar generosamente verdades divinas de que era portador.

ALEX - Para quem não conhece esta obra existe uma edição especial com capa dura que é linda, recomendo á todos os nossos leitores. E para finalizarmos, um rápido Pinga-fogo querida mestra:

- Campinas – Não nasci aqui, mas acabou sendo a minha cidade, pois nela tenho vivido a maior parte de minha vida e tive a oportunidade de entrosamento e realização na seara espírita.

- Jerônimo - Um exemplo de como se enfrenta a expiação com bom ânimo e resignação, enquanto, por outro lado, se valoriza as horas empregando-as no crescimento intelectual e moral e fazendo uma nova e feliz semeadura no campo da vida.

- Chico – O exemplo de um médium cristão. Soube honrar seu mediunato e, materializou em mais de 400 obras psicografadas o pensamento dos bons espíritos, alimentando-nos o intelecto e elevando-nos a alma.

- Jesus – O Mestre que a misericórdia divina enviou à Terra, para que não ficássemos ignorantes das leis divinas, nem continuássemos cegos para as belezas da espiritualidade ou surdos à sinfonia do amor que a vida canta em tudo e em todos, por toda parte.

- Deus – O Pai, que por amor nos criou e por amor a todos nos sustenta e ampara, aguardando que, evoluindo intelectual e moralmente, enfim O entendamos e amemos, também.

Alex recebendo as fotos de Jerônimo das mãos de Therezinha
ALEX - Therezinha, Mestra, muito obrigado pela atenção e carinho, agradecemos por sempre ter esta humildade e ser exemplo para todos nós espíritas que ainda temos muito que aprender. Como eu lhe disse assim que entrei aqui: É uma honra e alegria para nós que somos a nova geração de espiritas, estar aqui á sua frente.

THEREZINHA - Nós apenas chegamos mais cedo que vocês, só isso! Mestre é título que Jesus reservou para ele mesmo, Alex, mas agradeço, a você esta oportunidade e a todos desejo paz e luz!

17 de fevereiro de 2012

86 - ALEX entrevista TOMTOM

Ele nasceu em Pedro Leopoldo, Minas Gerais.
Ele está com quase meio século de vida.
É casado e pai de três filhos.
É formado em Educação Física e Psicologia.
É trabalhador do Grupo Espírita Scheilla há exatamente 31 anos.
Participa das atividades na Casa de Chico Xavier em Pedro Leopoldo.
Também participa da Fundação Cultural Chico Xavier.
E por fim,  da Aliança Municipal Espírita de Pedro Leopoldo e Matozinhos.
Desde 1981 participa do Movimento de Unificação em sua cidade.
Seu nome é Jhon Harley Madureira Marques, o nosso "Tomtom".

Jhon Harley "Tomtom"
ALEX - Olá Tomtom, que prazer em entrevistá-lo. Quem é o Jhon Harley particularmente?

TOMTOM - Tenho 49 anos, sou casado com Renata Lúcia de Andre Pinto Marques há 25 anos e sou pai de três filhos: Gabriel, Guilherme e Gustavo. 

ALEX - Conte um pouco sobre o seu convívio com Chico. Foram 21 anos de relacionamento?

TOMTOM - Tive o prazer de conhecer Francisco Cândido Xavier em 1981, na casa de sua irmã Cidália Xavier de Carvalho. Confesso que neste dia fiquei, sob certa hipnose, olhando fixamente para o tão falado Chico Xavier. Encontro, reencontro, não sei... Mas a partir daí mantivemos um relacionamento de respeito e amizade que só foi interrompido mediante sua desencarnação, no dia 30 de junho de 2002.

   Em todos estes anos de convivência, pude confirmar o que muitas pessoas já diziam ser ele um ser humano profundamente generoso, de hábitos simples, vivendo de sua modesta aposentadoria. Um típico mineiro que adorava uma boa prosa e ficava profundamente constrangido com elogios.

ALEX - Foi essa amizade que o levou a enveredar pelo espiritismo?

TOMTOM - Nasci na cidade de Pedro Leopoldo e minha formação religiosa, como muitos da minha geração, foi estruturada nos princípios do cristianismo, sob a interpretação do movimento católico. Na adolescência, por alguns anos, cheguei também a participar do movimento umbandista.

   Desde cedo, me sentia atraído em procurar entender um pouco mais sobre a religiosidade do nosso país, pois sempre considerei uma forma de expressão cultural importante e significativa, mas que, historicamente, somente há bem pouco tempo, vem despertando o interesse de pesquisadores e estudiosos.

   Por volta dos 17 anos de idade, em diversas ocasiões, tive sonhos curiosos onde Chico Xavier era o protagonista. Ouvindo falar muito em Chico Xavier, comecei alimentar um insistente desejo de conhecê-lo. Passei a sonhar que ele, sorridente, me olhava atentamente. Corria para encontrá-lo, mas quando chegava próximo ele já se encontrava em outro lugar. Estes sonhos persistiram por um bom tempo e deixaram significativas impressões.

   Evidentemente, que esta amizade interferiu na minha forma de pensar e de agir sobre mim mesmo e sobre o mundo, mas me tornei espírita em 1980 e passei a estudar os princípios codificados por Allan Kardec, além das muitas obras psicografadas por Chico Xavier e outros companheiros de Ideal.

Jhon Harley e Chico Xavier
ALEX - Qual a relação estabelecida entre Chico Xavier e Pedro Leopoldo e como ficou essa relação com a saída para Uberaba?

TOMTOM - Várias foram as razões que levaram Chico Xavier a sair de Pedro Leopoldo, entretanto, a maior razão foram as acusações do seu sobrinho Amauri Pena dizendo que o tio era um grande farsante. Entretanto, temos uma carta que esclarece que o Chico já tinha intenção de sair de Pedro Leopoldo, sob orientação de Emmanuel, para ampliar suas atividades, por volta de meados da década de 60, mas foi obrigado a antecipar esta decisão.

   Chico Xavier dizia que Pedro Leopoldo foi sua mãe e Uberaba uma tia, mas uma tia muito querida. De 1981 para cá posso dizer com tranquilidade que as relações de Pedro Leopoldo com Uberaba foram as melhores possíveis.

ALEX - Qual a sua percepção do entendimento da população de Pedro Leopoldo sobre Chico Xavier?

TOMTOM - O mesmo entendimento que tem a população brasileira: um homem que destinou 75 anos de sua vida em favor do outro. Um típico mineiro que adorava uma boa prosa e ficava profundamente constrangido com os elogios. Viveu da sua modesta aposentadoria e se dedicou integralmente na construção do bem coletivo. Deu tanto sentido à vida que contagiou milhares de pessoas. Por isso “Mineiro do Século” pela Telemar e Rede Globo Minas ou o “Maior Brasileiro da História” pela Revista Época.

ALEX - Quem foi Chico, na sua visão?

TOMTOM - Em tempos de tanta intransigência e intolerância e dentro de um contexto social individualista espero, sem nenhuma intenção de divinizá-lo, ter conseguido dizer que a humanidade em Chico Xavier ultrapassou os limites dos movimentos religiosos por mim conhecidos, se materializando, no transcorrer dos seus 92 anos de idade, em forma de generosidade, compaixão e amor.

   Parafraseando o biógrafo uberabense Carlos Baccelli, diria que Chico Xavier não foi um “anjo” exercendo o papel de um homem, mas um homem, do mundo e no mundo, exercendo o papel de um “anjo”.

Jhon em momento íntimo e familiar com Chico
ALEX - Poderia contar algum caso curioso envolvendo o Chico e que você presenciou?

TOMTOM - Ainda me lembro quando, em uma das minhas visitas ao Chico Xavier, me deparei com uma situação inusitada. Ao seu lado, observei que uma senhora, chorando copiosamente começa a descrever um quadro doloroso. Havia perdido toda a sua família em um acidente automobilístico. Fiquei me perguntando como seria possível consolar uma dor tão intensa? O que ele poderia dizer que pudesse reconfortar aquela mulher? Para minha surpresa e de todos os demais que acompanhavam aquela comovente cena, Chico se levanta e a abraça. Choram os dois.

   Depois do abraço busquei curioso o olhar daquela mãe e observei que a dor ainda permanecia na face, mas ela esboçou um sorriso que eu nunca consegui compreender até hoje. Diria que Chico Xavier sem dizer nada, disse tudo. Esta cena se passou em meados dos anos 80 e até hoje procuro entender e vivenciar o que vi. Para mim, Chico Xavier foi uma das poucas pessoas que melhor conseguiu exemplificar o ensinamento evangélico “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

ALEX - E agora falando de seu livro Tomtom: Há quanto tempo iniciou a Construção do livro "O Vôo da Garça"?

TOMTOM - As razões deste livro começaram a tomar forma em abril de 1995, quando o Jornal “Oficina Humana”, de circulação restrita na região de Pedro Leopoldo, lançou uma edição comemorativa dos 85 anos de Chico Xavier. A convite da diretora do Jornal, Núbia Albano Soares, escrevi um artigo onde procurei falar um pouco mais sobre a sua humanidade. Dizia no artigo: “Quando se fala em Chico Xavier muitas pessoas imaginam um ser distante de nossa realidade. Um mito inabordável a qualquer sentimento humano, como se ele não fosse de carne e osso”. Em outra passagem considerava: “Desmistificar o mito Chico Xavier é reconhecer que como qualquer ser humano ele tem limites e necessidades de carinho, respeito e atenção”.

   Como mantínhamos uma regular correspondência, enviei para Uberaba alguns exemplares e qual não foi a minha surpresa quando recebi uma carta e um telegrama do próprio Chico pedindo que, se fosse possível, enviasse outros exemplares. O artigo nada tinha de excepcional, sua linguagem era muito simples, uma conversa ao “pé do ouvido”, falando de um Chico Xavier tão humano como qualquer um de nós, mas que vivendo intensamente a sua humanidade, nos dava a impressão de um ser humano diferente e especial.

   Em 2008, no I Encontro Nacional dos Amigos de Chico Xavier e Sua Obra, comecei uma pesquisa mais sistematizada.

Chico na Casa dos Pais de John Harley
ALEX - Daqui há pouco falaremos sobre estes "Encontro Nacional dos Amigos" que vem ocorrendo, mas ainda falando do seu livro, qual o objetivo desta obra?

TOMTOM - Na grande maioria das obras pesquisadas fala-se muito mais sobre o Chico Xavier na cidade de Uberaba do que de sua terra natal. No livro falo do Chico em Pedro Leopoldo entre os anos de 1910 a 1959. Nada contra a cidade de Uberaba, pois foram nesta cidade as melhores lembranças desta convivência.

   O livro representa também o olhar de um pedroleopoldense sobre outro pedroleopoldense, recuperando informações históricas importantes e que foram equivocadamente reproduzidas, além de destacar aspectos de sua humanidade.

   Através desta pesquisa, passei a admirá-lo ainda mais, porque dentro do contexto social que vivemos existem outras pessoas com as mesmas características de humanidade, mas que não conseguiram dar tanto sentido a vida como ele conseguiu.

ALEX - E por que o título "O Vôo da Garça"?

TOMTOM - O poeta e escritor pedroleopoldense José Issa Filho, transitando entre a realidade e a ficção, nos conta no livro intitulado “Coisas do reino de Pedro Leopoldo 3” uma curiosa história narrada por três distintos personagens da nossa cidade, entre os quais se destaca a habilidade poética de Sá Tomásia, uma antiga benzedeira da região. Segundo ela, na manhã do dia 02 de abril de 1910, data do nascimento de Chico Xavier, teria acontecido na cidade de Pedro Leopoldo, na região da Fazenda Modelo, um curioso fenômeno com as garças. Foi a manhã mais linda que ela já viu.

   Estou me apropriando desta história para dizer que uma destas garças pousou na cidade de Pedro Leopoldo, exatamente no dia 02 de abril de 1910, na Rua de São Sebastião, “trazendo amor e compaixão, e por isso mesmo, transformando as noites de muitos angustiados e aflitos em dias ensolarados de esperanças e alegrias”, como bem disse José Issa Filho.

Chico Xavier e John Harley
ALEX - Chico foi um homem que viveu a caridade. E muitas vezes as pessoas tentam endeusar, criar um mito ou canonizar o Chico! Por que considerá-lo um santo?

TOMTOM - Em 2000, Chico Xavier foi eleito pela população do Estado de Minas Gerais, em uma promoção da Telemar e da Rede Globo Minas, o “Mineiro do Século”. E em 2006, pela Revista Época, foi considerado pelos internautas, juntamente com Rui Barbosa, o “Maior Brasileiro da História”. Respeitado e admirado por milhões de pessoas em todo o país e mesmo fora de nossas fronteiras. Uma unanimidade nacional no campo do trabalho e da assistência social.

   Uma de minhas alunas, indignada com o resultado desta pesquisa me perguntou o que Chico Xavier teria feito para ser considerado o “Mineiro do Século” (foram 704.030 votos), já que ele não teria “inventado” ou feito nada de especial. Confesso que olhei para ela com certa indignação. Ameacei responder, mas a partir deste questionamento, comecei a pensar mais profundamente qual teria sido a sua "grande invenção”. Qual foi o seu grande legado? Talvez a demonstração concreta de ser humanamente possível colaborar na construção de uma sociedade mais justa, mais fraterna e mais feliz.

   Na perspectiva histórica que a pesquisa se desenvolve compreendo que não é um simples gesto de uma pessoa qualquer que pode magicamente transformar a forma de organização social em que vivemos, mas não posso deixar de afirmar que a coerência entre o falar e o agir, associado ao seu poder de mobilização, pode gerar uma ação coletiva de proporções inimagináveis. Para mim, Francisco Cândido Xavier ou simplesmente Chico Xavier, foi uma dessas pessoas.

ALEX - Já falei com o Geraldinho sobre este Encontro maravilhoso que vocês promovem e agora pergunto-lhe: Quais os objetivos dos Encontros Nacionais dos Amigos de Chico Xavier e sua Obra?

Jhon em um dos Encontros
 TOMTOM - Gosto de dizer claramente que os organizadores destes Encontros não têm nenhuma intenção de divinizar a figura humana de Chico Xavier, mas divulgar seus exemplos de renúncia e amor inspirados em Nosso Senhor Jesus Cristo. O objetivo central é incentivar a leitura sistematizada e o estudo das obras psicografadas por Chico Xavier, por entendermos que elas representam o desdobramento das obras da Codificação Kardequiana. Nesta direção, o CREBARV (Conselho Regional Bacia Alto Rio das velhas) já fez uma proposição a todas as casas espíritas vinculadas a este Conselho, seguindo os mesmos moldes da Semana Allan Kardec, já historicamente instituída em outubro de cada ano em nossa região, de organizarmos a Semana Chico Xavier, em todo mês de abril. E estamos aproveitando o espaço para que esta idéia seja espalhada em todo o país. Com Jesus e Kardec, inspirados nas obras e exemplos deixados por Chico Xavier, esperamos fortalecer o movimento espírita, em bases de amor, solidariedade e respeito pelas diferenças.

ALEX - E qual a sua opinião sobre a polêmica questão: Chico é a reencarnação Kardec?

TOMTOM - Eu não entrei nessa questão no livro, porque não era o foco e porque a mesma merece ainda amplas pesquisas, cujos instrumentos não estão à nossa disposição. Vou dar a minha opinião. Durante 21 de convivência, eu recebi 132 obras autografadas e que me foram enviadas pelo Chico via Correio. Em 1992, ele me mandou, sem que eu pedisse, a obra chamada Kardec Prossegue, escrita por Adelino da Silveira – outro amigo do Chico. Como fiz com todas as obras, eu li cuidadosamente. A tese central da obra afirmava que Chico foi Kardec! Um dia na cidade de Uberaba tive a coragem de perguntar: Chico você é Kardec? Ele não me disse que sim nem que não. Mas me questionei: por que ele mandou essa obra autografada para tantos amigos? Ele sempre foi muito cuidadoso com os livros... Seja para prefaciar ou para enviar uma obra para alguém. Sinceramente, creio que ele quis nos dar um recado. Defendo a tese de que Chico é a reencarnação de Kardec, em razão desse e de outros fatos! Respeito à opinião de quem pensa diferente, mas também posso afirmar que Adelino não publicaria esse livro sem o consentimento de Chico Xavier. Eu perguntei a Nena Galves se Chico havia dito para ela alguma coisa e ela me disse que ele não havia comentado nada, mas ela disse que se Kardec estivesse reencarnado, como estava previsto em Obras Póstumas, ele seria o Chico. Não há outro que pudesse ocupar essa função. Mas isso não é o mais importante, eu acho que o maior reconhecimento que poderíamos prestar a Chico Xavier é considerar suas obras psicografadas não mais como obras subsidiárias da Codificação, mas como obras básicas, porque elas representam o seu prolongamento natural, sem com isso desconsiderar a progressividade da nossa Doutrina nem a contribuição de vários outros espiritistas, como Zilda Gama, Bezerra de Menezes, Divaldo, Yvonne Pereira, Eurípedes Barsanulfo, dentre outros.

ALEX - E o filho de coração de Chico – Eurípedes Higino dos Reis – qual o papel dele na vida do médium? Fale-nos sobre isso já que você é um biógrafo que teve acesso à intimidade de casa do médium mineiro durante 21 anos?

TOMTOM - Nas histórias que conheço há quase sempre o papel do herói e do vilão. Nesta história Eurípedes exerceu um difícil e delicado papel, pois coube a ele, em um determinado momento, resguardar o Chico de tantos pedidos e solicitações. Eu vi o Chico algumas vezes, não desejando receber determinadas pessoas, pedir ao Eurípedes para dizer que ele não estava ou que não poderia atender naquele momento. Mas é o mesmo caso que disse anteriormente: conviver com Chico, quem suportaria acompanhar tal nível de exigência e exposição pública?! Eu não suportaria! Porque era muita renúncia num ritmo de atividades impressionantes! Creio que Eurípedes exerceu um papel importante e é verdade que o Chico gostava muito dele. Todas as vezes que ia a Uberaba ele sempre me perguntava se eu havia cumprimentado e despedido do Eurípedes. E no final da vida, os papeis haviam se invertido: Chico havia virado filho e Eurípedes o pai. E isso com consentimento do próprio Chico, por mais estranho que isso possa parecer! Posso também afirmar que o desencarne do Chico mexeu muito com o Eurípedes. Hoje, observo que ele está muito mais sensibilizado.

ALEX - E Emmanuel está reencarnado ou não?

TOMTOM - Pela primeira vez vou falar de uma preocupação que eu só disse para os meus amigos mais íntimos...

ALEX - Fico honrado com isso! Prossiga...

TOMTOM - De todos os assuntos que tem sido ventilado em nosso movimento, tenho certeza absoluta que um destes assuntos deixaria o Chico Xavier profundamente preocupado: as supostas comunicações de Emmanuel depois da sua desencarnação. Sinceramente, não sei o porquê do interesse e da fixação de alguns médiuns em receber o espírito Emmanuel. Reconhecimento? Prestígio? Em 2010, na cidade de Uberaba, no III Encontro Nacional dos Amigos de Chico Xavier e Sua Obra, a companheira Nena Galves apresentou um vídeo onde o Chico falou claramente que Emmanuel estaria aguardando o seu retorno para a pátria espiritual para que ele pudesse reencarnar. Ele deveria reencarnar quando o Chico voltasse, mas o médium recebeu muitas moratórias, a última foi de um ano, documentada inclusive pela televisão, quando uma luz misteriosa entrou pela janela do hospital, então, Emmanuel, voltou antes que o retorno do médium acontecesse. O próprio tribuno Divaldo Franco deu um depoimento falando da reencarnação de Emmanuel. Afirma isso também outros amigos, entre eles, Eurípedes Higino dos Reis, Geraldo Lemos, Carlos Baccelli, Richard Simonetti, Divaldinho, Sônia Barsante, Suzana Mousinho e Dr. Elias Barbosa, que Emmanuel viria como professor e que trabalharia na mediunidade. Os dois brincavam: Chico dizia para Emmanuel que veria como é difícil ser médium na Terra, ao que o mentor respondia que ele iria ver como era difícil ser mentor de médium no mundo. Sinceramente, pelas conversas e convivência que tive com Chico, não tenho dúvida de que Emmanuel se encontra encarnado para dar continuidade à sua portentosa missão.

ALEX - Conte-nos um caso de sua vivência pessoal com Chico Xavier.

TOMTOM - “Qual foi o acontecimento que mais o alegrou na seara espírita até o dia de hoje? Resposta: Tenho tido sempre muitas alegrias em minha vida mediúnica, principalmente na recepção dos livros de nossos Instrutores do Alto, no entanto, assinalo, como sendo uma das mais belas surpresas da minha vida de médium, a saída de meu corpo físico, durante algumas horas, em julho de 1943, na companhia do nosso amigo desencarnado, André Luiz, a fim de conhecer uma faixa suburbana de ‘Nosso Lar’, a cidade que ele descreve no primeiro livro que ele escreve, por meu intermédio, providência essa que Emmanuel permitiu fosse tomada para que eu não prejudicasse a psicografia de André Luiz, cujas narrações eram para mim inteiramente novas.” (No Mundo de Chico Xavier, páginas 106 e 107)

   O caso que narro abaixo foi contado pelo Chico, em meados da década de 80, na casa de sua irmã Luiza Xavier, na cidade de Pedro Leopoldo (MG). Estávamos conversando sobre o livro Nosso Lar, quando indaguei como seria a cidade de Nosso Lar e se ele já teria sido levado pelo espírito André Luiz para conhecê-la. Ele me disse que no capítulo do livro intitulado Bônus Hora, ele havia parado de psicografar por uns 15 dias. Ele pensou que estava sendo mistificado. Segundo ele, André Luiz, percebendo que a dúvida poderia atrapalhar o desenvolvimento da obra, disse que em uma das quartas-feiras ele seria levado para conhecer alguns aspectos da cidade. Recomendou o Chico quanto aos cuidados em relação aos pensamentos e a alimentação. E aconselhou que ele deitasse em decúbito dorsal, procurando evitar qualquer posição desconfortável, principalmente para a região do pescoço. Chico disse que ele se deslocou do corpo e ficou aguardando a chegada de André Luiz, mantendo boa consciência.

   No horário marcado, André Luiz e Chico “caminham” na Rua São Sebastião, em direção à Rua Comendador Antônio Alves (rua principal da cidade), e ficam aguardando em frente a matriz. Lá permanecem por alguns minutos, quando Chico observa que um veículo na forma de um “cisne” aterriza suavemente na rua. No lugar onde ficam os “órgãos do cisne” se localizavam as janelas e nos “olhos do cisne”, os condutores do veículo. Antes de entrar no citado veículo, André Luiz disse a Chico que a partir daquele momento ele não precisava articular nenhuma palavra, que se comunicariam através do pensamento. Entraram no veículo e Chico observou que todos os lugares já estavam ocupados, com exceção dos dois últimos. Chico perguntou mentalmente a André Luiz o que aquelas pessoas estavam fazendo ali e ele disse que muitas estavam indo à cidade de Nosso Lar para refazimento e outras, para orientação e instrução, sempre acompanhadas por algum amigo ou benfeitor espiritual.

   Chico observou que o deslocamento do veículo era muito diferente do avião comum que, para pegar altitude, tem de se dispor de muito espaço. Ao contrário. Aquele veículo pegava altitude rapidamente e foi exemplificado com as mãos que o veículo pegava altitude utilizando um movimento espiralado. Chico não soube precisar exatamente quanto tempo esteve no veículo, mas me relatou que acreditava ter ficado por volta de 40 minutos. Disse ainda que não era possível observar pela janela o que estava acontecendo na paisagem exterior e que, de repente, o veículo fez um movimento semelhante quando empurramos um objeto de plástico para o fundo da água e soltamos, ele volta um pouco acima do nível da água e depois se acomoda na superfície. Naquele momento, quando Chico olhou pela janela, o veículo estava sobre um oceano. Segundo André Luiz, na perspectiva de Nosso Lar os encarnados "estão vivendo em um mar de oxigênio”.

   O médium relatou que o veículo deslizou por alguns minutos na horizontal e parou em uma espécie de porto. O comandante da “nave” disse a todos que deveriam estar novamente naquele local a uma determinada hora. Cada grupo seguiu a sua direção. Chico afirmou que no trajeto para a cidade existiam flores emitindo cores variadas. André Luiz disse que pela manhã as flores absorvem a luz solar e à noite emitem luz, permitindo um jogo de cores impressionante. Chico não teve permissão de conhecer a Governadoria. Observou que as ruas eram bem largas e arborizadas. Conheceu algumas dependências do Ministério da Regeneração. Disse que entrou em uma espécie de hospital (acho que ele se referiu ao Santuário da Benção). Viu muitos enfermos. Observou que as lâmpadas neste local tinham a forma de um coração. André Luiz disse que durante as orações da Governadoria e de toda a comunidade, pontualmente às 18h, os enfermos recebem energias de refazimento através destas lâmpadas. André Luiz falou sobre o chamado Bônus Hora, explicando o seu mecanismo. Boa parte desta explicação consta no próprio livro. Retornaram no horário previsto.

   Das obras psicografadas pela faculdade mediúnica do nosso Chico Xavier, em minha opinião, a série André Luiz representa uma fonte inesgotável de informação, consolo e esclarecimento. Precisamos estudá-la urgentemente.

ALEX - E Jerônimo Mendonça Ribeiro “O Gigante Deitado”, o conheceu também?

TOMTOM - Nos anos 80 pude acompanhar o nosso irmão Jerônimo. Algumas vezes nos encontramos na Casa da Prece em Uberaba e ficava admirado em ver sua alegria contagiante de viver, o seu bom humor e a sua perseverança no bem. O nosso amigo foi um exemplo de espírita cristão e deu testemunho da sua fé em Jesus.

ALEX - E para terminar...Deixe uma mensagem aos nossos leitores co-relacionando o nosso Chico!

TOMTOM - Em 30 de junho de 2002 a garça alçou novos voos, deixando um rastro de exemplificação em generosidade, compaixão e alegria de viver. Mas também deixou muitas saudades, pois já não é possível a conversa ao “pé do ouvido”, se encantar com suas risadas gostosas e passar pelas noites e madrugadas ouvindo os casos recheados de amor e ensinamentos.

   Como poderei esquecer os bate papos na casa de Cidália Xavier e Maria Luiza Xavier em Pedro Leopoldo? Os livros, os pacotes de mensagens e os cartões ornamentados com amores-perfeitos enviados pelo correio? Os almoços deliciosos aos sábados preparados pela incansável e fiel Dinorá? As memoráveis reuniões na Casa da Prece? As atividades sociais no Abacateiro e na Vila do Pássaro Preto, em Uberaba? E o sorriso todo característico de quem estava de bem com a vida “fazendo contrariedades do tamanho de elefantes, que ocupavam a cabeça dos desesperados, ficarem menores que peixinhos de aquários”.

ALEX - E onde esta garça vai pousar novamente?

TOMTOM - Só Deus o sabe.

Capa do Livro
ALEX - Encerramos nossa entrevista por aqui, colocando a seguir depoimentos sobre o livro "O Vôo da Garça" do nosso entrevistado Jhon Harley Madureira Marcondes e em seguida um e-mail que foi enviado pelo Geraldinho Lemos Neto sobre a Reencarnação de Emmanuel.

“Confesso-lhe que comecei a ler o seu excelente livro na viagem de retorno a Salvador e já o concluí. Está muito bem urdido, numa trama literária rica de conteúdos doutrinários bem colocados, sem os exageros habituais, numa análise histórica muito bem resgata sobre a vida e a obra do apóstolo da mediunidade. Parabéns! Que venham outros livros, pois que estamos necessitando de leituras dignas.”
Divaldo Franco

“Trabalho muito bem escrito, claro, ponderado, sem arroubos que pudessem induzir a uma adoração mística desse homem notável que foi o Chico. Trabalho equilibrado, justo, sem conduzir ninguém a devocionismo inoperante. Você soube mostrar o Chico que conhecemos em Pedro Leopoldo, com a naturalidade de um santo – que sempre o caracterizou –, sem colocá-lo num pedestal. Creio que ele se sente feliz por isso. Estive em Pedro Leopoldo há duas semanas, revendo locais que não via há muitos anos. Conheci o Chico em 1955. Participei de reunião no Grupo Meimei, dirigido pelo Arnaldo Rocha. Você soube retratar bem esses anos do Chico em Pedro Leopoldo. Seu trabalho, até onde posso julgá-lo, está muito bem feito, em linguagem nobre, sem ser pedante e clara sem ser vulgar. Parabéns. Já pedi à Livraria Espírita Cristã daqui que encomende alguns exemplares, pois pretendo recomendá-lo, sem favor algum.”
José Passini


“O escritor mineiro Jhon Harley, pouco tempo atrás, por meio do serviço editorial da Casa de Chico Xavier, lançou seu dedicado livro O Voo da Garça, uma das mais completas obras da vida de Chico Xavier, principalmente do início de sua trabalhosa vida mediúnica, desde o nascimento em Pedro Leopoldo (MG). Se o leitor quer uma obra bem informada e ilustrada sobre Chico, compre este livro.”
Fernando Ós


“Você está de parabéns. Já terminei de ler o livro, que considerei um documento sério, rico em informações e testemunhos e, ao mesmo tempo, humano, poético e maravilhoso. Não estou apenas cumprimentando o Autor pelo valor da obra, que merece todos os elogios; estou agradecendo em nome de todos os amigos e admiradores daquele que, em sua simplicidade maravilhosa, foi e será, sempre, o nosso Irmão Maior. Aquele que tenho a honra e a satisfação de poder chamar de amigo Chico merecia, mesmo, algo como essa sua oferenda em forma de um livro de leitura agradável, rigor histórico e metodológico e, principalmente, de fidelidade à verdadeira personalidade do maior de todos os nossos médiuns.”
Raul Marinuzzi

"Terminei de ler "O Voo da Garça" - excelente! Você foi muito feliz ao longo de toda a obra. Parabéns. Penso que Chico deve ter ficado muito contente, sobretudo, porque não confiou em vão em você - ele sabia do que você seria capaz no futuro! Não que ele desejasse uma obra assim, qual a sua, em torno do nome dele. Todos sabemos que Chico se preocupava, e preocupa, unicamente com a Mensagem do Cristo. Para ele mesmo, ele não é Chico Xavier, que, sem dúvida, é uma Bandeira de Luz hasteada na divulgação de nossos Princípios! Portanto, meu caro, parabéns! Que Jesus abençoe a você e a toda sua família. Que você prossiga sempre fiel ao que aprendemos, ou tentamos aprender, com o nosso saudoso amigo."
Carlos Baccelli


“Muito bem escrito, claras as elucidações, enriquecendo sobremaneira as informações tradicionais de nosso conhecimento com novos e significativos dados. Estou emocionado com o seu trabalho. Você efetivamente caprichou... O título é sugestivo e me diz muito.”
Caio Ramacciotti


"Gostaria de dizer-lhe que tenho convicção de que seu belo e o oportuno livro, "O Voo da Garça", causou um grande impacto entre os companheiros estudiosos de Doutrina Espírita, principalmente dos mais ligados a Chico Xavier e a obra de que fora fiel intérprete. Em minha modesta opinião, a obra se destaca por dois motivos principais: primeiro, porque presenteia-nos com fatos inéditos; e, segundo, porque esmera-se em informações sobre a vida e casos ocorridos em Pedro Leopoldo até o ano de 1959, ano em que Chico transferiu-se para a cidade de Uberaba. Era o livro que faltava para se incorporar, com ênfase, nas cerca de duas centenas de obras biográficas sobre o incomparável médium Francisco Cândido Xavier, o nosso Chico. Parabéns.”
Weimar Muniz


“Infelizmente não nos conhecemos pessoalmente. Sou um médico, nascido em Belo Horizonte, mas que se mudou quando criança para São Paulo. Hoje moro em São Vicente, no litoral paulista. Na Casa de Chico Xavier, tive a oportunidade de comprar seu livro "O Voo da Garça" e o "Primeiro Livro". Comecei pelo seu e ainda estou na metade, porém resolvi te escrever para parabenizar pela idéia e pelo modo como você procurou esclarecer todos os fatos conflitantes sobre a biografia de Chico (nome próprio, nome da mãe, datas, etc.) e pelo vasto material iconográfico, que "complementa" as fotos que tirei durante minha visita. Realmente, seu livro irá se tornar um trabalho de referência para posteriores biógrafos.”
Maurício Vilela

"Prezado Jhon Harley. De ontem para hoje li sua biografia do Chico Xavier. Gostei muito. Considero a melhor biografia do médium, de todas as que li até hoje. Bem escrita, sem pieguismos, mas sem deixar de ser digna da História e do Manoel de Barros. Vou escrever uma crônica. Abraço cordial."
Luciano dos Anjos


“Gostei muito do nível de detalhes históricos sobre a trajetória de Chico em Pedro Leopoldo e não conheço nenhuma outra literatura que tenha adotado a mesma narrativa, parabéns! Neste grupo de admiradores da obra de Chico Xavier, que a cada dia aumenta, o seu livro enriquece e registra fatos num só documento.”
Sidney Pace

"Já fazia certo tempo que não lia palavras e textos tão fieis ao que representou a vida do nosso amado Chico. Com seu livro O Voo da Garça, encontrei lições que apenas uma pessoa apaixonada pelo seu biografado pode buscar. Lições que o tempo costuma distorcer, mas a paixão pela verdade não permite apagar. Falar de Chico requer sempre um limite. Um limite entre a devoção e a razão. Nos tempos atuais noto que muitos corações achegados ao médium não conseguem expressar este bom senso. O falar apaixonado e o falar desprovido da devoção. Você soube colocar isto em seu livro amigo Jhon. As palavras de um pesquisador/historiador sem perder a poesia. A leitura além de agradável, torna-se confiável, tal qual em minha opinião tornou-se o livro do maior biógrafo de Chico, Marcel Souto Maior, jornalista da Globo. Que outros voos referente a Chico venham. É sempre muito reconfortante ouvir histórias de Chico Xavier.''
Roberto Silveira

"O confrade Jhon Harley é um dedicado servidor da Causa Espírita na cidade natal de Chico Xavier, Pedro Leopoldo. Em sua trajetória conta-se a presença no movimento de mocidade espírita, nas tarefas como palestrante e expositor dos postulados da doutrina, na assistência fraterna pelas atividades do Grupo Espírita Scheilla e da Casa de Chico Xavier, e também a atuação vibrante junto ao movimento de unificação pela Aliança Municipal Espírita - AME - de sua cidade. É também co-partícipe da organização dos Encontros Nacionais dos Amigos de Chico Xavier e sua Obra desde 2008. Em 1981 Jhon tornou-se amigo de Chico Xavier, desenvolvendo a partir daquela época profícua amizade com o medianeiro de Jesus. Por ser também nascido na cidade de Pedro Leopoldo, é muito natural que uma afinidade maior se estabelecesse entre Jhon e Chico, e entre Jhon e todos aqueles que conviveram com Chico Xavier nos seus primeiros tempos de mediunidade e serviço na bucólica cidade do interior de Minas Gerais. Acompanhamos a dedicação à pesquisa em que Jhon Harley se engajou, o entusiasmo de suas descobertas e a alegria do amigo em abordar a humanidade de Chico Xavier. Quando o livro em seu formato final nos foi apresentado causou-nos admiração e surpresa. Admiração pela profundidade da pesquisa e surpresa pelo ineditismo da abordagem que Jhon Harley nos oferece. Publicamos o livro pelo Vinha de Luz e nova surpresa, em dois meses a primeira edição se esgotou mostrando-nos que o gosto popular também apreciara sobremaneira o esforço de Jhon Harley. Parabéns Jhon por sua iniciativa ! De certo ela já contribui para o esclarecimento da compreensão de quem foi entre nós este homem diferente, mas tão profundamente humano, que é Chico Xavier."
Geraldo Lemos Neto

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E abaixo o e-mail enviado por Geraldo Lemos Neto
sobre a reencarnação de Emmanuel:

Fonte : Livro "Deus Conosco" de Francisco Cândido Xavier

Pelo espírito de Emmanuel - 3ª Edição - 2007/2010
Editora Vinha de Luz
http://www.vinhadeluz.com.br/

Nova reencarnação

Século XXI

“Conforme atestam várias pessoas que conviviam na intimidade com o médium Chico Xavier, por afirmativas dele mesmo, o espírito do benfeitor Emmanuel já está entre nós, na face da Terra, pela via da reencarnação. Num desses depoimentos, da Sra. Suzana Maia Mousinho, presidente e fundadora do Lar Espírita André Luiz (LEAL), de Petrópolis
RJ, amiga do médium desde 8 de novembro de 1957, Francisco Cândido Xavier lhe confidenciou detalhes sobre a reencarnação de Emmanuel, que voltaria à Terra no interior do Estado de São Paulo, no seio da família constituída pelo casal D. Laura e Sr. Ricardo, personagens do livro Nosso Lar, de André Luiz. Tempos depois, novamente o estimado médium Chico Xavier tornou a tocar no assunto em pauta com D. Suzana, afirmando ter presenciado o retorno à vida física de seu benfeitor no ano de 2000, vendo, então, confirmadas as previsões espirituais a respeito. Esse fato está em sintonia com depoimentos públicos do médium mineiro em três ocasiões distintas, veiculados em dois de seus livros publicados, a saber:

a) no livro Entrevistas, (IDE, 1971), quando, respondendo à questão 61, sobre a futura reencarnação de Emmanuel, Chico Xavier disse: “Ele (Emmanuel) afirma que, indiscutivelmente, voltará à reencarnação, mas não diz exatamente o momento preciso em que isso se verificará. Entretanto, pelas palavras dele, admitimos que ele estará regressando ao nosso meio de espíritos encarnados no fim do presente século (XX), provavelmente na última década“;

b) também no livro A Terra e o Semeador, (IDE, 1975), quando, respondendo à pergunta de número 33, Chico Xavier disse: “Isso tem sido objeto de conversações entre ele (Emmanuel) e nós. Ele costuma dizer que nos espera no Além, para, em seguida, retornar à vida física.”; e

c) assim também vamos observar outra confirmação de Chico sobre o assunto no livro organizado pela Dra. Marlene Nobre, e editado em 1997 pela Folha Espírita, cujo título é Lições de Sabedoria, que traz à página 171 da segunda edição a pergunta de Gugu Liberato a Chico Xavier: “É verdade que o espírito Emmanuel, que lhe ditou a base do Espiritismo prático no Brasil, se prepara para reencarnar?” Ao que Chico respondeu: “Ele diz que virá novamente, dentro de pouco tempo, para trabalhar como professor.”

Também uma vez, conversando comigo em Uberaba, e falando sobre a volta de Emmanuel, Chico nos confidenciou: ‘Geraldinho, o nosso compromisso, meu e de Emmanuel, com o Espiritismo na face da Terra tem a duração de três séculos e só terminará no final do século XXI.’”15

Em 26 de setembro de 1973, Chico Xavier concedeu entrevista à apresentadora Hebe Camargo na TV Gazeta de São Paulo, na qual revelou ser objeto de sua conversação com Emmanuel a reencarnação de seu guia espiritual na Terra: “Isso tem sido objeto de conversação entre ele (Emmanuel) e nós, e ele costuma dizer que nos espera no mundo do Além para, em seguida, retomar a vida física. Ele até costuma me dizer: ‘Quando eu estiver na vida física e vocês estiverem fora do corpo físico, vocês vão ver como é difícil entrarmos em comunicação com vocês e como é difícil orientar vocês para o bem’“.

Divaldinho Mattos, de Votuporanga, São Paulo, amigo íntimo de Chico Xavier e dirigente da Didier Editora, ao ler os artigos anteriores publicados pela imprensa espírita testemunhou, em contato telefônico com a Vinha de Luz, a respeito do tema. Divaldinho Mattos relatou que, em conversa presenciada por inúmeras pessoas do Brasil inteiro, num almoço na casa de Chico em Uberaba, nos idos do ano 2000, Chico afirmara para todos que o espírito de Emmanuel já havia retornado ao mundo físico pela via da reencarnação.

Outro depoimento público acerca da reencarnação do seu benfeitor Emmanuel encontra-se no duplo DVD “Chico Xavier Inédito – de Pedro Leopoldo a Uberaba”, organizado por Oceano Vieira de Melo e lançado em 2007 pela Versátil. No segundo DVD estão reunidos vários testemunhos de 2007, entre eles o do confrade Dr. Elias Barbosa, de Uberaba, que declara textualmente: “Eu me lembro dele (Chico) falar uma vez, e para todo mundo, não foi só para mim não, que quando ele desencarnasse o Emmanuel iria reencarnar. Isto é o que ele falou: “O nosso Emmanuel, gente, vai voltar! Está só à espera de eu partir...”

Como sabemos que Chico Xavier, no fim da sua vida física, tinha recebido uma extensão de tempo, concretizada numa nova moratória, permanecendo, por isso, mais tempo entre nós, segue outro depoimento, bastante esclarecedor, e que, por causa disso mesmo, se reveste da maior importância: D. Suzana Maia Mousinho e sua nora, D. Maria Idê Cassaño Mousinho, contaram que Chico Xavier lhes revelara, em outubro de 1996, que a filha da D. Maria Idê estava grávida e que as duas em breve seriam respectivamente bisavó e avó. Chico acrescentou ainda que o espírito de Emmanuel se tinha empenhado pessoalmente, em conjunto com o benfeitor espiritual do LEAL, Wilton Ramos Oliva, na seleção das características genéticas da futura criança (Carlos Augusto), para lhe garantirem sucesso na reencarnação. Esse ato do espírito de Emmanuel – segundo Chico Xavier lhes explicou – tinha sido o último dele na crosta terrestre, pois a partir daí (fins de 1996), Emmanuel subira aos planos mais altos da vida espiritual para, durante aproximadamente dois anos, se preparar para a sua própria reencarnação, a fim de regressar à vida física no início do século XXI.

Sônia Barsante, residente em Uberaba
MG e frequentadora do Grupo Espírita da Prece, de Chico Xavier, contou que num determinado dia do ano 2000, estando ela e outros companheiros reunidos com Chico, este se tinha ausentado em transe mediúnico durante alguns instantes. Ao regressar, Chico contou-lhes alegremente que tinha ido em desdobramento espiritual até uma cidade do Estado de São Paulo visitar um bebê, que era o espírito de Emmanuel, já reencarnado. E rematou dizendo a todos os que estavam presentes: “Vocês ainda vão reconhecê-lo!”

No dia 22 de agosto de 2010, em entrevista concedida à RedeTV!, no Programa Transição, Nena Galves, amiga de Chico Xavier, da cidade de São Paulo, relatou o que segue: “(...) nos estranha muito, dentro do movimento, que livros de Emmanuel ainda estejam saindo com a assinatura desse espírito. Porque o Chico não disse só a mim. Disse a várias pessoas que Emmanuel estava reencarnado. Nos disse também que acompanhou a reencarnação de Emmanuel no mundo espiritual, assim como acompanhou também a de sua mãe, Maria João de Deus, e também a de filhos de alguns amigos nossos. Chico acompanhava a vinda desses espíritos e acompanhou a de Emmanuel. Então Chico disse que ele estava reencarnado, que era necessário que isso acontecesse para quando ele passasse para o mundo espiritual. Tanto é que alguns anos antes de Chico desencarnar já não recebia mais Emmanuel. E foi por isso que ele falou, porque eu perguntei a ele: ‘Chico, você não está mais recebendo Emmanuel. Por quê?’ Então ele falou. (...)”

A Rede Globo transmitiu no programa Fantástico do dia 12 de setembro de 2010 extensa reportagem sobre Chico Xavier, mencionando a reencarnação de Emmanuel. Sobre o assunto, Divaldinho Mattos revelou: “Em uma noite, era aproximadamente uma e vinte da madrugada, ele (Chico Xavier) fez um relato de que Emmanuel aparecera dizendo que iria reencarnar. (...) A verdade é que ele está reencarnado no Estado de São Paulo e vai agir na educação. Quem sabia onde estava reencarnado Emmanuel? Somente Francisco Cândido Xavier.”