27 de agosto de 2012

104 - ALEX entrevista MARIA GERTRUDES

Ela nasceu em Ituiutaba, Minas Gerais.
É bacharel em Direito desde 1973.
Trabalhou no Banco do Brasil até se aposentar em 1994.
Em 1981 fundou o Centro Espírita Recanto da Paz em Ituiutaba.
Foi amiga e biógrafa de Jerônimo Mendonça Ribeiro.
Com ele, iniciou  a Feira de Livro Espírita de Ituiutaba.
Fundou a Banca do Livro Espírita Allan Kardec.
Fundou a Biblioteca Espírita Chico Xavier, á pedido do próprio Chico.
Começou a psicografar em 1981, orientada por seu guia espiritual Alfredo Júlio Fernandes.
Em 1995 deu-se inicio á sua mediunidade pictográfica (pinturas mediúnicas com os dedos)
Da pintura mediúnica nasceu a Fundação Espírita Jerônimo Mendonça.
Ela viaja pelo Brasil e pelo exterior divulgando seus livros e pinturas.
Já foram mais de 8.000 telas pintadas pelo mundo todo.
Alguns de seus livros são: "Jerônimo Mendonça, Sua Vida e Sua Obra", "Entre a Razão e o Coração", "Cornélius, o centurião que viu Jesus", "Chico Xavier, coração do Brasil", "Alma de minha alma", "Algemas Douradas", "O Enigma", "Foi Assim..." e dentre outros, com inclusive alguns traduzidos para o alemão e o inglês.
 A nossa entrevistada nos recebeu em sua casa e ficamos á conversar até a uma e meia da manhã. E no dia seguinte elas nos apresentou sua fundação que nesta entrevista vocês irão conhecer um pouco dela.


Estamos falando de MARIA GERTRUDES COELHO MALUF.

Gertrudes com Alex na Fundação Esp. Jerônimo Mendonça

ALEX - Oi Maria Gertrudes tudo bem? Como você se iniciou na Doutrina Espírita?

GERTRUDES - Graças a Deus, reencarnei numa família espírita, já, devidamente orientada pelo meu guia espiritual Alfredo Júlio Fernandes, e, desde criança vivenciei a mediunidade através de meus avós paternos.

ALEX - E sua amizade com o Jerônimo Mendonça, como se iniciou?

GERTRUDES - Ele frequentava a casa de meu avô Banico, de minha tia Palmira e, foi Jerônimo que, de muletas, fez a oração no enterro de meu pai. Nesta ocasião eu contava dez anos e ele dezenove, desta feita estávamos sempre nos encontrando nos movimentos espíritas da cidade. Após alguns anos me tornei sua vizinha e passei a colaborar no Centro Espírita Seareiros de Jesus e na sua Gráfica.

ALEX - E como surgiu a Banca do Livro Espírita "Allan Kardec" que funciona desde 1979, foi idéia do Jerônimo?

GERTRUDES - A ideia da Banca do Livro Espírita foi um amadurecimento das conversas que mantínhamos em sua casa, após ter lido um artigo no Anuário Espírita de Araras, do IDE, do amigo Aldo Bianco sobre Feira de Livros. Ambos preocupados com o desenvolvimento da Doutrina Espírita, a importância do Livro Espírita em nossa vida e torná-lo acessível ao público. Jerônimo e eu sempre concordávamos em nossas buscas e opiniões, pois, tínhamos abertura para conversarmos sobre qualquer assunto. Assim, promovemos a Primeira Feira anual do Livro em praça pública, no ano 1978 ,e depois montei a Banca do Livro Espírita Allan Kardec.

ALEX - Três anos depois, em 1981, você fundou o Centro Espírita Recanto da Paz, como foi isso? E como foi o dia de sua inauguração?

GERTRUDES - O Centro Espírita Recanto de Paz foi uma orientação espiritual que recebi através de meu mentor e, também, de uma conversa entre Jerônimo e eu. Era funcionária do Banco do Brasil e havia adquirido um terreno num bairro carente e daí a construção foi um passo, auxiliada por familiares e amigos.

Biblioteca e Livraria Espírita
ALEX - Em 1994 você fundou algo que eu tive a honra de conhecer, apesar de hoje funcionar em outro lugar, que é a Biblioteca Espírita Chico Xavier. Foi o próprio Chico que lhe orientou sobre criar esta maravilha?

GERTRUDES - Com certeza, Chico Xavier é o mentor espiritual de todo o trabalho da divulgação do Livro Espírita, mesmo quando encarnado. Obtivemos notícias que ele, em desdobramento promovia reuniões espirituais e orientava vários grupos de divulgadores. Em 1994 estivemos algumas vezes com Chico Xavier na intimidade de sua casa e ele me passou várias orientações, porque a Livraria e Biblioteca funcionariam nas dependências de minha residência, mas com entrada individual, virada para o outro lado da rua. Ele fez um pequeno esboço sobre o local e se entusiasmou muito com a ideia. Percebíamos a sua grande alegria, quando o assunto era a divulgação.

ALEX - Ainda falando em livros, você tem obras maravilhosas, fale um pouco sobre alguns títulos por favor.

GERTRUDES - Alex, acho difícil falar sobre nossos livros psicografados, mas tenho um carinho especial por Rochester e gosto muito de estar com ele e escrever, o que acontece sempre após as três horas da madrugada. Dentre os livros dele, Alma de minh´alma, que foi produzido em 57 dias, é o que mais me enternece, porque tenho veneração pela Rússia e durante a escrita revivi os campos russos numa emoção indefinível. O livro Cornelius, o centurião que viu Jesus me transportou para a Galiléia ao tempo de Jesus, e deixou em meu coração uma saudade tão grande que me senti arrebatada de nossa Terra. Todos os livros que recebi são dádivas em meu próprio benefício, tornando-me melhor. Os livros de pesquisas como Jerônimo Mendonça, Sua vida e sua obra e Foi Assim... me proporcionaram grandes lições de vida. Sinto-me muito honrada e grata ao Senhor por permitir que eu seja um instrumento de trabalho e que eu possa continuar servindo ao movimento espírita com sensatez e discernimento.

ALEX - Uma curiosidade: Como foi o seu primeiro contato com o Conde de Rochester? E olha aqui minha amiga, diga-me uma coisa, vocês são amigos de outros tempos, não? (risos)

GERTRUDES - Rochester é um espírito polêmico nos meios espíritas. Nosso contato vem de longo tempo, o primeiro livro que dele recebi foi Cornelius, o centurião que viu Jesus. Este livro me deu a abertura para adentrar ao trabalho de psicopictoriografia. Rochester sempre nos acompanhou e nossa história se perde na noite dos milênios. Rochester vem contando em seus livros a saga de uma civilização e alguns personagens são marcantes, como o caso de nosso querido amigo Jerônimo Mendonça que tevê várias encarnações registradas nos personagens de seus romances. Em O Romance de uma Rainha, ele é o personagem Horemseb, em O Enigma, ele é Cambyses, rei persa e assim por diante... Rochester narra a saga de vários espíritos, inclusive sua própria história.

ALEX - Você também é conhecida pela sua mediunidade de psicopictografia. Fale-nos por favor, sobre como iniciou esta sua mediunidade, sobre o Joseph Turner e como fazer se alguém quiser contactá-la, pois você faz apresentações até no exterior...

GERTRUDES - A psicopictoriografia surgiu em nosso destino no final de 1995, e, desde então, já produzimos mais de 8000 telas assinadas por Joseph Turner e sua equipe de pintores. A pintura nos deu condições materiais para a construção da Fundação Espírita Jerônimo Mendonça e a sua manutenção, que, depende totalmente deste trabalho. Estamos sempre viajando pelo Brasil e pelo Exterior, aliás, para todos os lugares que somos convidados. Temos aprendido muito com os pintores e com a organização de Joseph Turner, meu guia de pintura. Com este trabalho erguemos a Fundação Espírita Jerônimo Mendonça, o Teatro Galeria Joseph Turner, a Biblioteca e Livraria Chico Xavier e o Grupo Espírita Alfredo Júlio Fernandes, num dos bairros mais carentes de Ituiutaba, centro espírita que leva o nome de nosso benfeitor espiritual Alfredo Julio Fernandes.


Vista aérea da Fundação

ALEX - Suas pinturas são todas em prol da maravilhosa Fundação Espírita Jerônimo Mendonça. Como ela surgiu? E faça um convite especial aos nossos leitores para conhecê-la.

GERTRUDES - Sim, toda a renda de nosso trabalho em pintura e em livros são doados para as obras que mantemos, Fundação EspíritaJerônimo Mendonça, Centro Espírita Recanto de Paz e Grupo Espírita Alfredo Julio Fernandes.

Ficamos muito felizes com a sua presença e de seu amigo Helder em nossa instituição. Todos que conhecem a obra sabem de seu valor para o desenvolvimento do Espiritismo, através da Educação pela Arte. Jerônimo não conheceu esta obra em vida, mas a acompanhou em espírito e parte do terreno onde a construímos foi doação do próprio Jerônimo, que, guardava o imenso desejo de ajudar os jovens. Chico Xavier disse que Jerônimo é a estrela da Fundação e que precisamos ter uma base de ensino que faça com que o jovem pense em Deus. Achei isto, simplesmente, maravilhoso.

ALEX - Querida Maria Gertrudes, infelizmente vamos ter que encerrar nossa entrevista, mas gostaria que você deixasse uma mensagem para todos. Muito obrigado pela sua atenção e carinho de sempre. Que Jesus continue á lhe abençoar sempre. São suas as considerações finais!

GERTRUDES - Querido Alex, estou muito feliz em responder suas perguntas, mas, gostaríamos de expressar a nossa gratidão por todos aqueles que nos ajudam de uma forma ou de outra. Todos que abriram as portas de suas casas espíritas e de seus corações, tanto no Brasil, quanto no Exterior para realizarmos o trabalho dos espíritos. Nós nada somos sem esse amor imenso que nos envolve e nos fortalece. Precisamos colocar mais amor em nossa vida, em nossas ações, pois Deus tudo nos doa com abundância, tanto que nos enviou o Senhor Jesus para ser nosso guia. Lembrando que a Terra sem Jesus seria um deserto e nossos corações, sem Jesus, terras duras e secas.


PARA SABER UM POUCO MAIS SOBRE ESTA FUNDAÇÃO e ASSISTIR UM VIDEO SOBRE ELA acesse o link
http://alexscguimaraes.blogspot.com.br/2012/08/viagem.html

OU SE PREFERIR, acesse os sites
 www.fejm.com.br e www.mariagertrudes.com.br


7 de agosto de 2012

Viagem á Ituiutaba, terra de Jerônimo Mendonça



Esboço do desenho que fiz para o livro
   Estou organizando uma obra literária sobre Jerônimo Mendonça, cuja conclusão não sei quando se dará, pois é um trabalho minucioso e detalhado, pois pretendo não somente falar sobre sua vida, mas como também sobre seus livros, seus amigos, suas palestras, suas fundações, seus pensamentos, suas encarnações...Ainda este ano publicarei através da Solidum Editora um livro infantil sobre ele, na qual transferi todos os meus direitos autorais aos editores que acreditaram no meu trabalho e que também repassarão uma parte para o Lar Espírita Pouso do Amanhecer, a creche fundada pelo Jerônimo. Eu desejava que este livreto por tratar-se de um alguém que fora cego por 20 anos, fosse editado em Braille, para que as crianças deficientes visuais tivessem acesso á vida de Jerônimo, mas infelizmente não foi possível. E o título que eu dei de “Jerônimo para as Crianças” foi substituído para “Gigante Deitado”, fazendo uma referência ao apelido que ele ganhou ainda em vida e que o fez tornar-se mais conhecido ainda quando nossa amiga Jane Martins Vilela publicou um livro em sua homenagem com o título de “O Gigante Deitado”. Espero ansioso pelo lançamento desta obra infantil, em que na qual eu com minha incompetência, acabei por arriscar alguns traços nas ilustrações dos personagens e das situações nas poucas páginas existentes.

    Mas voltando á falar do outro livro que estou fazendo sobre a biografia de Jerônimo, após conversar com muitos amigos de Jerônimo e percorrer algumas cidades de São Paulo, Paraná e Minas Gerais em busca de informações sobre Jerônimo, agora chegou a vez de ir á sua terra natal: Ituiutaba, Minas Gerais.

   Aqui em São José dos Campos, São Paulo, o Jerônimo se hospedava na casa de minha vizinha Maria Luisa Freire, que com muito carinho cuidava dele e o acompanhava em suas palestras pela região do Vale do Paraíba, Paraná, no interior e capital paulista. E nessas ocasiões estavam também com eles meu amigo Hélder Fernandes Bastos, que aceitou o meu convite de acompanhar-me nesta viagem realizada á Ituiutaba, em 26 de julho de 2012, a fim de concluir as pesquisas para começar á escrever de vez o livro citado acima.

   Na quinta-feira acordei ás 5hs da manhã para trabalhar e assim que cheguei no horário do almoço - após uma manhã toda dirigindo - lá vou eu novamente ao volante, mas desta vez para ir rumo á Minas Gerais.
   Passei na casa de meu companheiro de viagem e “pé na estrada”.
Hotel Zote ao amanhecer
   Nossa primeira parada - depois de já ter escurecido - foi em Uberaba. Deixamos o carro e bagagens no Hotel Zote - famosa hospedagem onde as caravanas do seu Mendonça, que desde o final dos anos 70 saiam com o pessoal de São José dos Campos para ver o Chico em Uberaba, mais precisamente em 1978 – e seguimos á pé até a 'Casa da Prece', onde o Hélder relembrou com saudade de quando eles levavam o Jerônimo para ver o Chico ali. Mostrou-me onde paravam a sua Kombi e onde a cama do Jerônimo ficava próxima da porta, e que carinhosamente Chico saía até lá em direção á ele para saudá-lo.

   Na manhã seguinte, dia 27 de julho bem cedinho partimos para Ituiutaba, passamos por Uberlândia (outro local onde Jerônimo tem grandes amigos até hoje) e chegamos em Ituiutaba. Á primeira vista percebemos que as ruas continuam do mesmo jeito - todas com nomes de números - e foi assim que chegamos até á Chácara das Flores, onde está situada a Fundação Espírita Jerônimo Mendonça, criada por Maria Gertrudes Coelho Maluf, amiga e biógrafa de Jerônimo.
   Ao chegarmos na portaria, liguei pra ela e foi-nos autorizada a entrada no local, onde estava presente apenas o zelador seu José - que irmão carinhoso com a natureza – e ele pacientemente mostrou-nos cada mudinha, cada horta, cada cantinho do local, onde possui até uma mini-cachoeira no riacho que ladeia o extenso terreno. É lindo demais este lugar: muito verde, muitos pássaros, você sente a energia do local, sente a espiritualidade amiga ao seu lado, é um revitalizador de vibração andar por ali.
Foto aérea do terreno onde é a Fundação Jerônimo Mendonça
    Nesta fundação são atendidas diversas crianças e por lá eles tem oficinas de teatro, música, desenho, pintura, informática, esporte...até fraldas eles estão produzindo. Depois de ver quase tudo, ao voltarmos para a portaria da fundação, deparei-me com algo que emocionou-me muito e que não esperava ver ali: a cama ortopédica que Jerônimo usou por 30 anos. Ela está exposta em um recinto fechado que está sendo projetado para ser colocado junto á uma réplica de seu corpo. Ao lado da cama o telefone. Ali será um memorial do Jerônimo, muito lindo!
   Mas as surpresas não pararam por aí! Antes mesmo de sairmos, vi de longe um busto e corri para vê-lo mais de perto, era um de Jerônimo Mendonça e que ao entrar nós não haviamos visto.
Os 2 lados da rua pertencem á FEJM
   Achamos que havia terminado o nosso passeio, mas ao sair pela portaria, do outro lado da rua a fundação continua...Isso mesmo! Ela ocupa os dois lados da rua, você a atravessa e tem ainda uma livraria espírita, com diversas obras á venda e uma biblioteca com o nome de Chico Xavier onde se pode ler e alugar livros de todos os títulos, não somente espíritas. Ali mesmo há uma lanchonete e um teatro lindo ao ar livre que quando o avistei, fui transportado para outras épocas, é impressionante, suas colunas o faz viajar no tempo, é como se você estivesse em um teatro romano, grego...não sei explicar, é só vendo para crer. O médium Carlos Baccelli esteve em sua inauguração e ao chegar no local ele falou para o público presente: “Antes de vir aqui eu havia preparado uma palestra, mas ao ver tudo isso, mudei completamente o que eu iria explanar!”

   Na saída do teatro se vê a portaria do local que ganha o nome do mentor espiritual da médium fundadora Maria Gertrudes, o pintor inglês Joseph Turner.

Túmulo de Jerônimo Mendonça e sua mãe
   Ao sair dali anestesiados pela espiritualidade, seguimos rumo ao Cemitério São José onde foi enterrado o corpo de Jerônimo Mendonça Ribeiro. Passando pelas ruas próximas ficamos á imaginar como fora o enterro dele que acabou sendo chamado de “festa espiritual” de tão lindo que foi. Entramos no cemitério e por não haver ninguém no local para nos informar, começamos á procurar sozinhos, o Hélder e eu procurávamos por um túmulo enfeitado, em forma de pirâmide, já que nos fora informado ser assim e andamos pelo cemitério todo. No local eu encontrei muitos túmulos de amigos do Jerônimo, os reconhecia pelos nomes e fui fotografando para colher posteriormente as datas de seus nascimentos e desencarnes. Até que depois de andar pelo local inteiro, percebemos não encontrarmos o túmulo de nosso amigo. E assim que a secretaria foi aberta, nós perguntamos ao senhor que trabalhava ali e ele todos sorridente pela situação em que nos encontrávamos de estar ali há tempos sem achar o “sarcófago” do Jerônimo – assim brincava o Hélder naquele momento – debaixo de um sol forte e clima seco – há semanas não chovia – o homem deu dois passos e disse “é aqui oh!”. Começamos á rir de nós mesmos, pois ele era o primeiro túmulo, logo na entrada e o mais simples do cemitério, bem apertadinho, ladeado por outros túmulos em todos os cantos, quase que não se chega até ele devido ao aperto. Aquele foi um momento de reflexão para nós, alguém que desejava tumbas e pirâmides para si em outras encarnações, estava ali seu corpo despojado em um pequeno quadrado, com 4 vasos de flores e uma plaquinha envelhecida pelo tempo.

Hélder e Eurídice no portão, ao lado (azul) a gráfica.
   Saímos do cemitério pensativos e fomos procurar um hotel. Ficamos hospedados na rua 36, não tão perto da casa de Jerônimo, mas na mesma direção que ela, nosso quarto ficava na mesma coordenada e para ir até a rua 16, onde ele nasceu e viveu não foi difícil. Ao chegarmos lá, deparamos com o Centro Espírita Seareiros de Jesus aberto, casa esta que fundada por ele em 13 de setembro de 1970, localiza-se em frente sua moradia. Esta sua rua é “iluminada”, a gráfica Cairbar Schutel, também fundada por ele fica de muro com sua casa e o Sanatório Espírita José Dias Machado, que ele tanto colaborou juntamente de seu amigo Tibúrcio, fica na mesma calçada que sua casa, quase em frente á Casa dos Velhinhos, que pertence ao Centro Espírita Adolfo Bezerra de Menezes. Tudo em uma rua só!

   No Seareiros de Jesus estavam sendo doados pães e roupas ao necessitados, o Hélder e eu entramos no local para conhecer e por pouco não nos confundiram com as pessoas que iriam receber as doações, pois ali ninguém nos conhecia e não estávamos muito bem vestidos (risos), saímos do local e preferimos ficar do lado de fora. Assim que saímos vimos uma moça da Casa dos Velhinhos chamar na casa em que Jerônimo morava, Hélder e eu atravessamos a rua e ficamos á esperar quem saísse da casa. Eis que sai uma senhora e Hélder á reconhece: era Eurídice, a irmã de Jerônimo. Nos aproximamos dela e meu amigo pergunta de Josefa, a outra irmã de Jerônimo que conhecia muito bem o Hélder, ela nos conta que ela desencarnou há uns 8 anos e nos detalhou sobre seu desencarne. Assim fomos conversando e o tempo passando, tudo isso por cima do muro (até registrei nas fotos) e eis que do Seareiros saiu uma senhora que antes de entrar em seu carro nos avistou e disse: “Vocês são os amigos de São José dos Campos?”. E atravessando a rua ela nos abraçou. Era Márcia de França Franco, a "Flor morena do Nilo" que Jerônimo tinha tanto apreço, ela mantém a creche Lar Espírita Pouso do Amanhecer, fundado por Jerônimo, até os dias atuais. Foi ela quem convidou-me á visitar a cidade por telefone. Ela precisa ir embora e marcamos um reencontro á noite na Fraternidade Espírita Cristã, na Rua 6, esquina com a Avenida 39.

Eurídice e eu no quarto do Jerônimo (ao fundo os quadros)
   Assim que ela foi embora, Eurídice entrou dentro de sua casa e voltou com a chave do cadeado nos dizendo: “Vocês querem entrar para ver o quarto do Jerônimo?” Era tudo o que eu queria ouvir, em pensamento enquanto conversávamos no portão eu pedia isso á ela (risos). Ao colocar o pé no quintal, eu senti algo muito especial, uma paz diferenciada, era como se estivesse entrando em outra dimensão, um lugar sagrado...antes de chegar na sala, Hélder lembrou com Eurídice do quartinho que existia no fundo onde Jerônimo hospedava os amigos, que tinha pintado na porta uma inscrição com o nome de Ricardo Tadeu.

   E ela nos contou a história deste jovem que se suicidou em São Paulo e que seu irmão fez isso na porta de seu quarto para homenageá-lo, era de praxe ele fazer isso aos desencarnados amigos.
    Adentramos na sala e a primeira coisa que ela nos mostrou foi uma foto de sua mãezinha dona Antonia, parada em frente seu porta-retrato ela nos contou que sua mãe sentia muitas saudades e sofria muito quando ele partia para São José e ficava pro lado de cá uns 4 meses sem voltar para Ituiutaba. Com olhar distante ainda pensando em sua mãe ela se vira e nos mostra um quadro na parede de Jerônimo Mendonça (uma tradicional foto dele em que foi inclusive tirada na casa de Luísa). E eis que ao olharmos para a foto do Jerônimo, Eurídice nos fala para manter fixos a atenção na boca de Jerônimo na fotografia, e nos pergunta: “Ela não está se mexendo?” - E ela fez o gesto abrindo e fechando a boca, mostrando como ela estava enxergando a foto fazer – “Ele sempre fazia assim com a boca!” e devido á sua euforia em enxergar isso na foto, eu concordei, ela ficou muito feliz com aquilo e isso demonstrou para mim que ela sente muita saudade do irmão e que estava feliz com a nossa presença ali, nos mostrava tudo com alegria e ao mesmo tempo, uma saudade contida. Mostrou-nos também um quadro pintado por uma moça em homenagem ao Jerônimo e outras particularidades que não convém relatar aqui no blog. Á seguir nos mostrou a cozinha, conversamos um pouco e entramos em seu quarto. A primeira coisa que eu vi foi algo que por um impulso quase liguei para São José dos Campos e falei “Wanderléia! Você não acredita! Sua foto está aqui até hoje!” Fiquei muito feliz em ver que mesmo depois de quase 23 anos do desencarne de Jerônimo, a foto da Léia ainda está ali, intacta, conservada, juntamente com as de Eurípedes Barsanulfo, Antusa Martins, Jesus, Maria e do dia em que Jerônimo conheceu o Rei Roberto Carlos e sua mãe Lady Laura. Eurídice lembrou com nostalgia de Roberto, do carinho que Jerônimo tinha para com ele e vice-versa. Ela nos contou algumas histórias sobre Jerônimo, sobre o dia de seu desencarne e ainda nos mostrou o seu banheiro que está ali até hoje com a mesma cortininha que serve de porta. Hélder lembrou do banho dado por ele ao Jerônimo ali naquele local e ainda vimos sua estante com os livros, a vitrola que ele gostava de ouvir suas músicas e alguns certificados de cidadão honorário e benemérito.

   Eurídice nos convidou para um cafezinho, mas preferimos partir, pois ela estava com dores e já fazia tempo que estávamos por lá, confesso que fui embora sem querer ir, pois estava muito bom ficar ali, mas precisávamos pensar no bem estar da nossa grande contadora de histórias, que com sua simplicidade, se inibia na presença de câmeras.

Saímos da rua 16 e seguimos até a esquina com a avenida 7, rua esta onde Jerônimo trabalhou em um armazém quando adolescente e por incrível que pareça, vimos um comércio em estilo bem antigo ali aberto. Um pouco mais abaixo chegamos no Grupo Espírita Amor Fraterno, casa esta que foi o primeiro centro espírita em que Jerônimo colocou seus pés. Foi ali que aos 15 anos de idade, após o desencarne de sua avó materna, á convite de Gabriel da Rocha Galdino, morador da também avenida 7, ele começou na Doutrina Espírita. Fizemos uma gravação em frente á casa espírita e fomos pra casa tomar um banho, pois á noite iríamos na Fraternidade Espírita Cristã.

Alex na árvore entrelaçada
   Chegamos um pouco atrasado por nos perdermos pelo caminho, mas conseguimos ainda ouvir a palestra de Maria Gertrudes que falava sobre a aceitação das dores e sofrimentos. E como não podia deixar de ser, ela mencionou o Jerônimo ao final de sua explanação e eis que ao término da mesma, fomos muito bem recepcionados por ela e pelos confrades da região. Antes de terminar Márcia França Franco relembrou que Chico disse certa vez que ali naquele bairro, Natal, iriam decolar e repousar muitos seres de luz...realmente é verdade, por ali viveram os Tibúrcio e por ali está a creche Lar Espírita Pouso do Amanhecer, que ao sairmos dali, foi-nos apresentada pela Gertrudes e pela Márcia. Mesmo sendo de noite elas nos abriram as portas e pudemos ver desde a secretaria até a área externa onde duas árvores mangueiras se entrelaçaram com o tempo, e a creche foi construída em torno delas. Ali ganhamos livros do Jerônimo, da Gertrudes e pudemos colher muitas informações. No dia seguinte pela manhã iríamos retornar ali para tirar fotos e fazer filmagens, pois no escuro estava um pouco difícil.

   Márcia despediu-se de nós e fomos convidados á seguir á Gertrudes até sua casa. Como já se sabe, espírita quando se encontra e senta para conversar, vai longe. E conosco não foi diferente, ficamos em sua cozinha até uma e meia da madrugada (risos).
   Ela nos mostrou os projetos para o memorial de Jerônimo que fará na Fundação em torno de sua cama ortopédica, mostrou-nos centenas de fotos (mais de 200, uma mais rara que a outra), mostrou-nos suas pinturas, seus livros...foi bom demais!

Maria Gertrudes e Hélder Bastos na FEJM
   Pela manhã fomos até o Seareiros de Jesus, o Amor Fraterno e ao Pouso do Amanhecer. Na volta descemos do carro para conhecer á pé todo o centro da cidade, a parte mais moderna e mais movimentada. Depois almoçamos no restaurante que fica bem próximo ao hotel, onde até fizemos amizade com o pessoal. E em seguida ligamos para a Gertrudes, pois ela queria nos mostrar sua biblioteca e livraria. Quando descemos as escadas do hotel, já apressados, fomos surpreendidos pela filha da dona do hotel, que curiosa perguntou-nos o que fazíamos, pois entrávamos e saíamos á todo momento do hotel com laptop em mãos, câmeras, microfone...e falamos sobre a pesquisa que fazíamos em torno do Jerônimo. De imediato ela falou-nos emocionada: “Jerônimo?  Ele era bom demais, fiquei anos sem vê-lo, pois ele não parava em casa e nem aqui na cidade. Meu marido foi muito amigo dele na infância e ocorreu uma história muito linda entre nós, onde ele nos passou uma lição de vida grandiosa...” (mas essa vou contar no livro – risos).  Assim que ela terminou de contar sua história olhamos para o relógio e saímos apressados, pois a Gertrudes nos esperava em sua casa. Ao entrarmos no carro, Hélder disse algo que concordei “É uma maravilha colher depoimentos de pessoas assim, anônimas ao Espiritismo, que tem um sentimento diferente de carinho pelo Jerônimo e que falam de outra maneira.” Realmente isso é verdade e consegui bastante depoimentos assim!

As colunas greco-romanas do Teatro ao Ar Livre
   Fundação Jerônimo Mendonça: Lá estávamos nós novamente, mas desta vez acompanhados por sua fundadora. Notamos a alegria de Gertrudes ao mostrar cada detalhe de sua colônia espiritual na terra. Comentei com ela que sentia sobre nós um local semelhante, uma colônia espiritual cheia de espíritos laboriosos. E ela falou que era justamente isso que ocorria ali, um local igual ao outro. Pois é incrível ver as construções que ela projetou, nota-se ao chegar que foi tudo inspiração de benfeitores amigos, pois é tudo perfeito e cada coisa milimetricamente em seu lugar.

A Livraria com a Biblioteca
   Ela abriu-nos as portas de sua biblioteca e quando entrei lá dentro haviam mais acomodações do que eu imaginava ter, pois do lado de fora dava-se impressão que era grande, mas não tão daquele jeito. Ao fundo havia uma salinha onde ela fazia seus atendimentos espirituais, com uma janela direta para uma vegetação nativa, intacta pelo homem. Ali mesmo um quartinho com suas pinturas e um sofá para os amigos aguardarem. E anexo á biblioteca, está a livraria, onde foi-nos autografados alguns de seus famosos livros. Quando íamos saindo, olhei para as paredes e vi alguns quadros, um chamou-me a atenção: era uma bela donzela e pela sua roupa, a liguei muito pelo gosto de meu amigo Hélder. Ao seu lado outros quadros, mais simples, porém lindos da mesma forma. E eis que Gertrudes diz quando meu pé direito já estava do lado externo da porta “Eu quero dar uma pintura pra você Alex!”. Fiquei muito feliz naquele momento, pois apreciei muito os quadros e não imaginava que receberia tal presente, recusei á primeiro momento, mas ela insistiu que eu escolhesse algum. Olhei para todos e o mais belo que achei foi a da bela donzela, mas pensei “Aquele não, pois tem a ‘cara’ do Hélder” (risos) e então falei para Gertrudes “Você tem um pintor amigo que se chama Alex e que sempre se utiliza de sua mediunidade para realizar este trabalho de psicopictografia...” ela continuou “Sim, na verdade este é um diminutivo de seu nome que ele se utiliza...” e eu finalizei “Pois bem, há algum aqui de sua autoria, pois gostaria de levar um do meu ‘xará’”. E ela apontou-me o único dele que ali havia, estava ao lado do “Bela Donzela”, de Leonardo da Vinci. Subi na cadeira e o peguei, ao descer ela pediu que olhasse em seu verso para ver o nome do quadro e a data em que ele foi pintado. Ao conferirmos, estava escrito 28 de julho de 2010, exatamente dois anos antes, que interessante! E em seguida ela pediu ao Hélder que escolhesse um pra ele também, percebi que meu amigo ficou muito envergonhado, dizendo que não precisava doar o quadro e sem que ele houvesse dito algo pra mim, fui logo dizendo á Gertrudes “Posso escolher pra ele? Pois ele está com vergonha, mas sei qual ele escolheria!” Ela riu e olhou também diretamente ao que já imaginávamos, fui subindo para pegá-lo e ele confirmou que seria este! Foi muito legal este momento.

Porta da sala de reuniões Chico Xavier, no Templo da Prece 
   Depois ela nos mostrou toda a Fundação e algo que achei surreal, e que eu não havia percebido no dia anterior quando estivemos por lá, foi o templo da prece Alfredo Júlio Fernandes, onde todos se reúnem para fazer as reuniões mediúnicas e de vibrações. Ela fica na parte superior da construção, ou seja, no alto. E lá de cima é o ponto mais alto do local, onde se pode ver todos as outras construções, árvores, lago, plantações...é maravilhoso! Fiquei á imaginar quando houvesse uma reunião lá em cima como seria a sensação.

   Ali mesmo no meio da vegetação, em um dos diversos banquinhos espalhados pelo terreno, Gertrudes convidou-nos á uma prece, que foi lindamente realizada pelo Hélder, onde tivemos como fundo musical o canto dos pássaros, o barulho da água correndo ligeira pelo riacho e a própria espiritualidade da natureza á nos cantar aos ouvidos. Foi uma experiência única em minha vida, nunca esquecerei daquele momento, era como se fizéssemos parte de um todo, natureza, espírito, corpo...uma só prece, uma só vibração, um só ser...enquanto a prece era realizada, nossos espíritos se elevaram á tal modo que era como se flutuássemos sobre os bancos. Maravilhoso!

Reunião na Casa da Prece de Chico Xavier, Uberaba.
   Gertrudes se dirigiu á sua casa para ir ao casamento de uma jovem espírita que participava da fundação, muitos espíritas da cidade estariam presentes nesta festa, inclusive a Márcia, mas alguns ainda estariam na UMEI (União das Mocidades Espíritas de Ituiutaba) para a palestra do Simão Pedro, de Patrocínio, que ocorreria de noite. Pelo caminho o Hélder e eu demos ainda algumas voltas, mas ao olharmos para o relógio, eram quase 17hs e estava á escurecer. Sairíamos de Ituiutaba somente no domingo pela manhã, mas seria uma longa viagem no dia seguinte. Eis que então venho-me uma idéia á tona “Hélder, o que acha de irmos agora para Uberaba, ás 20hs começa os trabalhos na Casa da Prece de Chico Xavier, poderíamos ir lá e depois dormirmos no Zote de novo. Pela manhã partiremos para São José dos Campos e chegaríamos até mais cedo em nossa casa, quem sabe até antes de escurecer estejamos em nossa cidade!” Ele sorriu pra mim e disse “Vamos sim, mas até irmos pro hotel, arrumarmos nossas malas e chegar em Uberaba, serão mais e 3 horas!”. Fizemos tudo isso e pegamos a estrada ás 17hs. 19:20 estávamos em frente ao posto de gasolina Zote que faz parte do Hotel Zote, na beira da rodovia. O Hélder deu um largo sorriso quando desliguei o carro e falou “Puxa! Você ‘incorporou’ o Ayrton Senna” Rimos á bessa e entramos novamente no quarto 60. Deu tempo para descansar um pouco e depois subir até a Casa da Prece que estava bem vazia. Foi uma reunião bem familiar, poucas pessoas, lugares vagos e após o término fui conversar com o Eurípedes, filho do Chico, que lembrou da minha filhinha de 6 anos, que o havia conhecido há 8 meses quando estivemos ali em Uberaba. Ele autografou um livro pra ela e deixou um pequeno recado á ela, pois ela o adora! Combinamos de no dia seguinte passar em sua casa para pegarmos umas lembrancinhas da livraria, já que ela estaria fechada. Ao sairmos da Casa da Prece atravessamos a rua e fomos á padaria lanchar. Enquanto estávamos por lá várias pessoas entravam e saiam comprando seus pães para levar ás suas casas, e em suas mãos folhetos de Allan Kardec, Chico Xavier, Bezerra...comentei com o Hélder “Lá na padaria do meu bairro as pessoas entram com folhetos litúrgicos, pois ao acabar a missa da igreja que fica em frente, todos passam por lá...” e ali era diferente! E quando fomos no caixa pagar a conta, em nossa comanda havia cobrado um preço muito alto, á mais do que consumimos. Poderia até nos passar despercebido. Mas o caixa e dono do estabelecimento nos notificou e após notarmos sua honestidade, quando nos despedimos dele estava atrás de seu balcão um exemplar de “O Evangelho segundo o Espiritismo”. Fatos e fatos!
   No quarto não conseguíamos dormir, desligamos a televisão e ficamos á conversar até altas horas.
   Acordamos bem cedo e após o café decidimos dar uma passada no “Pedro e Paulo” para ver o Carlos Baccelli, mas ao chegarmos lá fomos avisados de que ele estava em palestra em São Paulo. Aproveitando que estava ali em Uberaba e assim como havia combinado com meu amigo Cézar Carneiro - na outra vez que estive ali na cidade - o procuraria para dar-lhe um abraço. E dei o meu “olá” ao Cézar antes de ir até a casa do Eurípedes, que já nos esperava por já ter chegado o horário combinado. Ele nos abriu a porta de sua casa e por ali mesmo entramos por de trás da livraria, escolhemos nossas camisas e após rápidas palavras com eles, partimos. Ainda passamos no Mercado Muncipal e na igreja que acho tão linda: São Domingos. E eis que chega ao final nossa viagem, fizemos algumas paradas pelo caminho, almoçamos e relembramos cada momento deste nosso passeio que foi um verdadeiro retiro espiritual, um encontro com a fé, com Jerônimo Mendonça, com o verdadeiro Espiritismo...São locais que não somente os espíritas, mas os cristãos de todas as religiões deveriam ir para sentirem o que Deus realmente quer de nós, que é o nosso respeito pelas pessoas, pela natureza, por nós mesmos, para a nossa evolução. Foi algo maravilhoso que vivenciamos e que expressar aqui por palavras e fotos fica muito difícil, muito pequeno, muito supérfluo...é como dizia Jerônimo Mendonça “QUE BELEZA!” 

Lago existente dentro da Fundação Esp. Jerônimo Mendonça
Pátio interno da creche fundada por Jerônimo, o Lar Esp. Pouso do Amanhecer


O próprio Chico Xavier pediu para fazerem na creche estas 2 piscinas para as crianças devido ao clima quente da região
As salinhas da creche são lindas, bem organizadas, com nomes das crianças em suas carteiras
Outra parte do Lar Esp. Pouso do Amanhecer: o Berçário



Belíssima pintura de Gertrudes na parede do berçário
Hélder Bastos ao lado do busto de Jerônimo na Fundação Esp. Jerônimo Mendonça

Cama ortopédica que o "Gigante Deitado" usou por 30 anos e que está exposta na Fundação Esp. Jerônimo Mendonça





Quer saber mais um pouco sobre Jerônimo Mendonça?

Assista o video abaixo






    Quer saber um pouco sobre a Fundação Esp. Jerônimo Mendonça?

Acesse www.fejm.com.br















18 de julho de 2012

103 - ALEX entrevista OCEANO VIEIRA DE MELO

Ele é natural de Alagoas e reside na capital paulista.
É produtor de documentários e filmes humanistas e culturais.
Criou o selo Video Spirite e a Dvd Versátil.
O filme "E a Vida Continua..." que estréia em 18 de setembro tem a sua colaboração.
No final desta entrevista você poderá ver uma biografia mais detalhada de:
OCEANO VIEIRA de MELO, o nosso entrevistado de hoje.

* ENTREVISTA realizada em CAMPINAS-SP, no dia 21 de abril de 2012.
Na ocasião ocorria o lançamento de mais um dvd da Versátil e de Therezinha Oliveira, a coleção "Estudos Espíritas do Evangelho", no I Seminário "Gigantes do Espiritismo". E Alex Guimarães aproveitou a oportunidade para entrevistar Oceano Vieira de Melo.

O áudio da entrevista ficou um pouco deficiente devido á forte chuva que caía no local, mas todo o conteúdo da mesma se encontra abaixo escrito, principalmente para aqueles que são deficientes auditivos e não conseguem ouvir a entrevista.



ALEX – Olá Oceano, tudo bem?
OCEANO – Tudo bem Alex.
ALEX – Como você se iniciou na Doutrina Espírita?
OCEANO – Eu iniciei na Doutrina Espírita - vamos dizer assim – meu primeiro contato com a Doutrina Espírita foi com o “Pinga-Fogo” com o Chico Xavier na televisão em julho de 1971 ou em dezembro de 1971, eu não sei qual foi, em um desses dois “Pinga-Fogo” com o Chico.
Eu tinha na época 20 anos de idade, mas era um adolescente. Estava em um período muito difícil para o Brasil, para a minha juventude, para a minha geração, e logicamente não dei muita importância, mas eu lembro que foi a primeira vez que eu tive um contato com um espírita e felizmente com o maior deles que já reencarnou, e que foi o Chico Xavier.
Alex Guimarães e Oceano Vieira de Melo, Campinas-SP
ALEX – Você comentou agora sobre o Pinga-Fogo, como que surgiu o DVD da Versátil, o “Pinga-Fogo”?
OCEANO – Eu sabendo daquelas palavras respondidas pelo Chico, com aquela mansidão dele, aquela humildade, aquela “brasilidade” tão explícita... Aquilo lá me marcou muito. Então, eu queria com a criação da Versátil em 1999, disponibilizar aquele conteúdo extraordinário para as pessoas, para que as novas gerações tivessem acesso, vissem o que eu vi, sentissem o que eu senti ao assistir o Chico Xavier na televisão. Então, nós fomos atrás para tentar resgatar esse material. Era um material que estava prejudicado, nele não existia um responsável e depois descobrimos que algumas pessoas tinham algumas cópias, mas mal organizadas e com qualidade muito ruim. Eu sabia que poderia existir uma qualidade melhor e passamos á pesquisar. Essa pesquisa demorou aproximadamente 2 anos, até que nós descobrimos 2 “Pinga-Fogos” e veio a idéia de procurar o jornalista Saulo Gomes, porque foi ele que levou o Chico e convidou o Chico para ir ao “Pinga-Fogo”, convenceu a diretoria do programa, a diretoria da Tv Tupi – na época uma grande estação de televisão – o Saulo Gomes acolheu a minha idéia e eu fiz os extras com ele. Eu acabei trazendo ele mais para a exposição do DVD para poder explicar para as pessoas como é que foi o Pinga-Fogo. Ele está aí até hoje e para nossa satisfação ele é realmente um documento histórico do jornalismo brasileiro atestando quem é e como é o Espiritismo, e quem é o Francisco Cândido Xavier.
Estes são alguns dos muitos títulos da Video Spirite, veja todos em www.dvdversatil.com.br 


ALEX – E falando em dvd... A DVD Versátil, como é que ela surgiu? Como é a história do surgimento da DVD Versátil?
OCEANO – A idéia da DVD Versátil ela está baseada em produtos... Eu editava uma revista para o mercado de cinema e DVD. E me inquietava muito eu não ter acesso aos filmes educacionais, humanistas... E isso me inquietava! Então, nós fundamos a Versátil para distribuir esse tipo de filme e logicamente veio-me a idéia de criar um selo, o selo Video Spirite para divulgar a Doutrina Espírita, preservar a Doutrina Espírita no audiovisual. Então, essa é a idéia da DVD Versátil que trabalha com filmes de arte, humanistas, educacionais e a DVD Video Spirite que divulga a Doutrina Espírita ou alguma coisa que esteja junto de nós espíritas.
ALEX – E hoje aqui no Seminário (I Seminário Gigantes do Espiritismo, em Campinas, 21 de abril de 2012) estamos fazendo o lançamento do “Estudos Espíritas do Evangelho”, da Therezinha Oliveira. Fale um pouco para nós sobre este DVD.
Therezinha autografando seu dvd no lançamento em Campinas
OCEANO – São aulas gravadas aqui no Allan Kardec (Centro Espírita) de Campinas pela equipe de voluntários quando Therezinha Oliveira ministra os cursos sobre o Evangelho, que são 34 horas de aulas e que nós conseguimos colocar em 12 dvd’s. E esses dvd’s são industrializados, são feitos com o mesmo carinho que a gente emprega nos dvd’s da Versátil, esse tipo de conteúdo são todos fabricados, não são copiados, enfim... É uma dedicação realmente com muito carinho e esses dvd’s são aprendizados. Eu considero a Therezinha como talvez, uma das 3 melhores educadoras do Espiritismo no século XX e agora XXI.
ALEX – Você há pouco falou sobre filmes e agora em agosto tem “E a Vida Continua”. O que mais vem por aí além de “E a Vida Continua”?
OCEANO – Olha, eu não sei o que vem por aí. Eu sei que nós fizemos o “E a Vida Continua” - na realidade, eu sou apenas um dos produtores – nós pegamos essa missão da FEB (Federação Espírita Brasileira) e o filme irá para os cinemas em agosto, vão ser exibidas em 60 salas de cinema, a direção é do Paulo Figueiredo, o roteiro também foi ele quem adaptou do livro “E a Vida Continua...” de Chico Xavier, quer dizer, mais uma obra de André Luiz que vai para as telas de cinema.
O que vem por aí eu confesso pra você que não posso adiantar ainda porque ele está sendo negociado e eu estou iniciando a participação, não sei se provavelmente eu vou me ausentar desta participação. Não estou querendo interromper meu trabalho de documentarista para produzir filmes de ficção ou filmes baseados em obras literárias, não é a “minha praia”, “minha praia” é documentário, é isso que eu faço com amor, graças á Deus eu faço com satisfação e um pouco de conhecimento que eu adquiri nestes 35 anos de Doutrina Espírita. Mas o “E a Vida Continua” será um sucesso tanto quanto o “Chico Xavier”. (Abaixo: video em que Oceano apresenta o trailler do filme)



ALEX – Para encerrarmos, eu gostaria de agradecer a sua atenção e o seu carinho. E eu gostaria que você deixasse alguma mensagem aos nossos leitores á respeito de nosso seminário “Gigantes do Espiritismo”.
OCEANO – Eu acho que é uma boa iniciativa Alex, porque é uma forma de recohecimento daqueles nomes que sustentaram a Doutrina Espírita no século XX e que divulgaram, seja através de seus esclarecimentos, ou seja através de sua presença física, ou seja através de sua sensibilidade mediúnica. As pessoas que estão sendo lembradas aqui são pessoas de realmente amplo conhecimento de Doutrina Espírita. E espero que continuem com este tipo de abordagem para que nos próximos anos tenham nomes gigantes realmente, como devem ser tratados aqueles que no final do século XIX e início do século XX, trouxeram e entregaram para nós a bandeira do Espiritismo como hoje está o Espiritismo. Essas pessoas enfrentaram muitas dificuldades, preconceitos... Nós temos até 2 mártires do Espiritismo no Brasil, temos conhecimentos de mártir espírita na Tchecoslováquia, hoje República Tcheca. E aqui no Brasil pessoas que não abriram mão do seu ideal por trocas políticas, por conchavos com outras religiões, não abriram mão de seu ideal espírita e poucas pessoas sabem desses personagens tão importantes que nos fortalecem na nossa fé.



ESTRÉIA nos CINEMAS em 18 de SETEMBRO




Fonte: http://www.terra.com.br/cinema/noticias/2002/05/24/003.htm

Distribuidora Versátil prepara-se para lançar apenas DVDs
Sexta, 24 de maio de 2002, 13h25

O empresário Oceano Vieira de Melo jura que nunca freqüentou o banco de uma escola. Mesmo assim, sabe ler e a escrever, fala fluentemente quatro idiomas - inglês, francês, italiano e espanhol - e se tornou jornalista e editor. Tudo por causa de uma paixão sem limites que desenvolveu pelo cinema. Ele chegou a assistir a oito edições seguidas do Festival de Cannes e muitas outras de Berlim, Veneza e outros dos maiores eventos de cinema do mundo. Nascido em Carneiros, a 270 quilômetros de Maceió, Alagoas, há 51 anos, Melo conta que aprendeu a ler nas páginas da Gazeta de Alagoas - da família do ex-presidente Fernando Collor -, O Cruzeiro e Manchete porque queria compreender as legendas dos filmes.

Melo teve uma infância bem parecida com a de milhares de meninos de todo o mundo apaixonados por cinema, como o garoto retratado no filme Cinema Paradiso (1989), do diretor italiano Giuseppe Tornatore. Sem dinheiro para pagar a entrada, ele acertou com seu Quindinho, dono do Alvorada, único cinema da cidade, que venderia balas antes das sessões. Naquela época, a sala exibia um filme diferente por dia. A exceção acontecia quando apareciam os épicos bíblicos que ocupavam os horários do sábado e do domingo. Aos poucos, os dois se tornaram amigos e Melo passou a acompanhar o exibidor nas longas viagens semanais de caminhonete até Maceió, onde alugavam as fitas. Depois, virou operador dos projetores. O garoto que brincava de projetar celulóide na parede de casa com uma lanterna cresceu e a sobrevivência o afastou do Alvorada. Mas não do cinema.
Em 1983, quando era vendedor de eletroeletrônicos das lojas Sears, Oceano Melo acompanhou maravilhado a chegada do videocassete ao Brasil. Criou, então, o Jornal do Vídeo, uma publicação sem venda em banca, dirigida somente às distribuidoras e videolocadoras. Foi um sucesso imediato que ele atribui ao conhecimento sobre filmes que procurava imprimir na escolha das pautas e confecção das matérias. Dezoito anos depois, o jornal virou revista. Há dois anos, Melo lançou dois novos títulos - DVD Videobusiness e DVD Screen - e se prepara para colocar nas bancas a partir do dia 1º de junho uma coleção de 45 títulos de grandes diretores do cinema mundial. O primeiro será Ontem, Hoje e Amanhã (Ieri, Oggi, Domani, 1963), do diretor Vittorio De Sica, com Sophia Loren e Marcello Mastroianni.

A revista, porém, é apenas uma pequena parte de um negócio iniciado há dois anos que promete encantar os cinéfilos que curtem os grandes diretores de todos os tempos, principalmente aqueles do velho continente. Melo criou a Distribuidora Versátil em 1999 e já lançou exatos 70 títulos em DVD - alguns em VHS - entre filmes brasileiros e de novos e consagrados mestres europeus, além de concertos e shows de jazz, documentários e infantis. Entre outros, destacam-se a filmografia completa de Arnaldo Jabor, a trilogia de Krzysztof Kieslowski, Orfeu Negro, de Marcel Camus, vencedor do Oscar de filme estrangeiro e Palma de Ouro de Cannes em 1959. Lançou também Aviso aos Navegantes (1951), de Watson Macedo, a primeira chanchada da Atlântida reproduzida para o formato de DVD.

Esta semana, Oceano Melo inicia o projeto mais ambicioso de sua empresa: a coleção do diretor italiano Federico Fellini, que tem cinco títulos programados até o final do ano: A Doce Vida, A Estrada, Ginger e Fred e Ensaio de Orquestra. A série começa com Noites de Cabíria, que deu ao diretor o Oscar de Filme Estrangeiro em 1957. E tem muito mais. A Versátil inicia junto com Fellini outras quatro coleções. A Série Mestres do Cinema Mundial já tem definidos os filmes Antes da Revolução, de Bernardo Bertolucci; A Noite e Identificação de uma Mulher, de Michelangelo Antonioni; Z, de Costa-Gavras; A Balada de Narayama, de Shohei Imamura; O Boulevard do Crime, de Marcel Carné; Crônica do Amor Louco, de Marco Ferreri; Negócios à Parte, de Claude Chabrol; Belíssima e Rocco e seus Irmãos, de Luchino Visconti; e A Fonte da Donzela, de Ingmar Bergman.
A Coleção Irmãos Taviani trará Pai Patrão, A Noite de São Lourenço, Noites com Sol, Bom Dia, Babilônia, Afinidades Eletivas, San Michel e Aconteceu na Primavera. A Série Novos Realizadores terá diretores de toda a Europa e do Irã. Os primeiros programados são A Camareira do Titanic, de Bigas Luna, Lucie Aubrac, de Claude Berri; Tempo Redescoberto, de Raoul Ruiz; Place Vendôme, de Nicole Garcia; Aprile, de Nanni Moretti; Os Canastrões, de Patrice Leconte; Gabbeh, de Mohsen Makhmalbaf; O Balão Branco, de Jafar Panahi; Violência Gratuita, de Michael Haneke; e Alice & Martin, de André Téchiné. Três títulos dessa coleção estão indo para as lojas este mês: Maus Hábitos, de Pedro Almodóvar; O Doce Amanhã, de Atom Egoyan; Kolya - Uma Lição de Amor, de Jan Sverák.

O cinema nacional terá espaço na Série Mestres do Cinema Brasileiro. O título de estréia sai esta semana, com a "edição definitiva" de Um Copo de Cólera, de Aluizio Abranches. Os próximos serão Ópera do Malandro, de Ruy Guerra; Outras Histórias, de Pedro Bial; e Até que a Vida nos Separe, de José Zaragoza.

A decisão da Versátil de produzir apenas DVD a partir deste ano está relacionada às rápidas mudanças pelas quais o mercado vem passando nos dois últimos anos. A venda de aparelhos de DVD cresceu 300% no ano passado e a previsão para este ano fica entre 150% e 250%. O acúmulo de aparelhos comercializados passa de 1,1 milhão em 18 meses, desde que começaram a ser fabricados no Brasil, em 1999, enquanto o videocassete levou 4,5 anos para alcançar esta marca. Hoje, a venda direta ao consumidor de VHS é de apenas 10% e se sustenta principalmente graças aos filmes infantis. Só interessa às distribuidoras a venda para locação, dirigida a pessoa jurídica (videolocadora), que paga entre R$ 80 e R$ 90 por cópia. O DVD, por outro lado, traz uma série de apelos que têm estimulado o hábito da compra direta e de coleções, por causa do espaço menor que ocupa e da possibilidade ilimitada de informações adicionais.

A edição de colecionador de Noites de Cabíria é um exemplo disso. O DVD traz a versão restaurada e com cenas inéditas do filme, mais um disco extra com o documentário Fellini, um Auto-Retrato, produzido pela RAI, da Itália, e só exibido em São Paulo na Mostra Internacional de Cinema. E ainda inclui desenhos do diretor, filmografia ilustrada, 200 fotos, homenagens, dicionário felliniano, biografias, prêmios, críticas da época e um depoimento de Giulietta Masina sobre o marido Federico Fellini. Todos esses adicionais fazem do DVD brasileiro único no mundo, já que todo o material foi pacientemente garimpado e reunido pela Versátil. Segundo Fernando Brito, diretor de promoção da empresa, este será um dos diferenciais da distribuidora, que pretende suprir o mercado de cinema de arte em DVD para colecionadores.

Oceano Melo conta com certo orgulho que foi o primeiro a anunciar no Brasil o surgimento do DVD, em 1995, quando tomou conhecimento da novidade durante uma feira de tecnologia em Los Angeles. Em seguida, criou uma coluna no "Jornal do Vídeo" chamada "DVD News", em que passou a acompanhar a chegada dos primeiros aparelhos e filmes ao mercado. Finalmente, em março de 1997, pagou US$ 700 pelo primeiro modelo americano a chegar às lojas. Na bagagem, trouxe também uma cópia do filme Batman, de Tim Burton, o primeiro filme a sair em DVD. Além de ser um produto colecionável, Melo destaca como atrativos a reconhecida superior qualidade de áudio e imagem. Ao mesmo tempo, o baixo custo e a rapidez de reprodução têm feito com que muitos filmes nunca antes lançados em VHS saiam agora em sistema digital.

A Versátil aposta principalmente na revitalização pela qual o cinema vem passando nos últimos cinco anos nas grandes cidades brasileiras. A ameaça dos canais de filmes da TV paga deixou de ser o bicho-papão contra o cinema e as locadoras não mais encaram o DVD como inimigo. Ao mesmo tempo, a chegada do formato americano das salas multiplex está levando mais pessoas aos cinemas. Brito cita como exemplo a região da avenida Paulista, em São Paulo, onde 90% dos cinemas exibem somente clássicos e filmes considerados menos comerciais. Daí o crescimento dos circuitos e distribuidoras Unibanco, Estação Botafogo, Pandora e Mostra Internacional de São Paulo.

A distribuição continua a ser o principal desafio da empresa de Oceano Melo. Ele conta uma série de episódios em que tentou oferecer DVDs para grandes redes de magazines e supermercados, mas encontrou resistência porque as pessoas responsáveis pelas compras não conhecem os filmes e seu potencial entre o público cinéfilo. "Fico triste quando um desses gerentes me pergunta o que é ‘Cinema Paradiso’." Até mesmo nas grandes livrarias ele tem enfrentado desinteresse por seus títulos. Pedem duas ou três cópias e quando acabam não repetem o pedido. "Não entendo por que muitas redes de lojas não têm pessoas preparadas para fazer as compras e tratam filmes como se fossem batata ou detergente."

Mesmo assim, o empresário garante que tem fôlego para apostar no DVD. "Não concorro com ninguém, meu público é mais intelectual, são pessoas que têm um sentimento diferente em relação ao cinema." Ele ressalta que seu público é elitizado. "Não se trata, claro, de elite financeira, mas intelectual, que está em todas as classes sociais, são pessoas que amam cinema."

Invest News / Gazeta Mercantil / Site Terra



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Áudio e Vídeo da palestra "Registros Históricos do Espiritismo"
com Oceano Vieira de Melo - (Total 47min 54seg)



Arquivo de áudio em MP3 – para ouvir no site ou fazer download

http://www.4shared.com/mp3/99KK-rHh/109_-_Palestra_Esprita_-_Espir.html



Arquivo de vídeo – para assistir no site ou fazer download

http://www.youtube.com/watch?v=2FCm82fW7m8



Marcelo Orsini, entrevistador do Espiritismo BH, recebeu o documentarista Oceano Vieira de Melo que falou sobre seu esforço na construção de um acervo de som e imagem sobre o desenvolvimento do Espiritismo no Brasil, que inclui registros históricos de grande relevância para os espíritas.


Oceano Vieira de Melo (Carneiros-AL, 1951), é pesquisador da mediunidade, de assuntos científicos e religiosos. Especialista na obra de Chico Xavier e Allan Kardec. Empresário, jornalista, e produtor cultural, produz e dirige filmes biográficos de longa-metragem sobre educadores e médiuns. Fundou a Versátil Home Vídeo em 1999 (criou o selo Vídeo Spirite - em Latim: eu vejo espírito), que já produziu e lançou mais de 500 títulos com temas humanistas, biográficos e clássicos de grandes cineastas brasileiros e europeus.


O Projeto Espiritismo BH (www.espiritismobh.net) tem como objetivo é divulgar a Doutrina Espírita pela Internet, utilizando recursos em vídeo, áudio e texto. Não está vinculado a uma instituição ou casa espírita em particular e não possui fins lucrativos. Apresenta um trabalho compromissado com a causa cristã, isento de personalismos e de idéias estranhas à Doutrina dos Espíritos, codificada por Allan Kardec.

O Programa Palestra Espírita tem como propósito divulgar a Doutrina Espírita através de arquivos de vídeo de palestras postados no YouTube (www.youtube.com) e os arquivos de áudio da mesma palestra postados no 4Shared (www.4shared.com). Não há interesse financeiro algum ou vantagem material de qualquer natureza nesse trabalho, que é voluntário e abnegado. Espírita que assim possa dizer-se com dignidade, não explora o Espiritismo como negócio e nem faz dele um meio de vida ou fonte de renda.

Pedidos de informações, perguntas, sugestões, esclarecimentos, etc., inclusive pedido de instruções para fazer download dos arquivos e gravação das palestras em CD ou DVD, podem ser encaminhados para o endereço de email palestra.espirita@gmail.com

5 de julho de 2012

102 - ALEX entrevista LUIZ RICARDO GEDDO

Ele nasceu em São Paulo, em 1956.
Ele é economista e tornou-se ufologista.
Apresenta o programa “Fenômeno UFO: Uma Janela para os Cosmos” na Rádio Boa Nova.
Apresenta também um programa com o mesmo nome pela Tv Mundo Maior.
O apresentador e nosso entrevistado recebe fotos com negativo para análise.
Ele pesquisa os fenômenos UFO's há mais de 35 anos.
O nosso entrevistado é o pesquisador LUIZ RICARDO GEDDO.

ALEX - Luiz, como você se iniciou na Doutrina Espírita?


GEDDO - Através da ufologia, quando eu comecei a me deparar com casos de contato ou abdução por parte de extraterrestres e que envolviam reencarnação.

ALEX - E na Ufologia?


GEDDO - Através do avistamentos de ovnis no início da década de 1960 .

ALEX - Para quem não sabe, o Luiz teve estes avistamentos juntamente com sua avó no bairro de Santana, na capital paulista e ali ele presenciou materializações e desmaterializações de uma nave de forma cilíndrica. E depois de procurar respostas com alguns professores de ciências e não encontrar, ele as descobriu em um livro de seu avô chamado “Os Discos Voadores”. Apartir daí começaram suas pesquisas. E agora lhe pergunto Luiz: Como fazer esta junção de Espiritismo e Ufologia? Ou seja, a Ufologia á Luz do Espiritismo.

GEDDO - Utilizando-se de questões de "O Livro dos Espíritos", da "Gênese", de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e de obras específicas como "Urantia" de Camille Flamarion, "Os Exilados de Capela" de Edgar Armond,e "A Vida no Planeta Marte" e "Os Discos Voadores" de Ramatis. E conjuntamente fazendo-se um análise comparativa com casuística ufológica a nível global.

ALEX - Fale um pouco para nós sobre o seu programa na Rádio Boa Nova e sobre o seu programa de TV na Mundo Maior, por favor.


GEDDO - O Programa "Fenômeno UFO" que vai ao ar tanto pela Rede Boa Nova de Rádio como pela Rede Mundo Maior de TV, tem como objetivo a divulgação do conhecimento e da pesquisa ufológica, além de outros assuntos como Astronomia, Astrofísica, Exobiologia, Arqueologia, Parapsicologia e da Doutrina Espírita .

ALEX - Você recebe fotos com negativos para análise de fenômenos Ufo. Comente algo á respeito para nós, por favor.


GEDDO - Um dos serviços prestados pelo Programa Fenômeno Ufo é a análise de fotos de OVNIS. Em alguns casos as fotos se mostram autênticas, e isto vem a corroborar que o nosso planeta é visitado por veículos oriundos de outros mundos.

ALEX - Quão importante é o nosso Brasil com relação aos outros países, tanto nos fenômenos, quanto na Ufologia em geral?


GEDDO - Talvez alguns de seus leitores desconheçam mas o Brasil é o segundo país no mundo em número de avistamentos, e a casuística brasileira se encontra entre as mais importantes do mundo e entre elas eu cito a "Operação Prato", a "Noite Oficial dos OVNIS de 1986" e o "Caso Varginha".

ALEX - E aqueles agroglifos que surgiram em Santa Catarina? Poderia nos comentar algo á respeito?


GEDDO - Os agroglifos surgidos em Santa Catarina, pelo menos alguns deles, foram dados como autênticos. Os verdadeiros apresentam certas características interessantes, os caules das plantas dobram sem quebrar-se ao que parece pelo calor gerado por radiação de microondas,e o vegetal continua crescendo deste modo. Em alguns casos as plantas no interior do desenho crescem mais do que as que estão do lado de fora e em muitos casos as sementes também são afetadas. No local onde está o agroglifo não são encontradas nem pegadas, ou marcas de veículos, e em alguns casos permanece no local um tipo de energia residual que afeta equipamentos como câmeras fotográficas e filmadoras, impedindo o seu funcionamento. Algumas pessoas que adentraram nesses desenhos alegaram também ter sofrido os efeitos desta energia residual sentindo vertigens ou sensação de desdobramento.Sua aparente função seria de nos chamar a atenção para a presença em nosso mundo de uma inteligencia superior. Tais desenhos também poderiam atuar de modo subliminar, ou seja em nosso inconsciente.

ALEX - E sobre os nossos “próximos” mais distantes como você mesmo comenta, o que dizer sobre eles?


GEDDO - Nessa questão eu acredito que você esteja se referindo às várias raças que nos visitam.

ALEX - Isso mesmo (risos).


Hélder Bastos, Luiz Ricardo Geddo e Alex Guimarães
 GEDDO - Não haveria espaço aqui para um estudo aprofundado da tipologia dos seres que aqui vem, mas eu vou fazer um breve resumo de suas caraacterísticas : A forma básica predominante é a humanoide (cabeça , tronco e membros), a estatura varia de 80cm a 3,50m, e na aparência geral alguns são extremamentes similares aos seres humanos. O modo de comunicar-se varia podendo ser através de fala , telepatia (modo predominante) ou através de um aparelho tradutor. O comportameto varia do amistoso, passando pelo evasivo e alguns casos chegando a ser agressivo. O progresso espiritual e tecnológico também varia. Alguns já não possuem um corpo denso, são seres de luz.

ALEX - Excelente! “Há muitas moradas na casa de meu Pai”?


GEDDO - Sem sombra de dúvida, até o momento foram descobertos mais de 700 exoplanetas e o número não para de crescer. Por enquanto, os planetas descobertos ainda não estão em uma posição que favoreça o surgimento de uma vida similar à nossa mas com o constante avanço da astronomia e de seus equipamentos, é só uma questão de tempo, afinal como disse Karl Sagan evidência de falta não significa falta de evidência.

ALEX - E o tal planeta Chupão, o que dizer sobre este assunto?

GEDDO - Como sabiamente disse Kardec, Espiritismo é: Ciência , Filosofia e Religião e disse mais, quando houver discrepância entre a informaçâo mediúnica e a ciência fique com a ciência. Um planeta com as dimensões que é atribuída ao Planeta Chupão ou Nibiru possuíria um campo gravitacional que causaria perturbações nos demais planetas do sistema solar, ou na nuvem de Ort ou no cinturão de Kuiper, dois cinturões de destroços existentes em nosso sistema solar que seriam perceptíveis pela nossa astronomia, e isto até agora não ocorreu, além disso um possível planeta que iria passar próximo de nossa Terra no final de 2012 já seria visível a olho nu e até agora nenhum astrônomo o viu.

ALEX - Antes de finalizarmos, o que dizer aqueles leitores que teem medo de que o nosso mundo possa ser atacado por extraterrestres, ou por meteoros...


GEDDO - Nunca houve alguma evidência de que uma civilização extraterrestre pretendesse nos atacar ou invadir, exceto em algumas produções holliwoodianas. Já o perigo de meteoros, asteróides...é real, nosso planeta possui diversas cicatrizes destes encontros, e cabe a nós desenvolvermos sistemas de alerta antecipado e medidas de defeza eficazes.

ALEX - Luiz, gostaria muito de fazer-lhe mais perguntas, mas seria um indelicadeza de minha parte (risos). Quero apenas agradecer-lhe pela entrevista e pedir-lhe que nos deixe uma mensagem sobre Ufologia, e como já dissemos, á luz do Espiritismo.


GEDDO - A Ufologia para nós pode ser um exemplo de esperança, ou seja nos mostra que com o avanço ético, moral e espiritual, poderemos nos tornar uma civilização pacífica, avançada e co-participarmos da grande obra divina que é a criação.

ALEX - Que Jesus lhe abençoe sempre neste trabalho maravilhoso que exerce. São suas as considerações finais.


GEDDO - Eu queria lhe agradecer pela oportunidade, e lhe desejar pleno sucesso em seu trabalho.