3 de abril de 2011

42 - A MÃE de ALEX - 3 de abril

     Hoje amanheceu triste, um chuvinha fina, tempo nublado, nuvens negras passando sobre nossa casa...Acordei e logo lembrei "Hoje completa-se 1 ano que minha mãezinha desencarnou", fiz uma prece á ela, vibrando em favor de sua evolução espiritual, por instantes senti a sua energia, emitida de onde ela está em direção á minha alma.
     1º de abril de 2010 - Era o Dia da Mentira, mas era verdade que ela já estava doente, pela primeira vez em mais de 10 anos de serviço, eu saí do meu expediente horas antes dele terminar para poder ficar com ela, no meio da entrega, eu passei o cargo para meu irmão e corri para casa, pois senti pelo telefone que realmente nossa mãezinha não estava bem. Chegando em casa, vi ela deitada sobre a cama e ficamos ali a tarde toda em preces; ambos conversamos muitas coisas que sem percebermos já era uma espécie de despedida, eu nem imaginara que estava próximo seu desencarne e nem lembrara dos sonhos que minha esposa tivera ou das comunicações espirituais que obtivemos uma semana antes acerca do que estava para ocorrer. Ficamos ali por horas e observando sua melhora, com a chegada de minha irmã em sua casa, fui embora para a minha, prometendo continuar em preces e que se algo piorasse, ligasse para minha casa.


      2 de abril de 2010 - Ela amava praia, qualquer feriado que fosse não a encontrariam em casa, ela sempre estava em Caraguatatuba, era de praxe ela estar lá na Semana Santa. E justamente nesta, ela fora uma semana antes "Vamos esta semana, quem garante que na semana que vem não será possível irmos até lá?" Seria uma premonição? Realmente não foi possível, ela piorou um pouco na noite da sexta-feira, mas nada que a levasse ao hospital "Não quero ir ao hospital, só irei no último caso, pois quando eu for lá, será para desencarnar, vou ir e não mais voltar". Assim ela dormiu, em preces para sua melhora e pelas almas que ela nunca as esquecia, possuía até uma lista de nomes. Naquela noite ela queria muito ir na procissão, seu neto a levou na igreja, mas as dores nas costas não a possibilitaram subir as rampas, parou no meio do caminho e ficou muito triste por não conseguir chegar no sacrário. Seria sua despedida da paróquia que ela tanto ajudou materialmente e espiritualmente. Naquele instante a procissão passava próximo de nossa casa, minha esposa, minha filha e eu saímos de casa para vê-la passar e ligamos para ela "Filho, você lembrou-se de quando íamos juntos nela? Como era bom né! Fez uma prece por mim?" Ainda falamos sobre o filme do Chico Xavier que estava estreando naquela dia de seu Centenário, que ela deseja muito assistí-lo.

      3 de abril de 2010 - Sábado de Aleluia, o dia mais feliz dentro da Igreja para minha mãe, era o dia mais esperado por ela no Calendário Litúrgico. Neste dia os católicos vibravam juntos em favor de Jesus Ressucitado; os espiritas vibravam juntos em favor de Chico Xavier em comemorações espalhadas pelo Brasil todo; E positivamente tudo isto era favorável para o desencarne de nossa mãezinha. Naquela manhã ensolarada, meus irmãos e eu estávamos de folga, minha mãezinha estava melhor (era aquela "melhora" que os espiritos fazem para ajudar no desencarne mais fácil do espirito), nenhum de nós havíamos viajado, estávamos todos próximos e quando nossa mãezinha piorou, nos dirigimos todos á sua casa e chegava um de cada vez. Enquanto eu a segurava, sentia seu corpinho frágil quase sem oxigênio; em preces eu sentia que aquele era o momento; o quarto estava cheio de luz e espiritos, eram as almas que ela tanto ajudava em preces. Quase sem conseguir falar ela balbuciava "Mãe, oh minha mãe" olhando para o "nada", percebíamos que era nossa vózinha que estava ali presente; eu nunca tivera uma experiência mediúnica no nível de percepção tão forte quanto naqueles momentos.
     Meu irmão chegou e agora estavam ali presentes os três filhos da dona Vera, aliviada por estar juntamente de todos, ela respirou melhor e pediu para a levarmos ao hospital, na mesma casa que ela entrou carregando no colo seus filhos há 35 anos, agora era carrega pelos mesmos e até deu um "adeus" acenando com as mãos para a casa que com tanto esforço e esmero cuidou por todos estes anos; acenou também para a casa do vizinho, Oswaldo e Dadá que tanto se amaram, era realmente a despedida, dos verdadeiros vizinhos, da casa, dos filhos e fomos todos levá-la ao hospital, onde lá, sabíamos que iria desencarnar.
     Juntamente de minha filha, esposa, sobrinho, irmão e irmã, aguardávamos do lado de fora do quarto os primeiros socorros serem feitos lá dentro e depois de quase uma hora, soubemos exatamente o momento em que ela desencarnou dentro do quarto. Um vento forte se abateu no local e aquela tristeza pairou no ambiente, levantei-me e dirigi-me aos doutores, pronto para receber a notícia, pela feição de seus rostos já percebi  o que eles iriam me dizer e realmente o corpo dela não aguentara. Era o fato que eu menos gostaria que ocorrese em minha vida, desde criança quando imaginava um dia acontecer isso, eu já desviava meus pensamentos, porque imaginava ser o fim do mundo. Realmente você "perde o chão", não quer acreditar, dá vontade de dar um grito bem alto olhando para o Céu, mas sem ainda entender, eu permaneci firme, chorei por muitos minutos e depois fui acalmando-me, pois precisava resolver todos aqueles "episódios" já conhecidos do hospital, do velório, do cemitério...e quando o corpo de minha mãe chegou no fim da tarde (que de ensolarada se transformara em fria) no velório, apenas eu estava por lá, esperando meus irmãos tomarem banho e assim revezarmos. E foi neste instante, o corpo dela ali desencarnado e o meu encarnado, que tive as maiores reflexões de minha vida, pensei em coisas em que nunca havia pensado antes, foi uma experiência incrível e entendi ali, naquele momento que poderia ser de total desespero, o porque que eu conhecera o espiritismo 5 anos antes. Foi ali o teste definitivo de "ser espirita" que eu estava passando, naquele momento eu deveria colocar em prática tudo aquilo que estava aprendendo nos livros, palestras, preleções...Fiquei por uma hora velando o corpo de minha mãezinha sozinho e foi aquilo uma experiência única. Maior que o enterro ocorrido no dia seguinte; e maior que o emprego que não pude faltar na segunda-feira...Um semana depois do ocorrido com minha mãe, o apresentador Faustão disse que era difícil enterrar o pai dele em um dia e no outro apresentar um programa, ter de trabalhar...O mesmo ocorreu comigo, meu irmão e meu pai, nós três não temos substitutos em nosso serviço, e tivemos que trabalhar como se nada houvesse acontecido na véspera, atendemos todos os clientes com os sorrisos nos lábios e as lágrimas no coração. Era mais uma experiência! Mais uma oportunidade de exercitar o Espiritismo!
     No dia do enterro, o pe.Rinaldo, antigo amigo de nossa familia e muito mais de nossa mãezinha, fez a liturgia das exéquias e de enterro. E algo que ele nos disse nos confortava um pouco "Muitos santos morrem no Sábado de Aleluia", pois sabíamos que algo estava reservado ali naquele dia, ela parecia por momentos saber de sua partida ao plano espiritual, mas mesmo eu sendo espirita, compreendendo alguns fatos espirituais, sempre queremos mais. E quatro meses depois fui atrás do médium Rogério Henrique Leite, buscar uma mensagem psicografada de minha mãezinha, mesmo sabendo que quando o desencarne é recente, torna-se muito dificil o contato. Através de seus amigos espirituais que o auxiliam no trabalho das cartas consoladoras (http://www.cartasconsoladoras.com/) eu consegui apenas alguns recadinhos, sem a autoria de minha mãezinha. O quarto recado foi através da médium Marli Mansini, em Caçapava e lá conheci duas amigas (Margarida e Tânia Fregonesi) que em 2011 iniciaram um trabalho maravilhoso em suas casas.
     Fui convidado por elas para quem sabe conseguisse algum contato com minha mãezinha, que desde setembro eu não tentara mais, resolvera "dar um tempo" para ela se adequar mais ao plano espiritual.
     Em 23 de fevereiro fui com minha irmã até a casa da Margarida e senti desde o instante em que pisei naquele lar, que minha mãezinha estava lá, era demais a energia sentida. Recebemos sua primeira carta, possuindo 17 folhas, com detalhes e muita emoção, a médium chorava muito enquanto a escrevia e percebemos a presença dela ali naquele momento. As palavras eram dela "Agradeço á Deus pela oportunidade de poder falar com vocês desse jeito que ainda está sendo muito difícil...A mãe está emocionada em ver meus filhos queridos aqui..." Ela não imaginava encontrar minha irmã por lá e relembrou algo que ocorrera meses antes, quando ela sonhou com minha mãe "Sei que você se lembra do nosso encontro quando o seu corpo dormiu. Sei que conseguiu me perceber com seu amor de filha. Você precisava muito ouvir o que falei. Sentia que você estava perdendo a vontade de viver e eu não queria que isto acontecesse. Então, minha querida, eu fui pedindo para que me auxiliassem e trouxessem até a mim e pude falar para que se fortalecesse...a preocupação com aqueles que amamos continua aqui, mas somos amparados e não ficamos desesperados quando isto acontece..." A Dona Vera também queria que ela não ficasse pensando somente nos últimos minutos de sua vida, como escrevi acima, os espiritos aconselham não relembrar muito desses momentos de transição deles, anteriormente eu apenas quis relatar o que ocorreu nos mesmos dias um ano atrás. Ela também faz algumas revelações a seguir e aconselha " Filha, o amor é grande e quero que se lembre de mim com alegria, sorrindo, como fazia quando nós passeávamos na praia. Agradeço a Deus por ter me dado a benção de ir mais rápido e não necessitar ficar tão dependente fisicamente como deveria. Tudo está como deveria ser e não quero ver tristeza na casa".
     Em outra carta, em 1º de março de 2011, ela inicia "Ao querido Alex, o Lê de todos nós" identificando-se e certificando-se de algo que a médium dra.Tânia Fregonesi nem ao menos conhecia, meu apelido. E continua dizendo que está cada dia melhor e muita agradecida pela nossa vontade em pedir notícias e por estar aprendendo mais sobre os ensinamentos de Jesus, deixando um recado também á nossa filha Gabriela "quero que beije muito a minha linda Gabi, a minha neta de caichinhos tão lindos quanto ela" e aconselhando a neta e o neto Matheus, também mostra que sua fé em Nossa Senhora ainda continua forte "Sejam bonzinhos para os que amam vocês. Tenham em Deus e Nossa Senhora, mãe de Jesus, o exemplo da Vida com amor e caridade. Não quero ver os rostos tristes, quero que sigam por mim e por vocês mesmos a vida que é preciosa para a aprendizagem aí na Terra."
     Tudo o que escrevi aqui espero não ser em vão, comecei ás 10 horas da manhã e agora os ponteiros do relógio á minha frente estão quase virando a meia-noite. O dia que amanheceu cinzento está ainda nublado, com a lua escondida pelas nuvens, sem estrelas e silencioso, apenas ouço o som dos carros e ônibus passando na rua de casa, minha filha e esposa já dormem, mas aqui estou querendo passar algo de positivo para você leitor e que não por acaso lê esta postagem, talvez por ter conhecido minha mãe ou talvez por curiosidade, talvez até esteja cansado de tanto ler e ainda não saber porque está lendo estas linhas. Espero que você não tenha passado ainda por esta experiência de ser órfão, seja de pai ou de mãe, mas se já teve esta experiência, sei da vontade e curiosidade que você tem de saber algo sobre seu ente querido, de ter uma notícia ou apenas um "olá", uma carta de 17 folhas ou um recadinho de 17 linhas. A emoção de ouvir um médium ler uma carta "Alex meu filho querido, a mãe..." é inexplicável, é uma emoção que explode dentro de você e o sentimento de reencontro somado de uma saudade contida, faz com que você sinta-se imensamente feliz, é assim que estou sentindo-me hoje, irei antes de deitar-me conversar com minha mãezinha em pensameto, vibrar por ela, pois sei que mesmo o dia nascendo triste, quem o faz assim sou eu; ao invés de ficar o dia todo relembrando o que ocorreu e fazer deste domingo um luto, faço dele uma caridade, faço dele amor, faço dele perdão...aproveite o dia de aniversário natalício ou de falecimento de seu ente querido e o transforme em algo de bom, tenha certeza de que ele de onde estiver ficará muito feliz! E se você deseja alguma informação acerca de cartas consoladoras, que veem como lenços enxugar suas lágrimas de saudades, entre em contato conosco alexscguimaraes@bol.com.br e espero poder ajudá-lo ou confortá-lo, eis o meu desejo com esta postagem de hoje!
     Fique na paz de Deus, que Jesus o abençoe, Maria o conforte e os Amigos Espirituais o acompanhem!
     Um fraterno abraço, Alex

1 de abril de 2011

41 - As MÃES de CHICO - 01 de abril




     Copiamos aqui a matéria completa da Revista ISTO É! Veja abaixo:

     As mães de Chico Xavier


     Elas perderam seus filhos de forma trágica, buscaram consolo nas cartas psicografadas pelo médium mineiro e mudaram o curso de suas vidas depois desse encontro.


por Rodrigo Cardoso e João Loes



     Certa vez, o carioca Chico Buarque de Holanda debruçou-se sobre um papel e rabiscou “Pedaço de Mim” (1978). Dizia a letra da canção: “Ó metade de mim / Ó metade arrancada de mim / Leva o seu olhar / Que a saudade é o pior tormento / Que a saudade é o revés de um parto / A saudade é arrumar o quarto / Do filho que já morreu.” Só mesmo um poeta para verbalizar de maneira precisa o que uma mãe sente quando enterra um filho. Um outro Chico, de sobrenome Xavier – nascido Francisco Cândido Xavier (1910 – 2002), em Pedro Leopoldo, Minas Gerais –, passou a vida confortando mães, pais, avós, enfim, pessoas que perderam entes queridos. E o fazia afirmando, também por meio de rabiscos a lápis em folhas em branco, a continuidade da vida além do corpo em um outro plano, o espiritual. Com o seu trabalho psicográfico, o médium Chico Xavier patrocinou mudanças na vida de milhares de brasileiros. Além de consolar, despertava as pessoas para a dor alheia e as ensinava a trocar o luto desesperador pelo cuidado com aqueles que, ao redor, sofriam tanto quanto ou mais do que elas.



    
     “O Chico me tirou de um pesadelo“


     “Querido papai Wilson e querida mamãe Chiquinha”, riscou Chico Xavier em letras grandes e arredondadas. Era sexta-feira, 18 de outubro de 1980. A carta, mais uma das psicografias feitas pelo médium naquele dia, seria lida mais tarde pelo próprio Chico para êxtase de Francisca Ruiz Dellalio e Wilson Dellalio, pais de Eduardo Ruiz Dellalio, morto quatro meses antes, aos 18 anos, em um acidente de moto a quatro quadras de sua casa, no bairro do Tatuapé, em São Paulo. Era o primeiro texto que recebiam. “Estava pensando em férias sem qualquer sombra nas ideias, quando o choque me surpreendeu”, continuou a carta, que coincidia com o que os pais vinham conversando com o filho na época do acidente.

     Eduardo era mais do que o único filho de dona Chiquinha e seu Wilson. Das dez gestações de Francisca, cinco resultaram em aborto, duas em crianças natimortas, uma em um menino que morreu com uma semana de vida e a outra em uma menina, Kátia, que faleceu com pouco mais de um ano. “Até receber a primeira mensagem do Eduardo, simplesmente não vivia”, lembra Chiquinha, que costumava acordar de madrugada e correr, aos prantos, para cheirar as roupas do filho no armário. “O Chico me tirou de um pesadelo”, atesta. “Ele foi a minha salvação.” Do homem que lhe deu conforto com 22 mensagens e quase 300 páginas de texto psicografado, Chiquinha, hoje com 69 anos, guarda lembranças dignas de uma devota que conheceu seu Deus. “Perto dele você não sentia o chão. Me segurava em cada palavra que ele dizia.” Uma carta em especial tocou fundo Francisca. Na mensagem de número sete, o filho repetiu uma expressão comum apenas entre eles. “Esticar minhas andanças” era o que Eduardo dizia quando queria um complemento da semanada dada pelo pai para que pudesse passear mais com os amigos nos finais de semana. “Nem o pai sabia disso, só eu e ele”, diz, emocionada. “Ainda sinto o cheiro do perfume dele pela casa”, lembra.

     As cartas que Chico psicografou a familiares durante sua trajetória mediúnica, iniciada em 1927, aos 17 anos, são um dos legados mais marcantes do maior líder espírita da história do Brasil. Por meio delas, pessoas já falecidas teriam estabelecido contato com aquelas que, aqui, morriam de saudade. Em 2 de abril se encerram as comemorações do centenário de nascimento do médium mineiro. Um dia antes, entra em cartaz “As Mães de Chico Xavier”, dos diretores Glauber Filho e Halder Gomes, que retrata o sofrimento de duas mães que perderam seus filhos e de uma que, ainda grávida, tem o pai de sua filha morto em um assalto. Mais do que esses relatos inspirados em histórias reais e no livro “Por Trás do Véu de Ísis” (Ed. Planeta), de Marcel Souto Maior, o filme é feliz ao retratar como as mulheres passam a reagir melhor às perdas e, desse modo, a levar uma vida mais normal, depois que recebem, por meio do médium, mensagens vindas do plano espiritual (leia texto sobre o filme na pág. 75).



    
“Meu desafio é não morrer de tristeza“


     Quem vê a professora aposentada Célia Diniz, 60 anos, falar e agitar-se sem esconder o sorriso ou deixar o cansaço dar as caras não imagina a quantidade de reveses que ela encarou. Casada há 35 anos, Célia foi mãe, nessa ordem, de Agnaldo, Mariana e Rangel em um intervalo de três anos, entre os 27 e os 30 anos. Em 1983, presenciou a morte do caçula, então com três anos. Há cinco, enterrou a única filha, aos 27. Rangel sucumbiu depois de cair da bicicleta e bater a cabeça. Mariana, de dengue hemorrágica. Os pais de Célia, Lico e Lia, foram amigos de Chico Xavier e presidiram o Centro Espírita Luiz Gonzaga, fundado pelo médium em Pedro Leopoldo (MG). Hoje, é a professora aposentada quem ocupa esse posto. Espírita de berço, Célia foi moldada pela doutrina. Mas a dor também machuca as mães espíritas. “Quando chegou a minha vez, lembro de estar passando a mão na testa e no cabelinho de Rangel, já no caixão, e perguntar para a minha mãe como ela tinha dado conta disso oito vezes (a mãe de Célia perdeu oito dos 18 filhos)”, conta ela, que ouviu de Lia que a filha só daria conta se segurasse na mão de Nossa Senhora. “Não foram as palavras da minha mãe que me confortaram, mas a vida dela depois das perdas. Ela era uma mulher feliz, pacificada, carinhosa...”

     É a esperança de um reencontro com os filhos que joga Célia para a frente – Rangel, um ano após falecer, comunicou-se com ela e os familiares em uma carta psicografada por Chico. Ser a melhor pessoa possível para merecer essa bênção a faz dar palestras e ser atuante em casa e no centro Luiz Gonzaga.

     “A maior dor de uma mãe é quando o sofrimento do filho não passa mais com um beijinho. Após a morte de Mariana, meu desafio é não morrer de tristeza.” E Célia demonstra que , com a força da fé, a normalidade e a felicidade pontuam a sua rotina.

     É ponto pacífico entre leigos e especialistas: o luto de uma mãe que perdeu o filho é o mais difícil de ser enfrentado. “É o vínculo mais forte que existe”, afirma Vera Lúcia Dias, mestre em psicologia clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), terapeuta das perdas e do luto, além de autora da tese de mestrado “Mensagens Psicografadas e Luto” (PUC-SP, 2002) e do livro “Quando a Morte nos Visita – Uma Leitura Psicológica dos Processos de Luto e da Busca por Mensagens Psicografadas”, a ser lançado em junho de 2011. Mineira de Uberaba, a psicóloga assistiu durante anos ao fenômeno das mães que buscavam as cartas de Chico Xavier em sua cidade. “As senhoras que ouvi para minha tese diziam que vinham buscar notícias dos filhos”, conta. Em sua pesquisa qualitativa, todas elas foram unânimes em dizer que receber as mensagens trouxe conforto e alívio. “Uma mãe que perde um filho se faz muitas perguntas – onde ele está, se está bem, etc. E as psicografias dão um certo conforto nesse sentido”, afirma.



     Essa atividade consoladora de Chico passou a ser reconhecida nacionalmente quando o médium vivia em Uberaba, para onde se mudou em 1959, aos 49 anos. Foi em 1972, depois de participar do programa de televisão “Pinga Fogo”, que ele assistiu a uma caravana de brasileiros baterem à sua porta à procura da certeza de que pessoas queridas seguiam vivendo após a morte. Psicografar cartas, porém, era uma prática que o acompanhava desde os anos 30, ainda em Pedro Leopoldo. Com 17 anos, o mineiro psicografaria a primeira mensagem, assinada por um espírito amigo. Nesse mesmo dia, receberia uma carta assinada pela própria mãe, Maria de São João de Deus, que havia morrido quando ele tinha 5 anos. Segundo a médica Marlene Nobre, presidente da Associação Médico-Espírita do Brasil (AME-BR), a psicografia de Chico era inconsciente. É como se ele se doasse por inteiro para que o espírito comunicante falasse por si com total individualidade. Coautora com Paulo Rossi Severino e a equipe da AME-SP de “A Vida Triunfa”, que analisa a natureza da mediunidade do mineiro, Marlene explica que Emmanuel, o guia espiritual de Chico, funcionava com uma espécie de filtro e selecionava os espíritos que estivessem preparados para passar uma mensagem positiva. “Ele escolhia aqueles prontos para fazer recomendações, como a de ajudar os mais carentes”, diz. “O espírito do filho trabalharia junto aos pais nessa missão caritativa. Ajudar, portanto, era uma forma também de os pais se aproximarem do filho que partiu.” De fato, no conteúdo das mensagens sempre havia o chamado para que se cuidasse da dor do próximo.

     “O Chico é tudo na minha vida“


     “Desde menina achava que morreria aos 42 anos”, conta Lucy Ianez da Silva, hoje com 80 anos. “Não morri”, diz. “Mas perdi meu filho aos 42.” José Roberto Pereira da Silva, primogênito de Lucy, morreu no dia 8 de junho de 1972, aos 18 anos, em um acidente de trem entre Mogi das Cruzes e São Paulo. O jovem, que morava com a família na capital, escolheu estudar medicina na cidade vizinha justamente pela necessidade da viagem de trem, de que ele tanto gostava. “Desde criança, antes de carrinho e de bola, a preferência do José Roberto era o trem de ferro”, diz Lucy. Quis o destino que ele morresse dentro de um.

     Meses depois do acidente, o pai do garoto, que abandonara o trabalho, ia três vezes por dia ao cemitério, enquanto Lucy tentava se recuperar do irrecuperável na casa da mãe. “Fui criada no seio católico: morreu, purgatório, céu, inferno, essas coisas”, enumera. “Não tinha alento.” No auge de seu desespero, uma amiga a convenceu a ir até Uberaba. Nas duas primeiras visitas não veio nada, mas na terceira tudo mudou. “Mãezinha, o que se perdeu foi o retrato que um dia, em verdade, deveria desaparecer”, dizia José Roberto na primeira carta que mandou, em 29 de setembro de 1973. Outras 20 seguiriam. “Não queira morrer para reencontrar-me porque eu prossigo vivendo. Estamos juntos, só que de outra forma”, reiterou. Lucy voltou a sorrir, continuou retornando a Uberaba por duas décadas atrás de notícias do filho e sempre foi atendida.

     “O Chico é tudo na minha vida”, diz ela. “Nunca vi alguém como ele e nunca verei mais.” A católica Lucy passou a frequentar centros espíritas com afinco e a trabalhar nas obras sociais ligadas à religião, tanto em São Paulo quanto em Minas Gerais. No começo da década de 90, parou de visitar Uberaba.

     “A gente já tinha tanto, não queria pegar o lugar de mães que iam sempre e nunca recebiam nada.” Hoje, a saudade que mareja os olhos azuis de Lucy não é mais só do filho e do marido, que já morreu – ela inclui Chico Xavier.

     Ampliar o conceito de família, passando a cuidar de outros filhos, de pessoas que não eram sangue de seu sangue, é o que une a trajetória das mães que receberam mensagens de seus filhos por meio de cartas psicografadas por Chico Xavier. “Só há uma maneira de sair inteiro de uma tragédia como a nossa: esquecer um pouco de si e tentar fazer a vida ao redor ser um pouco melhor. A energia que recebo das pessoas que ajudo me alimenta”, conta a professora mineira aposentada Célia Diniz, 60 anos, que perdeu dois filhos e cuja história inspirou uma das personagens no filme “As Mães de Chico Xavier” (leia o perfil dela e de outras mães ao longo desta reportagem). Coordenadora do laboratório de estudo sobre o luto da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Maria Helena Franco reconhece o uso das mensagens psicografadas como uma maneira de viver o luto. “Se tem sentido para elas, é digno de estudo para nós”, afirma. Mas a preocupação nunca será a de descobrir se as mensagens são ou não verdadeiras. “O que nos impele a estudar o fenômeno são as motivações das pessoas que vão até os centros espíritas atrás de mensagens psicografadas.”

    
     “O que me ajudou a continuar vivendo foi o Chico“


     Quando Shirley Rodrigues recebeu a notícia de que seu filho, Sidney, havia cometido suicídio enquanto dava plantão no quartel da Aeronáutica no qual servia, em São Paulo, não acreditou. Segundo ela, o menino de 18 anos não teria razões para isso. “Além da dor da morte, fiquei com a dor da dúvida”, lembra ela, na época com 40 anos e hoje com 74. Católica, Shirley resistiu aos primeiros convites de uma amiga para visitar Chico Xavier, mas, no desespero, acabou aceitando. “Lá, descobri que só de estar ao lado dele me sentia viva de novo”, diz ela, que visitou Uberaba seis vezes antes de receber a primeira mensagem de Sidney, 19 meses depois daquela quinta-feira, 2 de dezembro de 1976, quando ele morreu. “Não cometi suicídio”, garantia o texto, que descrevia o tiro que matou Sidney como acidental. A foto do filho, estampada em uma medalha no peito da mãe, se mexe com o soluçar de Shirley, que chora sempre que lê as cartas.

     O garoto disse que lustrava a arma quando ela escapou de sua mão, caiu no chão e disparou. O projétil ricocheteou até acertar a base de seu crânio, do lado esquerdo. No texto ele pedia, ainda, para que os pais assinassem os laudos oficiais, mesmo que apontassem suicídio, e assim encerrassem o assunto. “Feito isso espero retornar-me à tranquilidade de que necessito”, dizia Sid, como era chamado, do além.

     Assim foi feito, em nome da tranquilidade do filho e da família. Mas, apesar de querer acreditar, Shirley ainda tinha dúvidas quanto ao que ouviu de Chico. “Eu pensava que ele dizia essas coisas para me confortar”, conta. A segunda carta, segundo ela, acabou com as dúvidas ao citar o nome de familiares já mortos que estariam guiando Sid no além. “O que me ajudou a continuar vivendo foi o espiritismo e o Chico”, garante Shirley. “Sem isto não teria aguentado.”

     A mãe diz sentir a presença do filho de quando em quando, mas lamenta nunca ter tido a oportunidade de vê-lo, como outras já viram. “Acho que não devo estar pronta”, lamenta.

     Até os anos 90, Chico Xavier demonstrava uma disposição impressionante nas reuniões públicas de psicografia do Grupo Espírita da Prece, que ele fundou em Uberaba. As sessões ocorriam nas noites de sexta-feira e sábado e eram presenciadas por cerca de 500 pessoas – sentadas, debruçadas na janela e em pé ao redor da casa. Os trabalhos tinham início com a leitura de trechos do “Livro dos Espíritos” e do “Evangelho Segundo o Espiritismo”, do criador da doutrina espírita, Allan Kardec. A psicografia começava às 20h e seguia até as 4h. Chico colocava no papel cerca de dez mensagens por dia – algumas de até 70 páginas, segundo Nobre, da AME–BR. “Ele fazia questão de ler carta por carta e entregá-las aos familiares. Ao final da sessão, ainda contava causos, abraçava as pessoas e fazia graça com o próprio sofrimento”, conta o empresário Geraldo Lemos Neto, 49 anos, amigo que auxiliou Chico em suas reuniões entre 1985 e 1991. Segundo Neto, que hoje administra a Casa de Chico, um centro de referência sobre a vida do médium mineiro em Pedro Leopoldo. Todo ano o líder espírita fazia questão de psicografar uma mensagem endereçada às mulheres no Dia das Mães. Sabia que, às mães, reconhecer um filho em suas cartas era acreditar de uma vez por todas que a vida continua, que o amor segue existindo, mas a morte não. Ao proporcionar a elas a alegria de ter o filho de volta pela psicografia, o mineiro injetava poesia no coração das mulheres, tal como seu xará carioca, de sobrenome Buarque.


     “Ele ajudou, mas minha vida perdeu a cor“


     “Não fui atrás de uma mensagem, minha esperança era entrar no centro e reencontrar meu filho”, admite a paulistana Neusa Collis, 69 anos, sobre a motivação da viagem a Uberaba no final de 1984. Em outubro, seu primogênito, Antônio Martinez Collis, então com 24 anos, foi assassinado durante um assalto. Nos meses que se seguiram, ela emagreceu 30 quilos, mal saía do quarto e se recusava a ver a luz do dia. “Eu estava revoltada com Deus”, resume Neusa, que era católica e hoje é espírita.

     No primeiro encontro com Chico Xavier, Neusa não recebeu mensagem do filho. Mas ela insistiu. Lembrava que, uma semana antes de morrer, Antônio havia contado que sentia sua morte se avizinhar. Seria sinal de maturidade espiritual? Talvez. A confirmação viria quatro meses depois, em fevereiro de 1985, quando o filho se comunicou através do médium de Uberaba. “Você é a rosa da minha vida”, leu Chico Xavier, em carta endereçada à Neusa. Naquele momento, a mãe teve certeza de que a mensagem era dele. “Quando ainda era vivo, escolhi uma rosa e disse para mim mesma que ela o representaria”, lembra. Era muito mais prova do que ela precisava para legitimar o contato, que se estendeu por mais alguns recados psicografados por outros médiuns, na época único alento para a dor que sentia.

     Hoje Neusa já não lê mais as cartas do filho – a lembrança machuca mais do que conforta. Sai pouco do apartamento onde vive, a algumas quadras de onde Antônio foi morto, diz ter perdido a vaidade, embora continue uma senhora distinta e cuidada, e não consegue cantar parabéns nem nas festas dos netos.“O espiritismo foi o único lugar onde tive respostas”, afirma. “Ajudou, mas minha vida perdeu a cor”, resigna-se, observando um porta-retratos com a imagem do filho. “Um dia nos reencontraremos”, diz, convicta.


     E fica aqui a convocação de nosso blog http://www.alexscguimaraes.blogspot.com/ para que todos assistam mais este filme! Fiquem todos na paz de Deus e que os Benfeitores Espirituais os iluminem!


    


19 de março de 2011

40 - JAPÃO em REGENERAÇÃO

     Estamos ouvindo nesta semana diversas histórias, até de que o número 11 (em catástrofes) dá azar eu ouvi estes dias (11 de setembro - Torre Gêmeas / 11 de janeiro - Terremoto no Haiti / 11 de março - Tsunami no Japão) e por aí vão as histórias...

     A verdade é que tudo está nos planos de Deus, por mais desastrosos que pensamos ser.

     Li algo interessante em um informativo não-espirita, que achei muito interessante e gostaria de postar aqui, a fonte é o Boletim Quinzenal de Autoconhecimento, Ano 12, Edição 481, do Clube STUM (Somos Todos Um)

     JAPÃO - UMA NAÇÃO EM REGENERAÇÃO

     É impossível deixar de escrever sobre a enorme tragédia que está acontecendo no Japão, este país de tradição e cultura milenares, com seu povo ordeiro, respeitoso, educado, obcecado pelo trabalho, pela produtividade, pela qualidade, exemplo para o mundo todo de prosperidade a partir do trabalho, da transformação inteligente de matérias-primas importadas. Terra de templos magníficos, de paisagens estonteantes, dos trens de alta velocidade, da tecnologia de ponta, com governo sério, baixos níveis de corrupção e criminalidade...

     Daqui somente podemos nos solidarizar, irmanar e rezar, enviar Luz e energias positivas. É doloroso ver na TV pessoas com crianças no colo em pé, ao relento, sem água, energia elétrica, com temperaturas próximas do zero. Talvez nem todos saibam que a imigração nipônica, em nosso acolhedor país, conta com um milhão e meio de descendentes totalmente integrados na vida do Brasil, em absoluto, a maior colônia do Sol Levante ao redor do planeta.

     No entanto, sabemos que nada acontece por acaso, que a Mente Universal é perfeita, que aplica com justiça implacável a lei do carma, talvez até do carma coletivo... Sabemos que a Natureza engloba os quatro reinos e dispõe de incrível poder, manifestado pelos quatro elementos, que puseram sua fúria imensa em ação, fornecendo aos que se acham todo-poderosos, como se ainda fosse necessário, mais um aviso; neste ponto, quase um ultimato.

     Estamos no limite.
     A Terra literalmente botou pra quebrar. As imagens mostraram o terremoto, o maremoto, o fogo das explosões das centrais nucleares, com incrível clareza, para o mundo todo. As imagens mostram a fragilidade do ser humano e de suas criações, as mentiras balbuciadas frente aos microfones da TV, por humanos em estados de choque, esperando, torcendo agora que o quarto el emento, o ar, com seus ventos favoráveis, direcione para o mar a morte invisível, as nuvens radioativas que as falhas dos reatores espalharam sobre o nordeste da ilha. Os quatro elementos tinham o objetivo bem definido e o golpearam sem piedade.

     É difícil interpretar a mensagem?
     Talvez -mesmo após Hiroshima e Nagasaki, duas páginas negras da história da Humanidade-, as empresas locais sedentas de energia elétrica ainda continuem confiando na atualizada tecnologia nuclear, totalmente segura, de acordo com quem constrói as centrais, silenciosamente mortal quando ocorrem falhas.

     Creio poderia tratar-se de algo assim:
     - Chega! Basta. Fora com a energia nuclear.
     - Vamos empregar a energia solar em todas suas formas. (O fogo em ação).
     - Vamos implementar a energia eólica (o vento - ar) em ação.
     - Vamos utilizar as turbinas a vapor movidas à biomassa (a terra) em ação.
     - Vamos aproveitar as energias das ondas e das marés (a águ a em ação).
     E ainda restam as opções de andar mais a pé ou de bicicleta...

     Sei bem que ninguém pode julgar, mas precisamos buscar as causas muito além da aparência do mero acaso; descobrir o porquê de tanta dor e destruição, buscar capitalizar a informação obtida, mudar de rumo, de valores, de hábitos, de conceitos, de sentimentos, de fontes de energia e até de alimentos.

     Talvez a sociedade japonesa tenha esquecido um pouco de seus valores essenciais, tenha se endurecido, ficando egoísta demais, separatista demais, esquecendo até dos seus emigrantes e filhos que, deixando o Brasil, indo procurar trabalho na terra de seus avôs, somente conseguem serviços pesados, morando longe e sendo considerados pelos nativos como cidadãos de segunda categoria...

     Pecado contra a Unidade
     Talvez as pessoas tenham se tornado materialistas demais, vivendo uma vida superficial, vazia, correndo desesperadamente atrás de maya --a ilusão-- esquecendo-se da tr ansitoriedade da passagem pelo planeta e de que todos têm uma missão a desempenhar, única e especial.

     Ou ainda se esqueçam da exclusão, da desigualdade das classes sociais e dos demais comportamentos e situações -como a de não conseguir entrar na faculdade- que podem criar desespero e depressão, resultando em taxas de suicídio que assustam pela magnitude e regularidade, mantendo-se nos últimos anos por volta de 30.000 casos/ano, próximas da taxa de homicídios do Brasil se compararmos os diferentes números dos habitantes.

     E algo bateu forte quando as imagens mostraram os navios de pesca e uma infinidade de outros barcos em meio aos destroços, a quilômetros da costa, jogados lá como se uma mão gigantesca os tivesse capturado e tirado definitivamente de sua sinistra e sangrenta missão.Mero acaso também? Talvez não tenham percebido o quanto feriram e estão ferindo o mar e suas criaturas, ao caçar sem descanso, do oceano Ártico ao Antártico, as inofensivas e majestos as baleias, alegando necessidade de realizar pesquisa científica sobre esses cetáceos...

     Pecado contra a Natureza
     E os Guias me lembram que ainda há muitos seres vivos, na China e Coréia, os quais testemunharam as atrocidades perpetradas pelas tropas de ocupação japonesas contra a população civil, incluindo crianças.
     E este seria o pecado maior, desta vez contra a Humanidade.

     O ponto é provavelmente o seguinte: quanto maior o drama, o desastre -infelizmente- maior será o aprendizado. O resgate do que foi cometido é líquido e certo. Não tem esquecimento, pois precisamos passar de fase, evoluir, crescer como seres humanos.É a história do plantio. Semeou vento? Irá colher tempestade.
     Semeou amor, voltará bem-aventurança, alegria, felicidade para todos os envolvidos. Terá, então, passado de fase e novos desafios aparecerão para serem superados, sempre usando a mesma mágica vareta: o Amor Incondicional.

     Namastê (O Deus que existe em mim saúda o Deus que habita em Você).

     Sérgio STUM


14 de março de 2011

39 - BIENAL do LIVRO em SJC

     A Prefeitura Municipal de São José dos Campos promove e realiza a Bienal do Livro na nossa cidade. O evento terá lugar no Parque da Cidade (Pavilhão das Gaivotas), de 8 a 17 de Abril próximo.


     A Bienal funcionará das 9:00h até às 22:00h diariamente, sendo que nos fins de Semana, o atendimento começa às 10:00h. A abertura oficial do evento ocorrerá no primeiro dia, às 20:00h.

     O Livro Espírita estará presente neste evento representado pelo Stand da Banca do Livro Espírita Allan Kardec, que ficará próximo à Praça da Alimentação do Pavilhão, em frente ao Espaço de Contação de Estórias Regina Drummond.

     No nosso Stand, o livro terá um desconto variando de 30 a 40% em relação ao respectivo preço nominal. Teremos as Obras Básicas, os Clássicos e vários lançamentos no nosso Stand. O resultado do evento será revertido integralmente na realização da FLE, que comemora 40 anos em São José dos Campos.

     A Equipe que executa este trabalho pelo Livro Espírita é a mesma que promove a Feira do Livro Espírita (FLE) no final de Agosto na Praça Cônego Lima. A atividade ocorrerá nos mesmos moldes que realizamos a FLE. Isto significa que é o Movimento Espírita Unificado que realiza o evento, contando com trabalho de voluntários, que somos todos nós.

     Participe no trabalho de organização e no Voluntariado. Se você quiser nos ajudar no atendimento ao Público no Stand, contate uma das seguintes pessoas: Cioni, do Divino Mestre (cionieckert@yahoo.com, 3913-1510 ou 8138-1077); Clóvis, do Jesus de Mazaré (clovis.mesantot@gmail.com ou (012) 9619-9883); Regina (mregina_gomes@hotmail.com, (012) 9177-6923 ou 3942-3525).
     Sua ajuda é fundamental também na divulgação do evento. Esperamos você lá!


     Equipe FLE

4 de março de 2011

38 - O CARNAVAL por Emmanuel

     SOBRE O CARNAVAL

EMMANUEL


      Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer a apologia da loucura generalizada que adormece as consciências, nas festas carnavalescas.

     É lamentável que, na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhe as belezas e os objetivos sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre as sociedades que se pavoneiam com o título de civilização.

     Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidos pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos, prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer.

     Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças da treva nos corações e, às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.

     Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidade e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se intensifiquem o olvido de obrigações sagradas por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos deveres sociais e divinos.

     Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes festejos, na assistência social aos necessitados de um pão e de um carinho.

     Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras.

     Por que protelar essa ação necessária das forças conjuntas dos que se preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a esperança dos que choram e sofrem?

     Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes objetivos de nossas despretenciosas opiniões, colaborando conosco, dentro das suas possibilidades, para que possamos reconstruir e reedificar os costumes para o bem de todas as almas.

     É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas, enquanto houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza, ela só poderá fornecer com isso um eloqüente atestado de sua miséria moral.

     Emmanuel


     Psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier em Julho de 1939.


     (Encartado também na Revista Internacional de Espiritismo, Exemplar de Janeiro de 2001 páginas 565 e 566 - Editoras O Clarim)

2 de março de 2011

37 - ESPIRITISMO na Sapucaí

Barracão da Viradouro
     VIRADOURO VAI LEVAR O ESPIRITISMO À SAPUCAÍ, COM CARRO SOBRE CHICO XAVIER


     Fugir do convencional para voltar ao Grupo Especial. Essa é a estratégia da Unidos do Viradouro para este carnaval, de acordo com o carnavalesco Jack Vasconcelos. E dentro dessa proposta, uma das apostas da vermelha e branca é um setor inteiro, no fim do desfile, dedicado ao espiritismo. No enredo "Quem sou eu sem você", Jack fará, no último carro, uma homenagem a Chico Xavier. O médium será representado por uma escultura em que aparecerá psicografando, cercada por 60 componentes, alguns deles espíritas, que farão uma performance de mediunidade.


     - Nosso enredo é sobre a comunicação usada para unir as pessoas. No último setor, vamos mostrar o contato entre os diferentes planos, com o além. De forma carnavalesca, mas com muita responsabilidade. Tenho certeza de que será um momento emocionante - diz Jack, filho de mãe espírita.

     Em termos plásticos, o setor será todo inspirado na estética do filme "Nosso Lar", de Wagner de Assis, baseado na obra de Chico Xavier. A última alegoria, inclusive, terá uma espécie de pirâmide, reproduzindo o Ministério da Comunicação do filme. O ator Renato Prieto, protagonista da produção, também participará do desfile. É ele que faz a ponte entre a agremiação e a Federação Espírita, para evitar que qualquer preceito do espiritismo seja desrespeitado na apresentação da vermelha e branca.

     Fonte: http://oglobo.globo.com/carnaval2011/rio/mat/2011/02/15/viradouro-vai-levar-espiritismo-sapucai-com-carro-sobre-chico-xavier-923812140.asp




     INFORMAÇÃO DA FEB REFERENTE ESSA NOTÍCIA PUBLICADA NO JORNAL O GLOBO


     A FEB NÃO PARTICIPOU DE PRÉVIO ENTENDIMENTO COM ESCOLA DE SAMBA

     NOTA DE ESCLARECIMENTO Tendo em vista inúmeras manifestações recebidas relacionadas com o anúncio de homenagens que se pretende prestar ao Espiritismo e a Chico Xavier no carnaval carioca, que enfoca a importância da comunicação dos homens com o mundo espiritual, a Federação Espírita Brasileira - FEB informa que tomou conhecimento desse assunto quando da sua publicação, não sendo correta a interpretação de que tenha participado de prévio entendimento.A FEB esclarece, também, que continua empenhada em promover a difusão da Doutrina Espírita, nos moldes e na forma compatível com os seus princípios doutrinários, com seriedade, dignidade e elevação espiritual.A FEB esclarece, finalmente, que respeita o direito de todos os que, no uso de sua liberdade de ação, agem no mesmo sentido de colocar a mensagem consoladora e esclarecedora dos ensinos espíritas ao alcance e a serviço de todas as pessoas, onde elas se encontrem, orientando, todavia, para que esse trabalho seja sempre feito preservando os seus valores éticos e doutrinários.

Brasília, 18 de fevereiro de 2011.

Assessoria de Comunicação da FEB


O CARNAVAL NA VISÃO ESPÍRITA

     O que postamos aqui tem base em textos da Revista Espírita e do livro "Mediunidade na Mocidade", de Carlos A. Baccelli. (ver também em http://www.grupoallankardec.blogspot.com/)



     O Carnaval, conforme os conceitos de Bezerra de Menezes é festa que ainda guarda vestígios da barbárie e do primitivismo que ainda reina entre os encarnados, marcado pelas paixões do prazer violento. Como nosso imperativo maior é a Lei de Evolução, um dia tudo isso, todas essas manifestações ruidosas que marcam nosso estágio de inferioridade desaparecerão da Terra. Em seu lugar, então, predominarão a alegria pura, a jovialidade, a satisfação, o júbilo real, com o homem despertando para a beleza e a arte, sem agressão nem promiscuidade. A folia em que pontifica o Rei Momo já foi um dia a comemoração dos povos guerreiros, festejando vitórias; foi reverência coletiva ao deus Dionísio, na Grécia clássica, quando a festa se chamava bacanalia; na velha Roma dos césares, fortemente marcada pelo aspecto pagão, chamou-se saturnalia e nessas ocasiões se imolava uma vítima humana.

     Na Idade Média, entretanto, é que a festividade adquiriu o conceito que hoje apresenta, o de uma vez por ano é lícito enlouquecer, em homenagem aos falsos deuses do vinho, das orgias, dos desvarios e dos excessos, em suma.

     A letra da música de Caetano Veloso diz: “atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu”, mas para os espíritas a letra deveria ser modificada para: “atrás do trio elétrico também vai quem já morreu”, porque o Espiritismo nos esclarece que estamos o tempo todo em companhia de uma inumerável legião de seres invisíveis, recebendo deles boas e más influências a depender da faixa de sintonia em que nos encontremos.

     Essa massa de espíritos cresce sobremaneira nos dias de realização de festas pagãs, como é o Carnaval. Nessas ocasiões, como grande parte das pessoas se dá aos exageros de toda sorte, as influências nefastas se intensificam e muitos dos encarnados se deixam dominar por espíritos maléficos, ocasionando os tristes casos de violência criminosa, como os homicídios e suicídios, drogas lícitas e ilícitas, além dos desvarios sexuais que levam à paternidade e maternidade irresponsáveis, doenças, abortos, etc.

     Isso acontece tanto com aqueles que se afinizam com os seres perturbadores, adotando comportamento vicioso, quanto com criaturas cujas atitudes as identificam como pessoas respeitáveis, embora sujeitas às tentações que os prazeres mundanos representam, por também acreditarem que seja lícito enlouquecer uma vez por ano.

     Mas, do mesmo modo como somos facilmente dominados pelos maus espíritos, quando sintonizamos na mesma freqüência de pensamento, também obtemos pelo mesmo processo, a ajuda dos bons, aqueles que agem a nosso favor em nome de Jesus. Basta, para tanto, estarmos predispostos a suas orientações, atentos ao aviso de “orar e vigiar” que o Cristo nos deu há dois mil anos, através do cultivo de atitudes salutares, como a prece e a praticada caridade desinteressada.

     Como disse Carlos Baccelli: “Advertiu-nos o apóstolo Paulo: "Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém". O mal não está tanto na coisa em si; está em como nos conduzimos dentro dela. O carnaval não seria o que é, se não fôssemos o que somos. É natural a presença do jovem espírita em festas e boates; no entanto, ao adentrar uma casa de diversão, ele não pode deixar lá fora a sua condição religiosa, como se tal condição lhe fosse uma capa da qual ele pudesse despir-se à vontade.”

     Então, podemos concluir que, seria bom evitarmos, mas se não for possível, podemos nos divertir, mas nos comportemos como cristãos seja lá onde estivermos. ORAÇÃO e VIGILANCIA é a recomendação sempre atual.

26 de fevereiro de 2011

36 - Carnaval SOLIDÁRIO

     Recebemos um e-mail de nosso grande amigo Nill e resolvemos postá-lo aqui para divulgar esta iniciativa em conjunto com o Programa Mesa Farta, que sabemos por experiência própria desse trabalho maravilhoso da Casa de Oração Missionários da Luz. Que os Benfeitores Espirituais possam amparar e iluminar todos os nossos amigos e membros deste projeto!

     Olá caro amigo!

     Somos voluntários do programa social Mesa Farta, da Casa de Oração Missionários da Luz.

     O Programa Mesa Farta atende à 18 famílias na cidade de Jacareí, através de complementação alimentar, com o oferecimento de Cestas Básicas mensais.

     Proporciona ainda, atividades diversificadas com as crianças e café da manhã na entrega das Cestas, para famílias que estão situação de vulnerabilidade social.

     Além disso, são promovidos eventos sociais de integração das famílias atendidas e comemoradas datas festivas anuais com as crianças.

     Olhaí pessoal, vamos aproveitar esta oportunidade para ajudar a quem precisa e encontrar os amigos numa festa bem brasileira.

     Participe, é por uma boa causa.

     Abraços

     Ladenir "Nill" Silva



     Postos de Troca

     Padaria Flor da Bela Vista: R. Cap. Roberto F. Maldos, 409 - Bela Vista - Tel.: 3308-8670 SJCampos


     Nill.Ars: R. Cruzália, 111 - Jd. Satélite - Tel.: 3931-5288 - SJCampos


     Tony & Ana: R. Epitácio Pessoa, 126 - Jd. Jacinto - Tel.: 3351-0450 - Jacareí

25 de fevereiro de 2011

35 - ORAÇÃO NOSSA

     Uma das orações mais lindas que conheço é a tão conhecida "Oração Nossa", de Emmanuel, psicografada por Francisco Cândido Xavier e que é facilmente encontrada com lindas imagens no youtube.
     Gostaria de desfrutar desta belíssima mensagem que não convem nem mais comentar sobre ela, basta apenas lê-la e refletir.

ORAÇÃO NOSSA

Senhor, ensina-nos: a orar sem esquecer o trabalho;


a dar sem olhar a quem;

a servir sem perguntar até quando;

a sofrer sem magoar seja a quem for;

a progredir sem perder a simplicidade;

a semear o bem sem pensar nos resultados;

a desculpar sem condições;

a marchar para frente sem contar os obstáculos;

a ver sem malícia;

a escutar sem corromper os assuntos;

a falar sem ferir;

a compreender o próximo sem exigir entendimento;

a respeitar os semelhantes, sem reclamar consideração;

a dar o melhor de nós, além da execução do próprio dever, sem cobrar taxa de reconhecimento.

Senhor, fortalece em nós a paciência para com as dificuldades dos outros, assim como precisamos da paciência dos outros para com as nossas próprias dificuldades.

Ajuda-nos para que a ninguém façamos aquilo que não desejamos para nós.

Auxilia-nos, sobretudo, a reconhecer que a nossa felicidade mais alta será invariavelmente, aquela de cumprir-te os desígnios onde e como queiras, hoje agora e sempre.

Emmanuel

17 de fevereiro de 2011

34 - CURSOS ESPIRITAS on line

     Hoje a postagem é sobre um curso que fizemos á distância e indicamos á quem estiver interessado, pois realmente é muito bom, aprende-se muitas coisas sobre o Espiritismo em geral, com videos, áudios, apostila e além de tudo isto, recebe-se um certificado de conclusão no final do curso.


     Sejam bem vindos ao e-Espiritismo.
     Acessem o canal pelo site http://www.youtube.com/user/canalespiritismo#p/u e assista alguns dos 10 videos disponíveis sobre os cursos. E para se inscrever é só entrar no site www.e-espiritismo.org
     Este é o seu passaporte para o aprendizado dos ensinamentos espíritas.

     Allan Kardec ensinou que o Espiritismo é ao mesmo tempo uma ciência, uma filosofia e também uma religião responde perguntas como: Quem sou eu? De onde eu vim? Por que estou aqui? e Para onde eu vou?


      Como ciência, o espiritismo estuda a origem, a natureza e o destino dos espíritos e suas relações com o mundo corporal.

     O e-Espiritismo é sua oportunidade de aprender sobre esta ciência.
     O e-Espiritismo é uma ferramenta online que promove o estudo e a prática do espiritismo, contribuindo com a preparação de quem pratica o espiritismo.
     Aqui você encontrará materiais educacionais que contemplam uma diversidade de cursos, desde os ensinamentos básicos do espiritismo à cursos avançados, clubes do livro, preparação de educadores para crianças e jovens e muito mais.
     Qualquer pessoas pode fazer os cursos do e-Espiritismo, mas como todo programa educacional sério, é necessário que se faça o registro no site, provomendo uma das mais importantes lei para vida e a prática espírita: A Disciplina.
      Cada curso contém material educacional, questões para verificação de aprendizagem, vídeos, powerpoints e muitos mais.
     Cada estudante terá por perto um facilitador, que estará disponível para ajudá-lo com qualquer questão.
     Para acesso completo aos cursos, você precisa criar uma nova conta neste site, isto é muito simples.
     Cada curso necessitará que você insira uma "chave" para liberação do seu conteúdo, que será inserida apenas no seu primeiro acessso.
     Por favor, faça o login, e siga os passos necessários.
     O trabalho ofereceido pelo e-Espiritismo pode ser acessado de qualquer lugar do mundo, você pode aprender no momento que quiser, você encontrará uma variedade de recursos multimedia e também receberá assistência de nossos facilitadores.
     Os questionários que você responder serão imediatamente corrigidos, sua base de conhecimento será construída por dinâmicas educacionais, você terá acesso à uma rede de ferramentas, e você terá acesso a tudo isso de graça, e terá ferramentas para uma vida melhor.
     Esperamos que você aproveite e compartilhe esta experiência com outras pessoas.

     Espíritas!
     Amai-vos uns aos outros, esta é a primeira lição.
     Instruí-vos, esta é a segunda.
     Espírito de Verdade

2 de fevereiro de 2011

33 - EXEMPLO de VIDA

     Esta imagem ao lado é da coluna "Vale Espírita", do Jornal Agora Vale, de Taubaté-SP.

     Achei interessantíssimo o que o colunista Camões Filho (por sinal, católico) escreveu ontem e resolvi postar aqui para todos poderem ler, tanto seus comentários quanto a linda poesia do próprio Chico Xavier no final da feliz coluna.

 
      Chico Xavier, uma lição de vida


     Chico Xavier foi uma pessoa tão boa, tão maravilhosa, que mesmo já tendo assistido o filme e lido o livro de sua vida, venho me emocionando com sua apresentação agora pela TV Globo, em capítulos. Não tem como não se comover com sua bondade, sua história de vida. A cena em que ele e o padre de sua cidade conversam no interior da igreja, Chico confessa sua inclinação pelo espiritismo e pede a bênção ao padre e este, atendendo seu pedido revela que naquele instante eles estavam se vendo e se falando pela última vez em suas vidas, é comovente. Leva às lágrimas.

     Sou católico. Nasci nessa religião e dela nunca saí. Mas tenho uma profunda admiração pelo espiritismo. Tanto que há mais de dez anos assino como jornalista responsável o jornal “Folha Espírita”, editada pelo meu primo Jair do Couto. Aliás, um espírita convicto que, ao lado de sua esposa e filhos tem uma missão maravilhosa, um trabalho social fantástico em prol dos mais necessitados. O que é a tônica do espiritismo de modo geral, ajudar o próximo.

     Compartilho hoje, em homenagem a Chico Xavier um texto de sua autoria, que bem sintetiza a beleza e a pureza do pensar e agir desse homem, que foi merecidamente eleito como símbolo do século 20.

     Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO, mesmo sabendo que as rosas não falam...


     Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro que nos espera pode não ser tão alegre...


     Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, dolorosa...


     Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS, mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas...


     Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda...


     Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia...


     Que eu não perca A VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim...


     Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão os meus olhos...


     Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda são dois adversários extremamente perigosos...


     Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...


     Que eu não perca o sentimento de JUSTIÇA, mesmo sabendo que o prejudicado possa ser eu...


     Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo que um dia os meus braços estarão fracos...


     Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VIVER, mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...


     Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia...


     Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...


     Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo sabendo que o mundo é pequeno...


     E, acima de tudo... que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!


     Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois,


     A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS E CONCRETIZADA NO AMOR.

     Camões Filho, jornalista, escritor e pedagogo, é membro titular da Academia Taubateana de Letras.

     E-mail camoesfilho@bol.com.br

26 de janeiro de 2011

32 - CRIANÇAS prodígio

     Continuando o assunto da última postagem sobre Reencarnação, hoje iremos ver oque vem confirmar a reencarnação, que são as provas cientifícas, essas principais evidências estão presentes no que conhecemos como "gênios precoces", muitas delas podemos acompanhar em programa de televisão, no youtube, em nosso própria lar, etc.

     Gênios Precoces são crianças prodígios, que desde a mais tenra idade mostram possuir conhecimentos de tal ordem à respeito de temas os mais diversos que seria impossível explicá-los sem a certeza de que viveram antes.

     Kardec, examinando a questão pergunta aos benfeitores como entender este fenômeno [LE - qst 219] e eles dizem:

     “Lembrança do passado, recordação anterior da alma.”

    
Recordação Espontânea de Vidas Passadas

     Caracteriza-se pelo fato de pessoas, especialmente crianças passarem a se recordar espontaneamente de vidas anteriores.

     Regressão de Memória a Vidas Anteriores

     Inúmeros casos têm surgido de pessoas que passam a relatar vivências anteriores durante o fenômeno, hoje relativamente comum, de regressão de memória.

     No final do século passado, o pesquisador francês Alberto Rochas, realizando experiências com regressão de memória conseguiu levar uma das suas pacientes a uma existência precedente. A partir daí vários outros cientistas, em diversas partes do mundo, começaram a desenvolver essas técnicas, conseguindo anotar milhares de referências concordantes com o princípio da Palingênese.

     Recentemente, este processo foi desenvolvido com fins terapêuticos, onde psiquiatras espiritualistas se utilizam de técnicas apropriadas para, através da regressão de memória, dissolverem condições neuróticas de pacientes psiquiátricos. Esses processo, ainda no campo experimental, portanto não aceito pela Ciência Oficial, recebeu o nome de T.V.P. (Terapia de Vidas Passadas).

Objetivos da Reencarnação

     Ensina-nos Allan Kardec [LE - qst 330] que a reencarnação está para os Espíritos, assim como a morte está para os encarnados: é um processo inelutável, tão certo quanto o desencarne o é para os homens.


     A encarnação é uma necessidade evolutiva, porque somente ao contato com a matéria física consegue o Espírito certos elementos necessários ao seu progresso.

     A luta pela sobrevivência, o período de infância, o esquecimento do passado são condições exclusivas da vida na Terra e essenciais à aquisição de certos valores.

     O Espírito São Luís, examinando o tema diz:

     “A passagem dos Espíritos pela vida corpórea é necessária, para que eles possam realizar, com a ajuda do elemento material, os propósitos cuja execução Deus lhe confiou. É ainda necessária por eles mesmo, pois a atividade que então se vêem obrigados a desempenhar ajuda-os a desenvolver a inteligência. Deus, sendo soberanamente justo, deve aquinhoar eqüitativamente a todos os seus filhos É por isso que Ele concede a todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mesmas obrigações a cumprir e a mesma liberdade de ação.” [ESE - cap. IV]

     Kardec completa o tema:

     “A obrigação que tem o Espírito encarnado de prover ao alimento do corpo, à sua segurança, ao seu bem estar, o força a empregar suas faculdades em investigações, a exercitá-las e desenvolvê-las. Útil, portanto, ao seu adiantamento é a sua união com a matéria. Daí se constituir uma necessidade a encarnação. Além disso, pelo trabalho inteligente que ele executa em seu proveito, sobre a matéria, auxilia a transformação e progresso material do globo que lhe serve de habitação. É assim que, progredindo, colabora na obra do Criador, da qual se torna fator inconsciente.” [Gên]

     Estes objetivos reencarnatórios são sistematizados didaticamente por Allan Kardec em três tipos: expiação, prova e missão [LE - qst 872].

21 de janeiro de 2011

31 - A REENCARNAÇÃO

Reencarnação é Bondade e Justiça
     Com base na Apostila do Curso de Espiritismo do IDE-JF e FEB, copiei hoje aqui algo que achei muito importante sobre o tema "Reencarnação", vejamos:

     A reencarnação se baseia nos princípios da misericórdia e da justiça de Deus.


     Na misericórdia divina, porque, assim como o bom pai deixa sempre a porta aberta a seus filhos faltosos, facultando-lhes a reabilitação, também Deus - através das vidas sucessivas - dá oportunidade para que os homens passam corrigir-se, evoluir e merecer o pleno gozo de uma felicidade duradoura. Emmanuel chega a dizer que “a reencarnação é quase o perdão de Deus.”

     Na lei de justiça, pois os erros cometidos e os males infligidos ao próximo devem ser reparados durante novas existências, a fim de que, experimentando os mesmos sofrimentos, os homens possam resgatar seus débitos, passando a conquistar o direito de serem felizes.

     A unicidade das existências é injusta e ilógica, pois não atende às sábias leis do progresso espiritual.

     É injusta, porque grande parte dos erros humanos é resultante da ignorância e, numa só vida, não nos é possível o resgate de nossos erros, principalmente quando o arrependimento nos sobrevém quase ao findar da existência. É preciso que se dê oportunidades ao arrependido para que ele comprove sua sinceridade através das necessárias reparações.

     É ilógica, porque não pode explicar as gritantes diferenças de aptidões das criaturas desde sua infância; as idéias inatas, independentemente da educação recebida, que existem nuns e não aparecem em outros; os instintos precoces, bons ou maus, não obstante a natureza do meio onde nasceram.

     As reencarnações representam para as criaturas imperfeitas valiosas oportunidades de resgate e de progresso espiritual.

     Só a pluralidade das existências pode explicar a diversidade dos caracteres, a variedade das aptidões, a desproporção das qualidades morais, enfim, todas as desigualdades que ferem a nossa vista.

     Fora dessa lei, indagar-se-ia inutilmente porque certos homens possuem talento, sentimentos nobres, aspirações elevadas, enquanto muitos outros só tiveram em partilha tolices, paixões e instintos grosseiros.

     A influência dos meios, a hereditariedade, as diferenças de educação não bastam para explicar essas anomalias. Vemos os membros de uma mesma família, semelhantes pela carne e pelo sangue, educados nos mesmos princípios, diferençarem-se em bastantes pontos; personagens célebres têm descendido de pais obscuros e destituídos de valor mora.

     Os que defendem a unicidade das existências afirmam que isto se deve ao acaso ou constitui-se um mistério divino. Mas quando passamos a admitir a idéia de que já vivemos muitas vezes e voltaremos a viver outras tantas, tudo se esclarece, tudo se torna compreensível e Deus, Justo, Bom e Caridoso cresce diante do homem.
 
    

     A REENCARNAÇÃO NOS EVANGELHOS
     Em várias passagens dos Evangelhos aparece claramente a idéia da reencarnação, mas Allan Kardec examina três, que ele considerava como as mais importantes:

     1ª) “Após a transfiguração, seus discípulos então o interrogaram desta forma: Porque dizem os escribas ser preciso que antes volte Elias? - Jesus lhes respondeu: É verdade que Elias há de vir e restabelecer todas as coisas, mas eu vos declaro que Elias já veio e eles não o conheceram e o trataram como lhes aprouve. Então, seus discípulos compreenderam que fora de João Batista que ele falara.” [Mateus-XVII:10-13] [Marcos-IX:11- 13]

A consideração de que João Batista era Elias está presente várias vezes no Evangelho, reforçando a idéia de que muitos judeus tinham simpatia pela Teoria Palingenésica. Se fosse errôneo este pensamento, certamente Jesus o teria combatido, como fez em relação a vários outros.

2º) ”Ao passar, viu Jesus um homem que era cego desde que nascera; - e seus discípulos e fizeram esta pergunta: Mestre, foi pecado deste homem, ou dos que o puseram no mundo, que deu causa a que ele nascesse cego? - Jesus lhes respondeu: não é por pecado dele, nem dos que o puseram no mundo; mas para que nele se patenteiam as obras do poder de Deus.” [João-IX:1-34]

A pergunta dos discípulos: “foi algum pecado deste homem que deu causa aquele nascesse cego?” revela que eles tinham a intuição de uma existência anterior, pois, do contrário, ela careceria de sentido, visto que um pecado somente pode ser causa de uma enfermidade de nascença se cometido antes do nascimento, portanto numa existência anterior.

3º) ”Ora, entre os fariseus havia um homem chamado Nicodemos, senador dos Judeus, que veio à noite ter com Jesus e lhe disse: Mestre, sabemos que vieste da parte de Deus para nos instruir como um doutor, porquanto ninguém poderia fazer os milagres que fazes, se Deus não estivesse com ele.


Jesus lhe respondeu: em verdade, em verdade, dito-te: ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo.” [João-III:1-12]

Não há dúvidas de que, sob o nome de ressurreição, o princípio da reencarnação era ponto de uma das crenças dos judeus, ponto que Jesus e os profetas confirmaram de modo e forma. Donde se segue que negar a reencarnação é negar as palavras do Cristo.

7 de janeiro de 2011

30 - Para ONDE vão os POLÍTICOS?

     Ontem no periódico português "Jornal das Caldas", onde inclusive se pode lê-lo on line no site www.jornaldascaldas.com foi publicado em um espaço reservado ao colunista José Lucas, intitulado "Crônicas de Espiritismo", algo que achei muito interessante postar aqui e vale lembrar que por termos copiado a matéria na íntegra, podem ter ocorrido erros gramaticais, devido ao português de Portugal possuir algumas diferenças na escrita com o nosso do Brasil...Boa Leitura:

Imagem postada no Jornal das Caldas
  

     PARA ONDE VÃO OS POLITICOS?


     A conversa seguia animada, em saudável debate de ideias, após mais uma aula do Curso Básico de Espiritismo (gratuito, como qualquer actividade numa associação espírita). Falava-se da Lei de Causa e Efeito, onde cada um de nós, espíritos eternos, colhemos nesta vida e após a morte do corpo de carne, de acordo com aquilo que semearmos no passado e no nosso hoje.


     Já há 2 mil anos atrás Jesus de Nazaré ensinara à humanidade tal Lei, ao referir que “A semeadura é livre mas a colheita é obrigatória”, ensinando-nos que cada um de nós colherá, quer no mundo espiritual, quer em vidas futuras, de acordo com aquilo que tiver semeado no seu passado.


     Na perspectiva da continuidade da vida para além da morte do corpo físico, aliás conforme as evidências científicas de hoje apontam, é justo e lógico que assim seja, pois sendo espíritos eternos, nós somos hoje o que fomos ontem e assim sucessivamente, já que a Natureza não dá saltos evolutivos. A evolução faz-se gradativamente, paulatinamente, daí a necessidade de trabalharmos o nosso mundo íntimo, de modo a que quando a Vida nos chamar para novo plano existencial (o plano espiritual), possamos fazer essa transição o mais serenamente possível, no que concerne ao nosso estado de alma, ao nosso íntimo.

     A meio da conversa, a pergunta estalou: “E os políticos para onde vão no mundo espiritual, aqueles que roubam o povo, que enganam, que recebem reformas chorudas?”

     Rimo-nos pela espontaneidade da pergunta sem maldade, bem como da sua actualidade.
    
     Lembrámo-nos de um facto passado com o Prof. Dr. Raul Teixeira, Físico, professor universitário, espírita, conferencista de alto nível e médium de grande recursos. Certo dia ia efectuar uma conferência numa cidade importante do Brasil, e ao dirigir-se para almoçar num restaurante, com os seus anfitriões, enquanto esperavam que o semáforo abrisse para atravessarem larga avenida, ele via uma mulher andrajosa ali ao lado, no caixote do lixo a procurar comida e a separar o lixo mais limpo do mais sujo. Tal cena causou-lhe tamanha impressão, que perdeu a vontade de almoçar, pese embora a necessidade de o fazer. Enquanto se tentava recompor mentalmente, já no restaurante, pensando naquele ser que nada tinha, e ele ali num restaurante com os seus amigos, apareceu-lhe, através do fenómeno da vidência espiritual, um espírito amigo que o acompanha na sua tarefa doutrinária, que o acalmou, referindo que mesmo que fosse dar comida limpa àquela senhora ela recusaria. E o Espírito, em breves pinceladas contou a história daquela mulher, que nesta vida era a reencarnação de um famoso político brasileiro, ainda hoje muito conceituado, e que por ter prejudicado tanto o povo, tinha reencarnado numa condição miserável, devido ao mecanismo do complexo de culpa que fez, após a morte do corpo de carne, no mundo espiritual (onde não conseguimos esconder nada, nem de nós, nem dos outros), voltando numa condição miserável para aprender a valorizar aquilo que ele tanto desprezara na vida anterior: as dificuldades financeiras do próximo. Curiosamente, o nome desse famoso político estava afixado nesse local, dando nome à avenida, e essa mulher, por um mecanismo de fixação inconsciente, não largava aquele local onde outrora lhe prestaram grandes homenagens. Não era um castigo divino, mas sim uma decorrência da Lei de Causa e Efeito, onde cada um colhe de acordo com os seus actos, pensamentos e sentimentos.

     No mundo espiritual, e em futuras reencarnações, cada um colhe de acordo com o que semeou no seu passado. Assim se justificam as dissemelhanças de sofrimentos morais entre os homens

     Sendo o Espiritismo uma ciência de observação e uma filosofia de consequências morais, cujos princípios têm vindo a ser confirmados por muitos cientistas que se dedicam à pesquisa do Espírito, como seria bem diferente o nosso planeta se todos aqueles que roubam, que enganam, que se aproveitam do poder que têm, que exploram os empregados, se conhecessem a reencarnação (hoje uma evidência científica), a imortalidade do espírito e a comunicabilidade dos espíritos.

     Esse conhecimento dar-lhes-ia um novo rumo existencial, na certeza de que todos os nossos actos se repercutirão inevitavelmente sobre nós, para o bem ou para o mal, conforme a qualidade dos mesmos, nesta vida, no mundo espiritual e em vidas futuras.
     Estudando e pesquisando o Espiritismo, qualquer pessoa pode aferir das mesmas descobertas, demonstrando assim a universalidade dos ensinamentos que os Espíritos deram.
     Tentar escamotear a situação com um simples “eu não acredito nisso”, não vai alterar a responsabilidade que cada um de nós tem sobre os seus pensamentos, sentimentos e atitudes.

     Gostaríamos de poder responder a quem nos questionou, que os políticos e todos os homens de poder no nosso planeta Terra, se sentiriam felizes no mundo espiritual, ao sentirem o seu dever cumprido, em prol do povo que lideraram, com justiça, com lealdade. Mas, infelizmente, essa ainda não é a nossa realidade e também não será, com profunda pena nossa, a realidade futura dos actores políticos que nos governam na Terra, em futuras reencarnações, onde terão de reparar os seus erros e abusos com dolorosas expiações.

José Lucas

Bibliografia: Kardec, Allan – “O Livro dos Espíritos”

1 de janeiro de 2011

29 - Feliz ANO NOVO

      10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1...Feliz Ano Novoooo e lá se vão as mais variadas superstições para que 2011 seja próspero!
      Nesta época ouvimos de tudo sobre o que fazer no reveillón, existem pessoas que acreditam nestas coisas e devemos respeitá-las, apesar de o Espiritismo acreditar que não é isto que fará nosso ano melhor ou pior.

     Eu mesmo era muito supersticioso com o número 29, pelo fato de eu ter nascido neste dia, tudo em minha infância tinha de estar relacionado á este número...Um exemplo era quando criança jogava bingo com minha mãe na Igreja, a cartela tinha de ter o número 29!

     Fui crescendo na fé e com o amadurecimento espiritual fomos desacreditando nestas coisas, mas algo que só lembrei-me em abril deste ano quando minha mãe desencarnou, foi que desde criança eu pensava assim sobre esta superstição com o número : algo irá ocorrer comigo no ano em que eu fizer 29 anos!
     E realmente ocorreu, o que eu menos desejava...Maldição? Superstição? NÃO! Simplesmente era a chegada a hora de nossa mãezinha voltar para o Plano Espiritual.

     Superstições á parte, estamos em nossa 29ª postagem (risos) e queremos agradecer á todos que nos acompanham por este blog, no ar desde setembro, onde tivemos:
    
      * SETEMBRO - 10 Postagens
      * OUTUBRO   - 8 Postagens
      * NOVEMBRO - 6 Postagens
      * DEZEMBRO - 4 Postagens

     Esta é a nossa primeira de 2011 e esperamos contar com vocês, sabemos que é singelo nosso blog, mas preparamos tudo com muito carinho, principalmente os links á direita, para que todos fiquem á par do que ocorre em nossa Doutrina Espirita, buscando noticias, sites, respostas, livros, etc...

     Estamos hoje contando o visitante de número 460, isto indica que mensalmente foram 115 visitantes, uma média de 3 á 4 visitantes por dia, que para nós já é de grande importância, pela pouca divulgação da página e isto muito nos alegra.

     Ficam aqui os nossos votos de que este ano seja abençoado á todos e que possam todos gozar de boa saúde e alegria, firmes na fé e no propósito de evoluir espiritualmente rumo á angelitude, fiquem todos na paz de Deus e que possam ser abrasados por sua Luz!!!

     Alex S. C. Guimarães (e-mail : alexscguimaraes@bol.com.br)